sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Mães guerreiras

Todos sabem que chamo o Yuri de meu príncipe e o Caio de meu guerreiro. Alguns amigos generosos dizem que guerreira sou eu. E é verdade. Cuido da casa pela manhã e à noite; trabalho fora à tarde (uso três conduções para chegar no meu emprego); carrego o Caio para baixo e para cima penando em ônibus e metrôs para cumprir à risca seus tratamentos médicos; toda quarta-feira (sempre morta de cansaço), após servir o jantar, lavar a louça e pôr o bebê para dormir, ajudo o Yuri com as lições da escola; canto e conto estórias para meus filhos; acordo de madrugada para ver se eles estão cobertos.

Eu sou uma guerreira. Mas não sou a única.

Penso na Andressa e numa colega de trabalho que está tentando a fertilização in vitro – a primeira não deu certo. Mães guerreiras que lutam pelo sonho de ter um bebê nos braços. Lembro da Pati, guerreiríssima, reconstruindo a vida no Brasil, junto ao marido e às duas filhas, quando um pedaço do seu coração, a Caprice, está do outro lado do planeta. Revejo uma foto com o sorriso doce da Ísis, lutando desde agora para se informar, conversar, aprender a ser uma excelente mãe para seus futuros filhos.

É incrível a força que gerar um filho traz a uma mulher. Na maioria das vezes, basta o simples desejo de uma gravidez para que ela se sinta capaz de transpor as mais árduas barreiras.

No contraponto da mulher moderna (que afinal de contas, somos), ter e educar filhos ainda é função das mais apaixonantes e instigantes, repleta de desafios, dores, conquistas. Respondemos à multiplicidade de tarefas assumidas por nós, as verdadeiras chefes do lar. Mas na carona desse movimento, nossas aspirações e realizações com maternidade ainda ocupam um espaço fundamental em nossas vidas.

Eu acho a maternidade soberana. Hoje mesmo, deixei o Caio mais cedo na fisioterapia e vim para Porto Alegre resolver assuntos de meu exclusivo interesse pessoal, defendo meus sonhos de realização profissional. Mas ainda que eu tenha grandes projetos pessoais pra realizar, os maiores já coloquei no mundo, os meus filhos.

Matamos um leão por dia para conciliarmos vida profissional, familiar, sexual e nossa individualidade. Mas se encontramos energia para seguir firmes na batalha é porque repousa em nossos corações, as fontes inspiradoras para tanta luta. São nossos filhos que nos fazem levantar o estandarte das mães guerreiras que somos todos os dias.

P.S. Impossível citar todos os nomes, mas acredito piamente que toda a mulher que planeja pôr um filho no mundo é uma guerreira.

7 comentários:

Isabella disse...

Ah, Dinha, não queria ser repetitiva e parecer sem inspiração. Mas só tenho a mesma coisa para dizer: você sempre me emociona! Parabéns para essa mãe e mulher maravilhosa, guerreira, sensível, linda! Beijo, querida.

Márcia POA disse...

Dinha, eu adoro as coisas que tu escreves e como a Isabella, sempre me emociono quando leio.
Está lindo e só reforçando, tu és uma guerreira sim e das grandes.
Beijos.

Alessandra disse...

Oi Dinha !
Adorei seu post !
Realmente somos assim, mil e uma tarefas, tentamos conciliar filhos, trabalho, casa, marido e nossos sonhos ...
São os nossos filhos que fazem nascer essa força não sei de onde.
Beijos pra vcs !!
Alessandra

Claudia Medeiros disse...

Dinha, concordo e nesse mundo de guerreiras, eu sou sua fã! Beijos em vocês todos!

Greice disse...

Dinha, vou ser repetitiva mesmo, mas sou sua fã. Pelo seu modo de escrever, pela sua luta diária pela felicidade dos teus meninos, e por conseguir passar sempre uma mensagem positiva, mesmo quando sabemos que você não está bem.
beijos.

Eva disse...

Muito sensível o seu texto...ou sou eu que estou sensível. Pelo que li é você que é sensível a beleza da vida e seus textos espelham isso.

Cicinho Mcz disse...

vcs sao muito guerreiras