domingo, 4 de dezembro de 2016

Começar agora!

O fim de ano é época tradicional de retrospectivas e planos para o novo ano. Ambos são importantes desde que, como tudo na vida, sejam feitos com propósito. A retrospectiva, olhar para trás, para que fortaleça os aprendizados que nos permitiram evoluir um pouco mais, em nossa trajetória. Os planos para o ano que virá são excelentes oportunidades de colocarmos foco e estratégia em nossos objetivos. Sim, são movimentos essenciais. Mas, vamos olhar para o agora?

Sem tirar a importância de tempos passado e futuro na construção de uma vida feliz e com propósito, me tornei uma defensora ferrenha do presente. Em aprender a lidar da melhor forma com “o que temos para o momento”. O que para uma ansiosa nata, como eu, é um grande desafio. Às vezes voltar ao passado me é importante para lembrar-me do quanto já caminhei pra chegar até aqui, como diz a canção; o quanto já superei. Mas consegui deixar de sofrer pelas escolhas erradas que já fiz, pelos votos de confiança dados indevidamente ou por atitudes impensadas. Já foram e eu não posso voltar atrás, só tenho o hoje para desfrutar dos aprendizados que me trouxeram e tentar fazer diferente.

Mais ainda quando se fala em futuro. Recentemente passei por um processo de Coaching e tenho um plano, metas e um roadmap a cumprir, para me levar aonde almejo – tempo futuro. Mas então, começo agora. Porque faz parte da estratégia. Mas, principalmente, porque é tudo que tenho: o presente.


Essa semana o país foi sacudido por uma grande tragédia. Que só nos reforça: viver o agora. Ok fazer planos, mas dar os passos iniciais para sua realização hoje. Chego a pensar que parte da melancolia que por vezes acompanha o final de ano é justamente fazermos nossa retrospectiva pessoal e perceber que não realizamos aquilo que nos propomos no ano anterior. Daí, a gente se lança a fazer a lista de desejos e ou metas para o ano novo. Bacana. Mas também tem que botar a mão na massa. E não precisa começar só quando 2017 chegar. Dá pra começar agora. Até porque, o agora é tudo o que temos.

Pra semana que vai iniciar, eu te deixo essa reflexão, esse convite. Não espere a melhor oportunidade, a ocasião ideal, ter mais dinheiro, menos medo, para ir atrás dos teus sonhos. Um dos mantras que tem me guiado nos últimos dois anos é cantado lindamente por Oswaldo Montenegro: Eu quero ser feliz agora!
Desejo que tu também queiras. Feliz semana!
Um beijo,

Cláudia

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A beleza de ser quem se é

Ontem fui ao salão de cabelereiro renovar minhas mechas. (Traduzindo aos homens: significa repintar o tom aloirado que decidi imprimir às minhas madeixas nos últimos tempos). Para algumas amigas, comentei que estava em terapia, me tratando, cuidando de mim. E o resultado foi, sim, terapêutico. Saí de lá me sentindo linda, poderosa, pronta para ganhar o mundo!

Amigos comentam que nos últimos anos passei por uma grande metamorfose e estou muito mais bonita. Generosa opinião de quem me quer bem à parte, a verdade é que estou mais vaidosa. Estou é cuidando de mim como nunca antes. E o reflexo vem à tona.

Cosmésticos como cremes, esmaltes, perfumes e afins se tornaram parte de meus investimentos. Rotinas estéticas também. Em algum momento, são prioridade orçamentária sim, pois o retorno que me trazem é imensurável.

O que aconteceu com a “antiga” Cláudia? Sempre tão comedida, se tornou uma mulher fútil? Eu diria que me tornei uma mulher completa. Que me olho por inteiro. Que ao dedicar tempo para cuidar da aparência, está apenas se harmonizando com um interior que alcançou maturidade.

Não me arrumo para os outros, não me tornei uma escrava em busca da beleza. Tenho meus dias sem maquiagem, de roupas largadas e cabelos despenteados. E sou feliz neles também. Entendo que o que tenho de mais bonito está dentro de mim. Que essa mulher que busca viver uma relação de respeito e afeto com a imagem que vê no espelho, é uma pessoa que lutou muito para aceitar suas imperfeições. Hoje, não as esconde mais. Meus quilos a mais, característica pessoal, seguem comigo. A pele não tem mais o viço da juventude e suas marcas são o registro do que já vivi.  Aceitei o indomável cabelo crespo, sabendo que posso alterná-lo com dias em que os fios brincam de ser lisos. Meu corpo é a embalagem de um ser humano de conteúdo que cada vez mais busca o equilíbrio. Mas quando a unha está bem feita, sinto que posso ganhar o mundo com minhas mãos. Quando a maquiagem realça meus melhores traços, sou lembrada exatamente disso – da capacidade de aflorar em mim mesma, uma melhor versão. Quando essas ferramentas – que carregam por vezes o estigma da vaidade, como se ela fosse negativa e soberba - ajudam a me sentir mais forte e capaz, elas nada têm de fúteis.



Elas despertam uma mulher que fez escolhas. Que já viveu dias nada bonitos, mas decidiu trilhar novos caminhos. E amar a si mesma é um deles. Inegociável. Sem prepotência. Com carinho. Como quem alisa cabelos recém saídos do cabelereiro. Essa paz consigo mesma conquistada. Essa determinação em cuidar de si, sem medo de ser considerada egoica. Essa segurança de ser quem se é, com todas as suas também imperfeitas facetas. Sabem? Alguns chamam de beleza.

domingo, 27 de novembro de 2016

O exercício diário da gratidão

Esta semana os norte-americanos comemoraram o Thanksgiving Day. Alguns chegam a dizer que Gratidão virou uma palavra da moda. Sinceramente, eu espero que ela tenha vindo para ficar. E não como palavra, mas como atitude e filosofia de vida.

Eu sempre fui muito vitimista. Via toda e qualquer dificuldade de minha vida como injustiças tremendas de Deus, do destino e das pessoas que de alguma maneira "colaboraram" para elas acontecerem. Na minha primeira incursão na busca por terapia, eu só conseguia querer que ela (a terapia) curasse as dores que este mundo cruel me ocasionou - sem saber que algumas das maiores provações, ainda estariam por vir.

Acredito que todas as ferramentas de autoconhecimento e desenvolvimento que busquei, me trouxeram a maturidade de entender que absolutamente tudo o que vivi me transformaram na pessoa que sou hoje. O abandono familiar na infância, o abuso psicológico promovido por quem deveria me cuidar, um casamento também marcado pelo gaslighting e infidelidade, um filho com deficiência provocada por erro médico, muitas perdas no padrão financeiro e, finalmente, a corajosa decisão de recomeçar depois dos 40 anos. Tudo isso, em parte, contribuíram para fortalecer a ansiedade, a insegurança emocional e outros sentimentos negativos. Mas quando eu passei a AGRADECER por essas oportunidades TRANSFORMADORAS que a vida me trouxe... Tudo passou a fluir de uma maneira muito mais próspera e positiva.

Foram essas dificuldades que me ensinaram sobre resiliência, superação, fé, motivação, amizade, amparo espiritual, missão de vida. Me oportunizaram conhecer pessoas e ferramentas maravilhosas em um processo - contínuo, jamais acabado - de cura. A tudo isso aprendi a agradecer. Hoje, só mantenho este blog, dou minhas palestras, é justamente pelos aprendizados que a GRATIDÃO me trouxe.

Existe um vídeo bem bacana (link aqui) que mostra a ligação entre neurociência, coach e gratidão. Recomendo. 


Isso não significa que o valor da tua gratidão tenha relação direta com a quantidade ou nível de desafios enfrentados ao longo da vida. Cada um sabe dos seus (um dia venho falar da minha teoria da unha encravada). A gratidão está muito mais relacionada à SINCERA DISPOSIÇÃO em exercitar este sentimento.

Meu convite para a semana que está começando é este: seja grato. Mesmo e principalmente quando parecer que não é possível ser. É um dos melhores exercícios que podes fazer à tua alma, mente e coração. 
Um beijo,
Cláudia

domingo, 20 de novembro de 2016

A vida não foi feita para o piloto automático

Na vida, muitas são nossas obrigações. Os deveres que temos a cumprir. Trabalho, estudo, contas, contratos, compromissos. Deveres inclusive legais, éticos, culturais, até mesmo religiosos - específicos dos grupos aos quais pertencemos. A eles devemos dar o nosso melhor, para que os resultados venham no mesmo patamar. Mas existe uma diferença gigante quando se trata daquilo a que nos propomos.

Porque propósito é uma escolha. Você não tem o dever de ser um grande profissional, mas é possível que se proponha a isso. Provavelmente há a obrigação de trabalhar para garantir o seu sustento, mas você pode se propôr que este sustento virá de uma atividade totalmente fora dos padrões, por exemplo. Então, você deixa de trabalhar somente para se sustentar e passa a buscar o seu propósito.

Você não tem o dever de ser um amigo sempre presente e disponível, uma pessoa que ajuda a todos sem medir esforços. Mas talvez seu coração lhe proponha a ser. Então, você deixa de ser apenas mais um nos seus relacionamentos e passa a ser aquela pessoa que é esteio, alento e inspiração para as que estão ao seu redor. Porque isto é ao que você se propôs.

Ter um propósito dá muito mais trabalho do que ter obrigações a cumprir. Porque realizar nossos propósitos exige entrega, visceralidade. E o meu conselho, para fazer a diferença - nos seus propósitos, na busca dos seus sonhos, nas suas relações, é este: encontre seu propósito e entregue-se a ele. Mas seja coerente. Fazer meia boca, para cumprir protocolo não serve. Porque aí passa a ser apenas obrigação. Se em determinado momento a energia baixar e não rolar o coração motivado pelo seu propósito, respire, sente-se (e sinta), se compreenda e deixe essa fase - que acontece com qualquer pessoa - passar. Acredite: ela passa e a gente volta cheio de vontade outra vez.

Porque de gente a viver por obrigação, seguindo manuais, ligadas no piloto automático, o mundo e os consultórios terapêuticos estão cheios. O mundo precisa de pessoas que vivam com um propósito e vontade de brilhar e dar brilho. A essas, o baixo astral, os imprevistos e outros obstáculos, também chegam. Mas passam rapidinho, porque elas vieram para fazer diferente. Você topa ficar neste grupo?



Esse é o meu convite para a semana que está começando. Torço para você aceitar!
Um beijo,
Cláudia

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Todo dia pode ser domingo

Então que ontem, pulei a tradicional publicação de domingo à noitinha aqui no blog. E só me dei conta hoje. Estava em Caxias do Sul, palestrando em mais um evento Uma Tarde Especial no Parque. Primeiro, como é de meu feitio, fiquei entre triste e brava comigo mesma. É meu compromisso! Mas depois, relevei. Eu estava trabalhando, produzindo, criando elos e sendo feliz!

Pensei em não postar hoje, afinal teria perdido o timing. Mas aí me dei conta! Não é justamente disso que falo? Em aproveitar intensamente todos os dias!? Em lidar de forma positiva com o inesperado!? Pois ontem não consegui postar por um motivo maravilhoso, por ter chego em casa tão preenchida de bons sentimentos, num cansaço onde prevalecia o sentimento de plenitude. Então por que não publicar algo hoje? Segunda-feira! Mas ainda é início da semana. E ainda que não fosse, é um novo dia, uma nova oportunidade. E tem coisas na vida que é melhor demorar a fazer do que nunca realizar. Pensa nisso.

Hoje é segunda-feira. Mas podemos vivê-la com o mesmo entusiasmo do domingo. Poderia ser terça e ainda poderíamos ter o mesmo sentimento, de depositar nossas esperanças na nova semana que vai iniciar. Pois é sempre tempo de recomeçar. De tentar outra vez. E a determinação em como vão ser as coisas, a energia a nos conduzir... Isso mora aqui ó, dentro da gente. Olha que poder: tá nas tuas mãos! Como dizia aquele velho programa de TV: você decide!



É aquilo que falei sobre o sol que brilha dentro da gente. O calendário é um detalhe. Todos os dias podem ser um fardo, tediosos ou tristes. Mas todos também podem ser absolutamente incríveis, transformadores, oportunidades sensacionais de evolução e felicidade. Então, o que você prefere? Todo dia pode ser domingo aí dentro do teu coração! Bora?!

Uma semana repleta de dias leves e lindos pra todos!
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10 anos de conexão com as pessoas

O blog Meus Frutos completou 10 anos em julho deste ano (10 anos neste provedor, 12 contando com o blog anterior). Nascido com um diário pessoal para receber os desabafos de um momento pessoal bastante difícil, posso dizer que os frutos cresceram e amadureceram. Não foram poucas as vezes em que pensei que já não havia mais sentido em manter um espaço unicamente falando de minha vida, meus aprendizados, medos, filhos. Daí me dei conta que Meus Frutos, como coloquei na descrição do blog, ia além dos meus filhos. São minhas ideias, meus textos. Tudo o que nasce de mim. E numa teimosia sem explicação, ele seguiu.

Até hoje foram 645 posts, com 2.772 comentários. 120.288 visitas, acessos crescentes, adesões nos canais das redes sociais. Tantas pessoas, tantas histórias, vidas entrelaçadas. Não tenho a menor sombra de dúvida que as partilhas feitas aqui também em muito me fizeram chegar onde cheguei. Uma mulher amadurecida, um ser humano mais consciente. Eterna aprendiz,reforço sempre.



Aqui passaram basicamente muitos amigos e mães procurando orientação, trocar experiências. Quando a deficiência do meu filho passou a ser entendida como apenas mais uma faceta de nossas vidas, os frutos mudaram. E ainda assim, as companhias por aqui seguem. Temos 37 seguidores cadastrados para receber os novos posts. Se tivesse um único, seria imensa a minha responsabilidade e igual o meu amor por este "lugar". 

Muito me honra receber o feedback de leitores dizendo que devo continuar por aqui, partilhando ideias e experimentações. Essa conexão de vocês comigo, que me permite estar perto de tantas pessoas fantásticas e singulares; me conecta ainda mais com a vida e com o que talvez seja meu propósito. No mínimo, me conecta mais com a felicidade.








E nesta, que chamo de nova fase, te convido de novo a me contar: O que te traz até aqui? O que esperas encontrar? O que te faz voltar? O que te guia até o Meus Frutos? Se quiser mandar uma resposta privada, email para claudiapalestrante@gmail.com 

Mais uma vez deixo minha gratidão e meu amor a cada um que, de alguma forma, fez ou tem feito parte dessa caminhada que já é uma história a ser contada. Vamos juntos!
Um beijo, 
Cláudia

domingo, 30 de outubro de 2016

Sobre ganhar e perder

Trabalho diretamente com política. No primeiro turno, meu vereador saiu vitorioso, como o mais votado do município. Alegria pelo reconhecimento a um forte trabalho de equipe realizado com muita dedicação. Hoje, ao término do segundo turno, nossa candidata à prefeitura não se elegeu. Tristeza e frustração pelo objetivo não alcançado, apesar de todos os esforços dispendidos. Muitos amigos me mandaram mensagens em solidariedade. A eles respondi o que se tornou a inspiração do que venho falar com vocês hoje. 

Só conhece o sabor da derrota, quem já experimentou a vitória. 
Felizmente, eu conheço os dois.

Hoje, as coisas não saíram como o planejado, como o esperado.
E quando não dão certo, é muito comum buscar os porquês da falta de êxito. Que bom, essa é a parte do aprendizado, da reflexão, do amadurecimento. Sempre ficam as lições para uma próxima vez.
O outro lado é justamente lembrar que se a derrota nos é amarga, é porque a comparamos com o deleite certamente já experimentado da vitória. Se temos o parâmetro do quanto é ruim perder, é porque lembramos a delícia que é ganhar. 

Esse é o jogo da vida. Inconstante porque mutável, surpreendente, sempre desafiador. Como escrevi recentemente, a soberba da felicidade pode ser perigosa. Por isso, às vezes, a gente perde. Para nos situarmos que nada é para sempre. 



Ah, mas olha só que bacana! Daqui a pouco começa um novo dia, um novo tempo. E o placar é zerado de novo. Bola no centro do campo, peças enfileiradas no tabuleiro, tudo contigo outra vez. Não é o máximo isso? Ter uma nova chance de fazer melhor do que hoje e vencer! Que tal? Eu aceito, super disposta a vencer amanhã. Vamos juntos?

Desejo uma semana corajosa para vocês e seus propósitos.
Um beijo,
Cláudia