domingo, 26 de março de 2017

A que tu és inspiração?

Nesta minha nova fase de mudança de hábitos alimentares e atividade física, muitas pessoas têm me procurado para pedir receitas, dicas de como me sinto, mas principalmente para conversar, sobre como desejam mais cuidar de si e não sabem por onde começar. E generosamente usam uma palavra que acho linda: “tu tens sido minha INSPIRAÇÃO”.

Algum tempo atrás, eu veria como exagero este reconhecimento. A vida me ensinou que não. Muitas são as pessoas de meu convívio que me inspiram. Pessoas “comuns”, mas com o dom de influenciar positivamente a vida alheia. O bom humor de um amigo frente a uma árdua rotina de trabalho, me inspira a levar meus dias com mais leveza e gratidão. Ver uma amiga crescendo profissionalmente me inspira a buscar meu lugar ao sol, indo atrás dos meus sonhos. Tenho uma amiga linda que me ensina sobre a saudável vaidade e me inspira a cuidar cada vez melhor de minha aparência.

Mas sabe o que é bacana? É saber que eu, para algumas pessoas, também sou fonte de inspiração. Isso representa a troca linda que é a vida. E eu te trago isso hoje, com o domingo já acabando e a nova semana batendo à nossa porta, pra te lembrar: certamente tu também és a inspiração para alguém. Com teu sorriso. Com tua inteligência. Com tua determinação. Tua força. Com alguma característica que às vezes, as asperezas da vida não te deixam enxergar. Então, seja grato, mas principalmente seja determinado em seguir teu caminho. Todos nós somos inspiração para alguém. E saber disso só aumenta nossa responsabilidade com nós mesmos: não podemos desistir!


Não desiste! Não desiste dos teus sonhos achando-os absurdos, não desiste da felicidade que por ora pode te parecer inatingível, não desiste da vida linda que está logo ali te aguardando, com todo o teu merecimento. Nossos medos, a auto sabotagem e muitas falsas crenças são o que nos limitam. Mas tu podes tudo! "Não desista. Alguém está se inspirando em você".

Te desejo uma semana produtiva, feliz e muito inspiradora.

Um beijo,

Cláudia

segunda-feira, 20 de março de 2017

O meu caderno

As palavras sempre me fascinaram. Curiosa em juntar letras e entender seu sentido, aprendi a ler aos 5 anos, antes de ingressar na escola. E já aos 10 devorava tudo que caía em minhas mãos. Especialmente, jornais. Ali me atraíam os anúncios publicitários, as crônicas e algumas matérias. Pauta variada. Mas, essencialmente, comportamento humano. Desde essa época, eu sonhava: quero escrever num jornal. Escolhi a faculdade de jornalismo, que no Ensino Médio se transformou em Publicidade e Propaganda. E este fascínio era tamanho que desde a mais tenra idade, eu recortava tudo o que me interessava nos jornais e colava num caderno. Selecionava tudo o que eu achava que mereciam ser lido, compreendido. Aprendido.

Em minha vida adulta, meu caderno virou tesouro. De minhas memórias afetivas. De predestinação. De manter (ou relembrar) o foco.

Entre duas mudanças, ele foi extraviado. Achei ele novamente esses dias, por acaso... Lembrei da jovem de 17 anos que foi prestar vestibular e a mãe queria que ela cursasse bioquímica, para seguir nos negócios da família. E esta mesma jovem teve a ousadia de seguir seu próprio caminho, buscando aquilo que lhe vibrava o coração – a faculdade de comunicação. Buscar seguir o meu destino me pareceu a forma mais bonita de honrar a história da minha família. Acho que o tempo tem provado que foi uma escolha acertada.

Reencontrar meu caderno em especial neste momento em que o Meus Frutos literalmente frutifica; em que enveredo pelo caminho das palestras, em que o sonho do livro voltou com força total... tem o significado de reencontrar a minha missão!

Um caderno amarelado pelos anos, para lembrar o quanto o sonho está vivo!

Acredito que este é o maior desafio da humanidade: encontrar e viver a sua missão! Quando tu encontras a tua missão, tu encontras na carona, a alegria, a prosperidade, os bons relacionamentos. O segredo não é procurar alcançar esses status; o segredo é encontrar a ti mesmo e essas coisas te alcançarão.

Para essa semana que começou, desejo que tu encontres “o caderno” da tua vida e ele te lembre da tua missão. Não precisa ser necessariamente algo material, mas que desperte aí dentro do peito, para o teu sonho, o teu propósito de vida. Porque aí sim, a vida fica bacana demais.

Um beijo,

Cláudia

domingo, 12 de março de 2017

Qual a força do teu querer?

Essa semana que passou, recebi uma lição da vida que gostaria de partilhar com vocês. A grande verdade é que o cotidiano está sempre nos ensinando algo; cabe a nós estarmos atentos e dispostos a aprender. Da lição que me veio, a lembrança mais reforçada: o poder do nosso querer.

Há algum tempo tenho feito cursos online gratuitos de assuntos que me interessam e que agregam aos meus atuais objetivos de vida. Entre minhas metas estabelecidas no roadmap, ainda no processo de Coaching, fazer mais cursos e workshops de formação. Ocorre que, por diversos fatores, ainda não consegui me organizar financeiramente para, as oportunidades ainda não casaram. Então, surgiu uma promoção via rede social. Num primeiro momento, pensei: é a minha chance! Depois, aquelas crenças limitantes, insistiram em tentar me sabotar: “ah, capaz”, “não vai dar, muita gente vai concorrer”. Mas, para o meu bem, não as escutei e me inscrevi. E ganhei!!!! Vou poder realizar este sonhado workshop - Mulher Atitude, com a hipnóloga e trainer em programação neurolinguística, Mileine Vargas - no fim deste mês!

Na vibe dessa boa sorte, resolvi me inscrever num outro evento, de cunho terapêutico. Relutante, num primeiro momento, compartilhei com uma amiga e ela me pergunta: “Estás com vergonha de quê? De ser feliz?”. E graças a suas palavras, tomei coragem, joguei a tal vergonha para o alto e me inscrevi. Porque é algo que quero muito, como o workshop.

Para os dois casos, vou realizar aquilo que desejo. Mas primeiro, tive que ter coragem para assumir que este meu querer era mais forte do que a vergonha, o medo ou a crença de que eu não conseguiria. Tive sorte no primeiro caso, de ganhar a promoção? Sim, tive. Mas ela só me agraciou porque tive atitude para me inscrever. Sorte não acompanha quem não sabe o que quer. Muito menos o sucesso.


Iniciando uma nova semana, eu te pergunto: Qual a força do teu querer? Ela é grande o suficiente para te fazer sair do lugar onde estás hoje? Resistente o bastante para vencer qualquer crença que te limita? Te digo: ela é exatamente do tamanho daquilo que queres alcançar! Ela apenas precisa ser liberta do teu peito, dos teus sonhos e ser colocada em prática. Como? Dando o primeiro passo. Do resto, o destino, tua vontade e, às vezes, a sorte se encarregam.

Te desejo uma semana repleta de imensas vontades e lindas realizações.
Um beijo.

Cláudia

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulher com letras maíusculas

Nasci mulher quando meu pai torcia por um primogênito macho. Ainda na primeira infância passei fome e conheci dentro de casa a violência doméstica. Cresci determinada a não repetir a história de infelicidade de minha mãe. Fui a primeira mulher de minha família a concluir o ensino superior. Quando iniciei minha vida profissional, em meu meio, predominava o sexo masculino. Casei, tive filhos e dilemas entre maternidade e profissão. A primeira venceu. Fui traída, oprimida e entrei para a estatística das mulheres que são agredidas mas têm medo de denunciar seu agressor. Ainda assim, fui julgada - inclusive por outras mulheres – como culpada, por não entender que homens são assim mesmo. Tive depressão profunda e não queria mais viver.

Mas, virei o jogo. Busquei forças em minhas entranhas e me resgatei. Com mais de 40 anos. Quando alguns já podiam – mais uma vez – me condenar. À velhice. Ao conformismo. Recomecei do zero, mas com dois filhos à tiracolo. Mais uma vez, comi o pão que o diabo amassou. Mas venci. Hoje sou mulher e mãe. Mulher e profissional em ascensão. Mulher e aprendiz. Ousada o suficiente para ainda explorar muitos caminhos novos. Independente, plena, positiva. Mulher e feliz.


Aceito as honrarias, aceito as flores. Me acho muito merecedora de todo o reconhecimento que a data permite, pois ainda somos queimadas em praça (e opinião) pública. Inclusive, por nós mesmas. Ainda somos destratadas na sociedade, humilhadas em relacionamentos abusivos, preteridas em vagas de emprego. E estamos aqui. Com a cara e a coragem para não aceitar mais isso. Sei que apesar de tudo o que passei, sou privilegiada. Honrei a caminhada de minhas ancestrais e a deixei um pouco mais leve para minhas descendentes. Deixo de legado, resiliência, garra, superação. Mas com alegria na alma, amor no coração e um sorriso no rosto. Porque sou MULHER.

domingo, 5 de março de 2017

Toalhas bordadas

Herdei de minha amada avó, lindas toalhas bordadas à mão. Desde a mais tenra idade lembro de ser encantada por elas. À medida que cresci, questionava por que ela não as usava no dia a dia, somente em ocasiões “especiais”. Tínhamos uma linda sala de jantar, mas as toalhas só eram usadas em datas festivas ou mediante uma importante visita. Adolescente rebelde, continuei questionando e argumentando : “Um dia tu vais partir, vó, e vais deixar as toalhas novinhas para outra pessoa usar”.

Essa pessoa fui eu.

E eu uso diariamente suas toalhas bordadas. Elas até destoam com a simplicidade da minha casa. Mas uso. São minhas memórias de amor a ela. E porque eu quero usar tudo de bom que a vida me permitir. Hoje sempre será uma ocasião especial se assim eu determinar e acreditar. Não temos o amanhã. Não sabemos dele.


Minha avó certamente era de uma geração com pensamento muito diferente da minha. Com todo o respeito que sua sabedoria merece, mas se tem algo que nós estamos aprendendo e incorporando mais rápido do que ela, é isto: a vida é o agora.

Meu convite pra tua reflexão ao começarmos mais uma semana é esse. Use tuas toalhas bordadas já, não adie mais. Inicia teu projeto sonhado. Toma aquela iniciativa, no trabalho, num relacionamento. Arrisca. Empreende. Não espera a ocasião especial idealizada. O hoje se tornará especial com tua intervenção, tua coragem, tua disposição em dar teu melhor agora. Aquela ideia que tens guardada aí na cachola, aquele sentimento não declarado, aquele planejamento engavetado... São tuas toalhas bordadas. Use-as agora. E enfeita tua vida de atitude!

Um beijo, ótima semana!
Cláudia

quarta-feira, 1 de março de 2017

A vida com menos peso

Dos meus 44 anos, lembro de ter sobrepeso em pelo menos 35 deles. Comida sempre me foi compensação. E a gordura se tornou uma proteção – um “não se aproxime”, para pessoas e as dores que elas poderiam me causar. O corpo mais equilibrado sempre vinha nos momentos mais felizes de minha vida.

Na última década, acumulei desgostos sobremaneira, que me tornei uma obesa mórbida. As pessoas me sugeriam cirurgias para conter a compulsão alimentar. Mas eu tinha consciência de que eu precisava, primeiro, resolver aqui dentro de mim todos os excessos e pesos condensados numa existência de mágoas, dores, traumas. Quando eu conseguisse, perder peso seria natural.

De 2013 para cá, uma reviravolta. Interna. Mas grandiosa. Terapias, treinamentos, autoconhecimento. E o enfrentamento de tantos fantasmas e crenças que me limitavam a uma vida pesada. Então vem uma perda de peso, gradual, natural – como eu previa. Porque decidi não carregar mais pesos desnecessários. Optei por não engolir nem armazenar sentimentos ou situações que não sei e nem faço questão de digerir. Entendi que não preciso de uma capa de gordura a me proteger das dores do mundo. As dores vêm. E posso dar conta delas na raça e na coragem. E então começo a ficar mais leve para a vida.


Meu manequim caiu do 54 para o 46. Passei de obesidade mórbida para severa. E aceitei que eu poderia ser assim e ser feliz, com meu corpo. Mas, incrível, vou escrever mais a fundo sobre isso, Carl Rogers disse: “Curioso paradoxo: quando me aceito como sou, posso então mudar”. E eu resolvi mudar mais. Eu, que em atendimentos mediúnicos, tenho dado muito o recado de que as pessoas podem escolher os pesos que carregam e muitos são absolutamente desnecessários. E desperto: os recados vem por mim, porque são também pra mim!

2013 - 2017

Tenho buscado minha contínua evolução. Por que então, não harmonizar e mostrar, sem medos, ao mundo, a transformação deste ser, que deixou de carregar tantas coisas “feias” consigo?Equilibrar a fachada com um interior que já não carrega mais pesos, nem na alma e no coração. Que não precisa mais se proteger e tem descoberto os melhores sabores da vida longe da comida. Este é meu desafio de agora. Hoje, sou uma obesa moderada. Mas leve por dentro... Aqui fora, em breve, hei de ser também!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Atitudes pra fazer acontecer (O teu ano já começou? Parte 2)

Meu último post teve um retorno super bacana dos leitores. Muito se sentiram motivados a começar AGORA o seu ano. Mas me perguntaram: tá, Cláudia, mas o que eu posso fazer de fato pra planejar e fazer o meu 2017 ser um ano produtivo?

Em primeiríssimo lugar: ATITUDE POSITIVA! Chega de negativas e de pretéritos imperfeitos. “Ah, não quero perder meu emprego”, “Eu não quero mais engordar”, “Eu queria comprar um carro”. É QUERO! Eu quero manter meu emprego! Eu quero emagrecer. Eu quero comprar um carro novo. Visualiza teus sonhos e projetos acontecendo! Programa teu cérebro de forma que teus neurônios tragam mais força às tuas ações. Ninguém conquista nada da vida quando só vibra na dificuldade, na impossibilidade.

ESTABELECER PRAZOS. Querer que as coisas aconteçam um dia, te deixa a possibilidade do infinito. Mas não temos todo esse tempo nesta vida. Então, bora determinar prazos. Estabeleça um cronograma, crie etapas, que podem ser pequenos passos – mesmo que sejam pequenos, mas que sejam cumpridos. E neste planejamento, sempre escolha alguma tarefa que tu podes fazer HOJE! Ontem, já não dá mais. Amanhã pode ser muito tempo.


Uma forma de se comprometer com aquilo que a gente se propõe a fazer é COMPARTILHAR, tornar público nossos objetivos. Além de ser uma forma muito bacana de agregar a torcida de amigos e das pessoas que nos querem bem, quando tornamos público nossos objetivos, isso nos motiva ainda mais a lutar por eles – afinal tem uma plateia que a gente não gostaria de decepcionar ou diante da qual não queremos passar a vergonha de ter desistido. Se existe um lado positivo para a vergonha, é nesta situação: quando ela nos impulsiona a não desistir.

Eu sou muito adepta também das LISTAS. Escrever, colocar no papel aquilo tudo que tu desejas. Criar uma clara visualização do teu sonho e listar todas as coisas boas que virão com a realização dele, porque isso te motiva. Ao mesmo tempo, listar as desvantagens, tudo o que tu vais perder, deixar de viver, caso o teu sonho fique no meio do caminho.


Procrastinar é adiar a tua felicidade! Se eu pudesse resumir a fórmula para começar agora – o que quer que seja –, numa única palavra, ela seria DETERMINAÇÃO. Determine exatamente aonde tu queres chegar. E não desiste enquanto não conseguir. 

Tenho certeza que tu vais chegar lá!
Um grande beijo,
Cláudia