quinta-feira, 20 de abril de 2017

Razão X Emoção: quem ganha o duelo?

Nas escolhas da vida, um dilema comum: Agir com a razão, pesando prós, contras e racionalizando ao máximo nossa decisão? Ou deixar-se levar pelas emoções envolvidas, permitindo a nosso coração dar a batida final do martelo?

A razão serve para trazer o máximo de assertividade. A razão traça metas, cria estratégias, foca num objetivo. Calcula, pondera, projeta, estima. Busca aferir elementos palpáveis para que nossas decisões ou atitudes nos sejam as mais benéficas possíveis.

A emoção comanda nossos movimentos. Nos impulsiona no ímpeto, na paixão, na visceralidade. Ou nos trava, no medo, na insegurança, nos traumas. Mas permite ao nosso coração sentir aquele frio na barriga, suor nas mãos e batidas descompassadas no peito que tornam inesquecíveis os momentos por ela comandados.

O outro lado da moeda: a racionalidade excessiva pode nos privar justamente de viver emoções incríveis e únicas. Emotividade em demasia pode nos conduzir em barcas furadas, em atitudes intempestivas, em dramas desnecessários. Quantas vezes nos pegamos querendo fazer algo e nossa emoção de medo nos travando? Ou sabendo, racionalmente, qual o “caminho certo” e nosso coração nos puxando para outro?

Então, qual o ponto de equilíbrio? Eu diria que passa pelo autoconhecimento, para distinguir em quais momentos cada um deve prevalecer. E na carona do autoconhecimento, a conexão com nossa intuição. Como quase tudo na vida, não há receita de bolo pronto.  A neurociência tem derrubado o mito de que é a racionalidade que diferencia os humanos de outros seres. A conclusão é a de que um cérebro que não consegue sentir, não sabe decidir. Daí o reconhecimento do termo inteligência emocional. O caminho é trabalhar com ambos, pois ambos fazem parte de nós. Aprender a prever a conseqüência de nossas escolhas e nos responsabilizarmos por elas. Analisar nossos sentimentos e expressá-los na forma de autoconfiança e coragem. Certeza nunca teremos, pois cada momento de decisão é único e tentar tirar dele o frio na barriga é, talvez, tirar o tempero da vida.


(O tema de hoje me foi proposto por uma leitora do Meus Frutos. Quer ver abordado aqui algum assunto específico? Escreve pra mim: claudiapalestrante@gmail.com)

domingo, 16 de abril de 2017

A simplicidade e o bem que habita em nós

Da minha infância trago lembranças bem difíceis. Mas, todo ano, a Páscoa me traz as mais ternas e significativas memórias. Já vivíamos em casas e famílias separadas, eu e meu irmão, 4 anos mais novo. Mas na Páscoa – como na verdade em todos os finais de semana – eu vinha de Porto Alegre a Canoas, ficar com eles. Nossa Páscoa era feita de poucas e simples guloseimas: alguns mandolates, algumas balinhas do armazém, algum raro chocolate, nunca de boa marca, pois minha mãe não tinha condições de comprar. Não tínhamos sequer cestos. Mas não era importante. Todo sábado de Aleluia, nossa diversão era improvisar nossos ninhos. Normalmente tampas de caixas de sapato com papéis rasgados com nossas infantis mãozinhas, para acolher o que o Coelho nos trouxesse. Sempre às colocávamos embaixo da pequena mesa da cozinha. E íamos dormir esperançosos.

O domingo sempre era de alegria. Pois o Coelho vinha. As guloseimas se espalhavam em nossos ninhos tão humildes. E passávamos o restante da Páscoa trocando os doces – “prova esse, mana, é gostoso!” -  e nos deliciando. Tenho a mais profunda saudade e gratidão por essas lembranças.

Normalmente nas datas mais significativas do calendário, como a Páscoa, o Natal, o Ano Novo, nós usamos de todas as atuais ferramentas da tecnologia disponível para desejar o bem ao nosso próximo, para emanar energias de amor, de fraternidade, de esperança. Porque, eu acredito, somos essencialmente bons. Desejamos o bem uns aos outros.

Essas lembranças com meu irmão também me remeteram ao quanto podemos ser gratos e tocados por momentos de absoluta simplicidade. Me lembrou da capacidade que temos de ser feliz mesmo em situações tão adversas – e naqueles anos, nossa realidade era bastante árdua. Mas sabe? Nosso foco era justamente ser feliz, independente da situação. Não tinha ninho, a gente fazia. Não tinha chocolate, saboreávamos as balas! Não tinha fartura? Aí depende do ponto de vista. Amor e esperança, tinha pra dar e vender.


Prontos para começar uma nova semana, vamos levar essa vibe com a gente? De desejar o bem, de manifestar o nosso melhor? Mais do que isso: vamos ser felizes com a simplicidade, gratos ao que temos agora? O que é simples hoje, pode se tornar parte de suas melhores lembranças amanhã. Vai por mim.

Linda semana a vocês.
Um beijo,
Cláudia

terça-feira, 11 de abril de 2017

A culpa não é nossa!

Não é preciso assistir Big Brother para saber do que todos falam hoje. Eu não assisto. Sei o nome dos personagens envolvidos pela repercussão. Mas, impossível não querer entrar lá e dar um abraço apertado na Emily, pois soube que ela chorou ontem, após a expulsão do seu namorado. Queria abraçá-la e dizer: Ei, tu não estás só. Mas, principalmente: TU NÃO TENS CULPA DE NADA. Posso falar com propriedade. Já vivi um relacionamento abusivo. E a gente custa a enxergar a violência e custa ainda mais a entender que a culpa não é nossa.

No começo, eu recebi um apelido “carinhoso” que me relacionava a uma baleia. Aceitei. Mas não, não era carinho. Depois, passei a usar somente roupas bem compridas para não exibir minhas pernas, pois ouvia que elas eram horríveis. Cortei meu cabelo, antes bem longo, e passei a usá-lo sempre preso num rabo de cavalo, afinal era “feio, de negra, cabelo ruim”. E eu não conseguia perceber que tudo isso era agressão, tudo isso era violência. Na verdade, só me caiu a ficha quando levei o primeiro tapa. Mas ela já existia há muito tempo.

Essa é uma conversa que, sempre que posso, tenho com outras mulheres. Tudo que te machuca – física e emocionalmente – e que te constrange é violência, portanto é crime. Ser subjugada como fui, era violência. Ter minhas conversas virtuais hackeadas, montadas e usadas contra mim, era violência. Ser coagida – de forma falsamente carinhosa – a esconder meu corpo, era violência. A agressão física foi só o auge do que eu permiti. Sim, eu permiti. E este é outro ponto: não me julguem porque, durante tanto tempo, eu me submeti a esse relacionamento. Só quem é mulher sabe os medos: sociais, culturais, financeiros, familiares. E esses medos, por vezes, nos dilaceram tanto quanto a dor da violência em si.

A esposa de Victor decidiu retirar a acusação e é julgada. A de José Mayer afirma que vai manter-se casada e é julgada. Emily é julgada – e pior, inclusive por ela mesma. Que distorção de valores! Não são elas que cometeram os crimes. Se elas ficam, se elas se culpam, ainda assim elas não são culpadas! São as vítimas! Uma noite, a Brigada Militar bateu em minha casa, devido a denúncias de meus vizinhos. Com tantos medos, fui até a porta e disse que estava tudo bem, ainda que meu semblante denunciasse o contrário. E as autoridades nada puderam fazer, afinal naquele momento foi a minha escolha.



Desses episódios todos, recentes, e de minha história pessoal fica a lição de que mulheres vítimas de violência precisam de colo, de amparo legal, de compreensão. Não de mais dedos acusatórios lhes sendo apontados. Precisamos que nós mesmas, mulheres, não julguemos umas às outras. Que a sociedade abra os olhos de que a violência não é o tapa, o puxão de cabelo, o empurrão. Ela sempre começa muito antes. E que nós NUNCA somos culpadas. Não é a nossa roupa, a nossa conduta, o que seja. É o desvio de caráter do agressor. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A arte do improviso

O post dessa semana estava prontinho, formatado. Mas eis que aconteceu um grande imprevisto: o netbook pifou. E dentro dele, todos os arquivos. Pra ajudar, o aplicativo do blog via celular também não está publicando os posts. Primeira reação: preocupação e vitimismo. Por que comigo? Por que justo domingo, dia do post fixo? Por quê? Segunda reação: acomodação. Ah, paciência, pulo essa postagem. Terceira reação: virada de mesa! E meu compromisso?! E o que me propus a fazer e desejo realizar?

Costumo dizer que a grande transformação que vivi foi romper com esse padrão de vitimismo e acomodação. Antes, quando algo não dava certo, eu achava que "não era pra ser". Depois, fui entendendo isso como um pedido de confirmação do Universo: "ah, tu queres mesmo? O quanto? Prove!"

Assim como cada dificuldade é uma oportunidade de superação, os imprevistos são excelentes oportunidades para colocarmos a criatividade à baila. Ou acionar nosso GPS mental. Não dá pra ir pelo caminho planejado?! Bora recalcular a rota! Sempre há por onde ir...

Então, no imprevisto do post inicialmente programado para o Meus Frutos, fica meu convite pra tua semana que vai começar: aceite os imprevistos, assim como as dificuldades, como oportunidades. Não desiste de realizar aquilo que tu desejas porque algo saiu fora do script. Vai pro plano B! Pro C, se for preciso! Porque o plano maior e inadiável é ser feliz.

Um beijo,
Cláudia

P.S. O post foi publicado no domingo, como de costume, no Instagram e na fanpage do Meus Frutos. No blog mesmo, só deu hoje. Mas, fica a lição e a leitura para quem nos segue. Gratidão!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Fique com quem acredita em ti

Na contramão das muitas (a maioria, na verdade) pessoas que me parabenizam ou dizem que se sentem motivadas a fazer o mesmo, referente à minha mudança de hábitos, tanto de alimentação quanto atividade física, existe um outro grupo: as que ironizam, as que dizem que isso é “fogo de palha” e que logo desistirei. As que insistem em mostrar fotos de comidas saborosas, mas com excesso de calorias e me marcar nas redes sociais. As que me criticam, dizendo que me tornei chata, monotemática. Isso me leva a uma reflexão que quero compartilhar hoje. Na verdade, os dois lados dessa moeda.

Primeiro, não seja essa pessoa que diminui o sonho, o objetivo do outro. O que tu ganhas ao fazer isso? Muito provavelmente somente a antipatia do teu interlocutor. Não julgue quão difícil é esta meta, o quanto te parece que a pessoa não tem o perfil de quem irá perseverar e alcançar o que se propôs – e seja lá qual for esse objetivo: emagrecimento, mudança profissional, relacionamentos, viagens... Não importa! Não gasta a tua energia desmotivando os projetos alheios. Usa ela (tua energia) direcionada ao teu crescimento, à tua evolução pessoal. Ao invés de destruir os sonhos alheios, constrói os teus! Cada um escolhe seus sonhos com base em tantas vivências particulares. E ainda que cada um tenha o direito de mudar de ideia e desistir no caminho, apenas não julgue.

E se tu és a pessoa cuja meta é pública e notória, não se deixe atingir por essas pessoas negativas. Te gruda no teu sonho e luta por ele todos os dias. Te fortalece em outras pessoas que te inspiram e te motivam. Esse é o grande segredo: dê crédito e importância somente àquelas que também acreditam em ti e no teu poder de realização. E, se por acaso, no caminho tu tropeçares ou mesmo falhar, levanta tua cabeça. Estás buscando fazer o melhor por ti, sem desejar o fracasso alheio. Isso é o que fazem as pessoas seguras de si e destinadas ao sucesso.



Como diz aquela famosa canção, eu sei o quanto eu caminhei pra chegar até aqui. Não me deixo mais atingir por energias negativas, mantenho a minha em alta. Me esforço todo dia para ser o tipo de pessoa que eu gostaria de conhecer. Tenho convicção que isso faz de mim um imã para boas oportunidades, pessoas, relacionamentos e uma vida feliz. Vamos juntos?

domingo, 26 de março de 2017

A quem tu és inspiração?

Nesta minha nova fase de mudança de hábitos alimentares e atividade física, muitas pessoas têm me procurado para pedir receitas, dicas de como me sinto, mas principalmente para conversar, sobre como desejam mais cuidar de si e não sabem por onde começar. E generosamente usam uma palavra que acho linda: “tu tens sido minha INSPIRAÇÃO”.

Algum tempo atrás, eu veria como exagero este reconhecimento. A vida me ensinou que não. Muitas são as pessoas de meu convívio que me inspiram. Pessoas “comuns”, mas com o dom de influenciar positivamente a vida alheia. O bom humor de um amigo frente a uma árdua rotina de trabalho, me inspira a levar meus dias com mais leveza e gratidão. Ver uma amiga crescendo profissionalmente me inspira a buscar meu lugar ao sol, indo atrás dos meus sonhos. Tenho uma amiga linda que me ensina sobre a saudável vaidade e me inspira a cuidar cada vez melhor de minha aparência.

Mas sabe o que é bacana? É saber que eu, para algumas pessoas, também sou fonte de inspiração. Isso representa a troca linda que é a vida. E eu te trago isso hoje, com o domingo já acabando e a nova semana batendo à nossa porta, pra te lembrar: certamente tu também és a inspiração para alguém. Com teu sorriso. Com tua inteligência. Com tua determinação. Tua força. Com alguma característica que às vezes, as asperezas da vida não te deixam enxergar. Então, seja grato, mas principalmente seja determinado em seguir teu caminho. Todos nós somos inspiração para alguém. E saber disso só aumenta nossa responsabilidade com nós mesmos: não podemos desistir!


Não desiste! Não desiste dos teus sonhos achando-os absurdos, não desiste da felicidade que por ora pode te parecer inatingível, não desiste da vida linda que está logo ali te aguardando, com todo o teu merecimento. Nossos medos, a auto sabotagem e muitas falsas crenças são o que nos limitam. Mas tu podes tudo! "Não desista. Alguém está se inspirando em você".

Te desejo uma semana produtiva, feliz e muito inspiradora.

Um beijo,

Cláudia

segunda-feira, 20 de março de 2017

O meu caderno

As palavras sempre me fascinaram. Curiosa em juntar letras e entender seu sentido, aprendi a ler aos 5 anos, antes de ingressar na escola. E já aos 10 devorava tudo que caía em minhas mãos. Especialmente, jornais. Ali me atraíam os anúncios publicitários, as crônicas e algumas matérias. Pauta variada. Mas, essencialmente, comportamento humano. Desde essa época, eu sonhava: quero escrever num jornal. Escolhi a faculdade de jornalismo, que no Ensino Médio se transformou em Publicidade e Propaganda. E este fascínio era tamanho que desde a mais tenra idade, eu recortava tudo o que me interessava nos jornais e colava num caderno. Selecionava tudo o que eu achava que mereciam ser lido, compreendido. Aprendido.

Em minha vida adulta, meu caderno virou tesouro. De minhas memórias afetivas. De predestinação. De manter (ou relembrar) o foco.

Entre duas mudanças, ele foi extraviado. Achei ele novamente esses dias, por acaso... Lembrei da jovem de 17 anos que foi prestar vestibular e a mãe queria que ela cursasse bioquímica, para seguir nos negócios da família. E esta mesma jovem teve a ousadia de seguir seu próprio caminho, buscando aquilo que lhe vibrava o coração – a faculdade de comunicação. Buscar seguir o meu destino me pareceu a forma mais bonita de honrar a história da minha família. Acho que o tempo tem provado que foi uma escolha acertada.

Reencontrar meu caderno em especial neste momento em que o Meus Frutos literalmente frutifica; em que enveredo pelo caminho das palestras, em que o sonho do livro voltou com força total... tem o significado de reencontrar a minha missão!

Um caderno amarelado pelos anos, para lembrar o quanto o sonho está vivo!

Acredito que este é o maior desafio da humanidade: encontrar e viver a sua missão! Quando tu encontras a tua missão, tu encontras na carona, a alegria, a prosperidade, os bons relacionamentos. O segredo não é procurar alcançar esses status; o segredo é encontrar a ti mesmo e essas coisas te alcançarão.

Para essa semana que começou, desejo que tu encontres “o caderno” da tua vida e ele te lembre da tua missão. Não precisa ser necessariamente algo material, mas que desperte aí dentro do peito, para o teu sonho, o teu propósito de vida. Porque aí sim, a vida fica bacana demais.

Um beijo,

Cláudia

domingo, 12 de março de 2017

Qual a força do teu querer?

Essa semana que passou, recebi uma lição da vida que gostaria de partilhar com vocês. A grande verdade é que o cotidiano está sempre nos ensinando algo; cabe a nós estarmos atentos e dispostos a aprender. Da lição que me veio, a lembrança mais reforçada: o poder do nosso querer.

Há algum tempo tenho feito cursos online gratuitos de assuntos que me interessam e que agregam aos meus atuais objetivos de vida. Entre minhas metas estabelecidas no roadmap, ainda no processo de Coaching, fazer mais cursos e workshops de formação. Ocorre que, por diversos fatores, ainda não consegui me organizar financeiramente para, as oportunidades ainda não casaram. Então, surgiu uma promoção via rede social. Num primeiro momento, pensei: é a minha chance! Depois, aquelas crenças limitantes, insistiram em tentar me sabotar: “ah, capaz”, “não vai dar, muita gente vai concorrer”. Mas, para o meu bem, não as escutei e me inscrevi. E ganhei!!!! Vou poder realizar este sonhado workshop - Mulher Atitude, com a hipnóloga e trainer em programação neurolinguística, Mileine Vargas - no fim deste mês!

Na vibe dessa boa sorte, resolvi me inscrever num outro evento, de cunho terapêutico. Relutante, num primeiro momento, compartilhei com uma amiga e ela me pergunta: “Estás com vergonha de quê? De ser feliz?”. E graças a suas palavras, tomei coragem, joguei a tal vergonha para o alto e me inscrevi. Porque é algo que quero muito, como o workshop.

Para os dois casos, vou realizar aquilo que desejo. Mas primeiro, tive que ter coragem para assumir que este meu querer era mais forte do que a vergonha, o medo ou a crença de que eu não conseguiria. Tive sorte no primeiro caso, de ganhar a promoção? Sim, tive. Mas ela só me agraciou porque tive atitude para me inscrever. Sorte não acompanha quem não sabe o que quer. Muito menos o sucesso.


Iniciando uma nova semana, eu te pergunto: Qual a força do teu querer? Ela é grande o suficiente para te fazer sair do lugar onde estás hoje? Resistente o bastante para vencer qualquer crença que te limita? Te digo: ela é exatamente do tamanho daquilo que queres alcançar! Ela apenas precisa ser liberta do teu peito, dos teus sonhos e ser colocada em prática. Como? Dando o primeiro passo. Do resto, o destino, tua vontade e, às vezes, a sorte se encarregam.

Te desejo uma semana repleta de imensas vontades e lindas realizações.
Um beijo.

Cláudia

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulher com letras maíusculas

Nasci mulher quando meu pai torcia por um primogênito macho. Ainda na primeira infância passei fome e conheci dentro de casa a violência doméstica. Cresci determinada a não repetir a história de infelicidade de minha mãe. Fui a primeira mulher de minha família a concluir o ensino superior. Quando iniciei minha vida profissional, em meu meio, predominava o sexo masculino. Casei, tive filhos e dilemas entre maternidade e profissão. A primeira venceu. Fui traída, oprimida e entrei para a estatística das mulheres que são agredidas mas têm medo de denunciar seu agressor. Ainda assim, fui julgada - inclusive por outras mulheres – como culpada, por não entender que homens são assim mesmo. Tive depressão profunda e não queria mais viver.

Mas, virei o jogo. Busquei forças em minhas entranhas e me resgatei. Com mais de 40 anos. Quando alguns já podiam – mais uma vez – me condenar. À velhice. Ao conformismo. Recomecei do zero, mas com dois filhos à tiracolo. Mais uma vez, comi o pão que o diabo amassou. Mas venci. Hoje sou mulher e mãe. Mulher e profissional em ascensão. Mulher e aprendiz. Ousada o suficiente para ainda explorar muitos caminhos novos. Independente, plena, positiva. Mulher e feliz.


Aceito as honrarias, aceito as flores. Me acho muito merecedora de todo o reconhecimento que a data permite, pois ainda somos queimadas em praça (e opinião) pública. Inclusive, por nós mesmas. Ainda somos destratadas na sociedade, humilhadas em relacionamentos abusivos, preteridas em vagas de emprego. E estamos aqui. Com a cara e a coragem para não aceitar mais isso. Sei que apesar de tudo o que passei, sou privilegiada. Honrei a caminhada de minhas ancestrais e a deixei um pouco mais leve para minhas descendentes. Deixo de legado, resiliência, garra, superação. Mas com alegria na alma, amor no coração e um sorriso no rosto. Porque sou MULHER.

domingo, 5 de março de 2017

Toalhas bordadas

Herdei de minha amada avó, lindas toalhas bordadas à mão. Desde a mais tenra idade lembro de ser encantada por elas. À medida que cresci, questionava por que ela não as usava no dia a dia, somente em ocasiões “especiais”. Tínhamos uma linda sala de jantar, mas as toalhas só eram usadas em datas festivas ou mediante uma importante visita. Adolescente rebelde, continuei questionando e argumentando : “Um dia tu vais partir, vó, e vais deixar as toalhas novinhas para outra pessoa usar”.

Essa pessoa fui eu.

E eu uso diariamente suas toalhas bordadas. Elas até destoam com a simplicidade da minha casa. Mas uso. São minhas memórias de amor a ela. E porque eu quero usar tudo de bom que a vida me permitir. Hoje sempre será uma ocasião especial se assim eu determinar e acreditar. Não temos o amanhã. Não sabemos dele.


Minha avó certamente era de uma geração com pensamento muito diferente da minha. Com todo o respeito que sua sabedoria merece, mas se tem algo que nós estamos aprendendo e incorporando mais rápido do que ela, é isto: a vida é o agora.

Meu convite pra tua reflexão ao começarmos mais uma semana é esse. Use tuas toalhas bordadas já, não adie mais. Inicia teu projeto sonhado. Toma aquela iniciativa, no trabalho, num relacionamento. Arrisca. Empreende. Não espera a ocasião especial idealizada. O hoje se tornará especial com tua intervenção, tua coragem, tua disposição em dar teu melhor agora. Aquela ideia que tens guardada aí na cachola, aquele sentimento não declarado, aquele planejamento engavetado... São tuas toalhas bordadas. Use-as agora. E enfeita tua vida de atitude!

Um beijo, ótima semana!
Cláudia

quarta-feira, 1 de março de 2017

A vida com menos peso

Dos meus 44 anos, lembro de ter sobrepeso em pelo menos 35 deles. Comida sempre me foi compensação. E a gordura se tornou uma proteção – um “não se aproxime”, para pessoas e as dores que elas poderiam me causar. O corpo mais equilibrado sempre vinha nos momentos mais felizes de minha vida.

Na última década, acumulei desgostos sobremaneira, que me tornei uma obesa mórbida. As pessoas me sugeriam cirurgias para conter a compulsão alimentar. Mas eu tinha consciência de que eu precisava, primeiro, resolver aqui dentro de mim todos os excessos e pesos condensados numa existência de mágoas, dores, traumas. Quando eu conseguisse, perder peso seria natural.

De 2013 para cá, uma reviravolta. Interna. Mas grandiosa. Terapias, treinamentos, autoconhecimento. E o enfrentamento de tantos fantasmas e crenças que me limitavam a uma vida pesada. Então vem uma perda de peso, gradual, natural – como eu previa. Porque decidi não carregar mais pesos desnecessários. Optei por não engolir nem armazenar sentimentos ou situações que não sei e nem faço questão de digerir. Entendi que não preciso de uma capa de gordura a me proteger das dores do mundo. As dores vêm. E posso dar conta delas na raça e na coragem. E então começo a ficar mais leve para a vida.


Meu manequim caiu do 54 para o 46. Passei de obesidade mórbida para severa. E aceitei que eu poderia ser assim e ser feliz, com meu corpo. Mas, incrível, vou escrever mais a fundo sobre isso, Carl Rogers disse: “Curioso paradoxo: quando me aceito como sou, posso então mudar”. E eu resolvi mudar mais. Eu, que em atendimentos mediúnicos, tenho dado muito o recado de que as pessoas podem escolher os pesos que carregam e muitos são absolutamente desnecessários. E desperto: os recados vem por mim, porque são também pra mim!

2013 - 2017

Tenho buscado minha contínua evolução. Por que então, não harmonizar e mostrar, sem medos, ao mundo, a transformação deste ser, que deixou de carregar tantas coisas “feias” consigo?Equilibrar a fachada com um interior que já não carrega mais pesos, nem na alma e no coração. Que não precisa mais se proteger e tem descoberto os melhores sabores da vida longe da comida. Este é meu desafio de agora. Hoje, sou uma obesa moderada. Mas leve por dentro... Aqui fora, em breve, hei de ser também!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Atitudes pra fazer acontecer (O teu ano já começou? Parte 2)

Meu último post teve um retorno super bacana dos leitores. Muito se sentiram motivados a começar AGORA o seu ano. Mas me perguntaram: tá, Cláudia, mas o que eu posso fazer de fato pra planejar e fazer o meu 2017 ser um ano produtivo?

Em primeiríssimo lugar: ATITUDE POSITIVA! Chega de negativas e de pretéritos imperfeitos. “Ah, não quero perder meu emprego”, “Eu não quero mais engordar”, “Eu queria comprar um carro”. É QUERO! Eu quero manter meu emprego! Eu quero emagrecer. Eu quero comprar um carro novo. Visualiza teus sonhos e projetos acontecendo! Programa teu cérebro de forma que teus neurônios tragam mais força às tuas ações. Ninguém conquista nada da vida quando só vibra na dificuldade, na impossibilidade.

ESTABELECER PRAZOS. Querer que as coisas aconteçam um dia, te deixa a possibilidade do infinito. Mas não temos todo esse tempo nesta vida. Então, bora determinar prazos. Estabeleça um cronograma, crie etapas, que podem ser pequenos passos – mesmo que sejam pequenos, mas que sejam cumpridos. E neste planejamento, sempre escolha alguma tarefa que tu podes fazer HOJE! Ontem, já não dá mais. Amanhã pode ser muito tempo.


Uma forma de se comprometer com aquilo que a gente se propõe a fazer é COMPARTILHAR, tornar público nossos objetivos. Além de ser uma forma muito bacana de agregar a torcida de amigos e das pessoas que nos querem bem, quando tornamos público nossos objetivos, isso nos motiva ainda mais a lutar por eles – afinal tem uma plateia que a gente não gostaria de decepcionar ou diante da qual não queremos passar a vergonha de ter desistido. Se existe um lado positivo para a vergonha, é nesta situação: quando ela nos impulsiona a não desistir.

Eu sou muito adepta também das LISTAS. Escrever, colocar no papel aquilo tudo que tu desejas. Criar uma clara visualização do teu sonho e listar todas as coisas boas que virão com a realização dele, porque isso te motiva. Ao mesmo tempo, listar as desvantagens, tudo o que tu vais perder, deixar de viver, caso o teu sonho fique no meio do caminho.


Procrastinar é adiar a tua felicidade! Se eu pudesse resumir a fórmula para começar agora – o que quer que seja –, numa única palavra, ela seria DETERMINAÇÃO. Determine exatamente aonde tu queres chegar. E não desiste enquanto não conseguir. 

Tenho certeza que tu vais chegar lá!
Um grande beijo,
Cláudia

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O teu ano já começou?

Em conversa com uma amiga, ela me diz que tem vários planos, mas que não conseguiu se mexer, pois parece que o ano ainda não começou. E essa é uma fala bem comum. Como o início vem tradicionalmente com o período de férias e veraneio, as pessoas vão deixando para depois. Ok, pausas são necessárias. Mas, iniciativa também. Quanto antes colocarmos em prática nossos objetivos, mais cedo nossas chances de alcançá-los.
De outro amigo, ouço o relato de um recrutador de RH, de pessoas à procura de emprego, mas que gostariam de iniciar somente após o Carnaval. Quase inacreditável, mas real. Independente da necessidade, tem muita gente esperando para começar depois das festas de Momo.

Por que temos essa mentalidade, de esperar todo mundo começar para também fazê-lo? Me arrisco a dizer que é justamente porque queremos fazer igual à maioria, seguir o fluxo. Porque acreditamos que não haverá retorno a nossas investidas, que será desperdício de energia. Será mesmo? Se desejamos resultados diferentes, superiores aos da média, não deveria ser justamente esse o motivador para nos fazer pensar – e principalmente – agir fora da caixa?

Particularmente, estou nadando contra a maré. Iniciei a reeducação alimentar junto com minhas férias, período tido como de “zero compromisso” e até mesmo de justificáveis orgias alimentares. Me matriculei na academia e estou iniciando minhas aulas já, antes do Carnaval, sim. Terminando de escrever uma palestra nova, mesmo que, muito provavelmente, ninguém a queira contratar de imediato.

Nossos planos, sonhos e metas precisam ter urgência de começar! Nossas realizações precisam ser prioridade! Se não forem a nós, a quem serão? Sair do lugar comum, dar o start na frente da maioria, certamente aumentam nossas chances de encontrar eco em respostas positivas de uma parcela que também pensa assim. O topo é lugar para poucos! E será para aqueles que já começaram a escalada!


Para a semana que está iniciando, este é meu convite, minha reflexão. Daqui até o Carnaval, ainda temos 9 dias! Infinitas oportunidades de dar certo, de começar projetos, de alinhavar parcerias. Não espera mais! Chega de procrastinação. Liga, agenda, programa, dá o primeiro passo. Tenho certeza que 2017 já está prontinho, esperando tuas novas atitudes de determinação e sucesso!

Boa semana! Um beijo.
Cláudia

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O sonho que te escolheu

Essa semana fez um ano que recebi o convite para dar minha primeira palestra. Convite que me soou quase absurdo, quando recebido. Palestra? Detalhe que tornou o convite ainda mais inusitado: a palestra seria em São Paulo. Quem iria querer ouvir uma total desconhecida, pensei eu. Ainda que incrédula, aceitei o convite e escrevi a palestra em cerca de 20 minutos. Gostei do que tinha escrito. O resumo da ópera é que foi um sucesso e ali começou meu encontro com o que, hoje eu sei, é meu propósito de vida.

A lembrança deste marco inicial me fez lembrar de um vídeo motivacional que diz “Pessoas não escolhem os sonhos. Os sonhos escolhem as pessoas. Você tem coragem para agarrar o sonho que te escolheu?”. E aí pude entender isso na prática; o meu sonho me escolheu. E eu sigo agarradinha nele, acreditando que ele pode me levar muito longe, para lugares e situações muito felizes.

Todos nós temos sonhos. Mas só quem tem coragem de agarrá-los tem a possibilidade de realizá-los. Não dê ouvidos aos teus medos, dê asas aos teus sonhos. Esteja atento! Aquele “convite absurdo” pode ser teu sonho, batendo à tua porta, te convidando para ganhar o mundo! E quando ele te convidar, não o subestime, se ele te escolheu é porque sabe de tua capacidade de torná-lo real. Não o deixe ir embora; agarre-o com as duas mãos!




Celebro um ano como palestrante. Profissional? Talvez ainda não. Palestrante visceral, apaixonada. Hoje, entendedora do que vim fazer no mundo. E, sinceramente, são essas características que nos qualificam a executar o que quer que seja: paixão, entrega, entendimento, conexão com seu propósito.

Para a semana que vai começar, te devolvo a pergunta do vídeo: Tens coragem de agarrar o sonho que te escolheu? Torço demais para que sim!

Um beijo, ótima semana!´

Cláudia

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Mudança de hábito

Para 2017, estou criando uma nova Cláudia. Baseada numa que teve alguns mal estares em 2016, como baixa imunidade e fraqueza muscular, e achava que o problema podia ser seu emocional fragilizado. Um check up médico no final do ano mostrou que não, é físico mesmo. Basicamente, má alimentação. Ou alimentação errada. Anemia, déficit de vitaminas e vários níveis sanguíneos em situação limítrofe. Como é de meu padrão comportamental, num primeiro momento, fiquei triste. Mas depois, busquei a reação: vou virar o jogo. Mais uma vez. Também com minha saúde física, a exemplo do que já fiz com a mental. Vamos fazer o serviço completo!

E como o que tanto prego, resolvi não esperar mais! Comecei em plenas férias, época de tradicionais exageros ou desleixos. Comecei por conta, usando o que sei de certo e errado. Aboli o refrigerante, assumidamente, meu vício. Tentei priorizar as saladas, frutas no lugar do doce, açaí no lugar do buffet de sorvetes. Sem radicalismos, afinal eram férias; e porque, principalmente, não estou de dieta - quero mudar hábitos. Para sempre. Então é um dia de cada vez.

Na volta das férias, já em casa, as roupas começaram a dar indícios de que estamos no rumo certo. Me aproximei da balança, antes inimiga mortal, e conferi: quatro quilos a menos. Mais ânimo! É só o início!

Quero saúde. Quero uma velhice de qualidade. Quero vida longa! Por mim e por meus guris. Por meus sonhos e projetos. Então, agora a coisa ficou séria e estou com acompanhamento nutricional e suplementação de vitaminas. O próximo passo, é iniciar uma atividade física regular nos próximos dias. 


Tenho medo de não dar conta. "Então, vai com medo mesmo!". Conseguirei manter o foco em mais uma meta? Sim! "Eu conseguirei". Junto todos os aprendizados da vida para me lembrar quem "eu sou" e do quanto sou capaz.


Vou aos poucos, descobrindo o prazer de perder tempo, preparando comidinhas saudáveis só pra mim. Me sinto meio criança aprendendo uma coisa nova, meio bruxinha, misturando ingredientes e criando combinações para criar um atrativo e saudável cardápio. Fico feliz por estar me cuidando, me olhando com este carinho. Sempre gostei de cozinhar e concordo quando dizem que é uma forma de amor. Pois então, estou me amando muito. E que dure para sempre este amor!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Pausar é preciso

2016 me foi um ano intenso em todos os sentidos. No trabalho, na vida pessoal, energética e espiritualmente. E quando chegou ao fim, eu só pensava que queria e precisava descansar. Conflitava em mim, as atualizações do Meus Frutos, que eu tinha planejado uma regularidade. Mas dentro de todos os aprendizados que tenho buscado, duas lições importantes: me respeitar, sendo menos exigente comigo mesma; e só fazer aquilo que me desperta paixão, do contrário, não faz sentido.

Foi assim que passei duas semanas na praia, curtindo alternadamente as delícias de cada um dos meus filhos, aproveitando uma natureza que nos abençoou muito neste período, me permitindo alguns pecadinhos da gula e praticando um saudável ócio. Na volta pra casa, ainda de férias, fui reorganizando várias coisas e o Meus Frutos, evidentemente, era das primeiras pautas. Porque é onde mais quero investir minha energia em 2017. Porque sim, é paixão. Evidentemente é preciso foco para atingir metas, mas pausas são necessárias. Para se buscar o equilíbrio entre o que se deseja e o que se já tem.



Sou assim mesmo, meio insurgente. Pego sempre, daquilo que aprendo, o que acho que me serve, adapto à minha realidade e crio minha fórmula particular de viver.

Esse é meu convite pra tua reflexão neste período tradicional de férias, que é mais devagar para a grande maioria: permita-se pausar. Permita-se viajar nem que seja para dentro de si mesmo - onde costumam acontecer as mais profundas experiências. Isso contraria as visões mais competitivas, mas eu acredito que quem está em equilíbrio consigo mesmo, está sempre em vantagem, em qualquer disputa.

Por aqui, estamos de volta. Reenergizada. Ainda mais apaixonada por aquilo que quero fazer de minha vida. Cheinha de planos e sonhos para 2017. Já com novidades pra contar nos próximos posts. Sejam bem-vindos eles (os meus sonhos), bem-vindos vocês, aqui de volta, junto comigo!

Um beijo.

Cláudia

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Não espere nada de 2017

O início do ano tem a mística de renovação e de depositarmos nele nossas melhores esperanças. Há muito partilho mais da ideia de Drummond de que é tudo com a gente, que para viver um ano Novo de verdade, precisamos fazer por merecer. Num vídeo que assisti coincidentemente nestes dias, Mario Sergio Cortella fala que a esperança é algo maravilhoso, pois nela depositamos nossos sonhos. A questão é que muitos confundem esperança, do verbo esperançar, com espera.

Esperamos do novo ano, sucesso, amor, prosperidade, alegrias. Esperamos. Mas o que fazemos de fato para alcançá-los? Ter esperança é acreditar que poderemos conquistar aquilo que desejamos; mas justamente se acredito em meus sonhos, dou meu melhor para realizá-los. E isso tem que ser todo dia...

Sei que na prática, há aqueles dias em que a motivação não vem e por vezes estacionamos nossos projetos. Mas isso também não pode ser sinônimo de desistir. Sempre dá pra retomar e seguir atrás daquilo que nossas esperanças depositaram em nossos corações.

Hoje é o dia perfeito para isso. Primeira segunda-feira do ano.

Eu, por exemplo, hoje, primeiro dia das minhas férias, resgatei meu roadmap, que é a rota passo a passo do objetivo que planejei para minha vida, a ser alcançado ate o final deste ano. Ele foi criado em setembro do ano passado e estabeleci dezembro de 2017 como a reta final. Então fui olhar o que já tinha feito do que me propus, se me atrasei em algo, o que tenho que fazer para estes meses agora, dentro do meu esperançoso cronograma.


E isso vale pra tudo! Tenha esperança, mas não espere. Comece agora! Trace seus objetivos. Vá atrás do seu sonho! Fale de seus sentimentos para aquela pessoa especial. Comece um desejado curso. Retome uma amizade que lhe era valiosa e que por algum motivo se perdeu. Peça a seu chefe aquela promoção. Compre aquele livro. Comece cobiçado. Comece a praticar esporte.

HOJE.

Porque hoje é o momento certo!
Não espere mais para fazer as coisas que te trarão felicidade.
A esperança é agora!
Não espere nada de 2017. Faça acontecer!

Esse é meu convite para o novo ano! Vamos juntos?

Um beijo,
Cláudia