quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dia 2 - Felicidade todo dia

Hoje, como tem acontecido quase diariamente, fui no meu quintal colher algo da minha horta. Encontro uma muda de flor que ganhei num mini vasinho e transplantei, em seu segundo florescer. Vê-la assim, preenche meu coração de alegria. 


A conexão com a natureza, que por tantos anos, eu achei que não tinha, me tornam encantada pela magia perfeita dos ciclos da vida. Me trazem compreensão e cura. Me tornam importante pois sou parte dessa engrenagem maravilhosa. Coloco minhas mãos na terra, e na mãe natureza planto sonhos e expectativas. Assim como a muda em flor, vivo ciclos menos bonitos, mais introspectivos. Às vezes quase seco. Mas sempre volto a florescer. Porque é da minha natureza. E saber disso me faz feliz. 

E contigo?! Qual foi a tua pequena felicidade de hoje? Compartilha, usa a #umafelicidadepordia e exercita ser feliz todos os dias. Sempre há motivos. Encontre-os #umafelicidadepordia #30diasfelizes #dia2 #felicidadenúmero2 #motivação #autoestima #positividade #mindset

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma felicidade por dia

Tenho vivido ao longo dos últimos tempos, dias desafiadores. Em que as provações me parecem maiores que meu tamanho, força e, por vezes, até existência. Que chegam a colocar em xeque todo meu aprendizado e busca evolutiva. Nunca escondi que já enfrentei, por anos, uma depressão profunda. Me disseram que não há cura e por toda vida devemos ficar atentos. Eu me olho, me percebo. A cura, aprendi, é uma caminhada contínua. E entre as tantas ferramentas que busquei, trago o exercício da gratidão e do olhar sobre a felicidade na simplicidade. 

TODO DIA temos algo que nos alegra. Que traz leveza. Que acarinha o coração, o ego (por que não?), alimenta a esperança em dias melhores. Mas, principalmente, nos faz enxergar que mesmo em meio às turbulências, há o que se agradecer e celebrar. Não importa o quê. Não se trata de medida, de grandiosidade. Grande é ser alegre. 

Então trago o desafio #umafelicidadepordia Vamos juntos?! Perceber as pequenas alegrias escondidas no cotidiano que ajudam a construir nossa história de felicidade? 

Eu começo, então! Depois tu comenta, ou posta tua imagem feliz do dia! A minha felicidade, hoje, foi comprar um biquíni. A celebração do novo corpo que, longe de ser o ideal midiático, estou construindo, com perseverança e paciência. O segundo biquíni de uma vida adulta. Com menos vergonha do meu corpo, mas com alegria de perceber que sou um ser em constante transformação, evolução. SOMOS. Basta querer. 


#umafelicidadepordia #30diasfelizes #dia1 #felicidadenúmero1 #motivação #autoestima #positividade #mindset

domingo, 22 de outubro de 2017

Recomeçar

Uma das lições mais preciosas que a reeducação alimentar tem me trazido é a possibilidade de recomeçar. 

Alguns dias, a dieta é sabotada. Noutros, a preguiça vence a atividade física. Aprendo a não me condenar: tenho feito o melhor. Apenas alguns dias consigo ser ainda melhor que em outros. Assim é a vida. 

Todo dia a gente pode recomeçar. Todo dia é uma nova linha de partida. Às vezes, muda a linha de chegada, porque mudam nossas escolhas. O que deve permanecer é essa vontade de ir, de chegar, onde quer que seja. 


Podemos recomeçar a dieta, retomar uma leitura abandonada, um projeto engavetado, um relacionamento. Podemos mudar de gosto musical, de estilo de vestir, na forma de pensar e agir. Mudar a rotina, o hobby, o círculo de amigos, o autor favorito. Novas escolhas também são recomeços. Ou podemos voltar atrás e caminhar​ novamente por um caminho já trilhado, sem a sensação de que todo recomeço é um fracasso, irmão gêmeo de tentativas frustradas. Podemos refazer as mesmas escolhas mas o fato de tê-las vivido anteriormente já nos faz diferentes, já nos coloca um passo à frente. 

Mais do que isso: podemos reconhecer que em algum momento fizemos escolhas erradas e podemos refazê-las, completamente distintas. Juscelino Kubitschek disse: "Costumo voltar atrás sim. Eu não tenho compromisso com o erro". Que não tenhamos compromisso nem com o erro, nem com a perfeição. Que nosso compromisso seja com a nossa verdade e em sermos felizes. E em nome disso, sempre é possível, justificável e até mesmo necessário, recomeçar. 

Que tal iniciarmos a nova semana com essa atitude? De sermos amorosos conosco e com cada uma de nossas escolhas, dos caminhos trilhados até então e com foco que às vezes, muito mais importante que a linha de chegada é a alegria do vento no rosto de quem sabe que a vida é constante movimento. Vamos juntos?!

Um beijo,
Cláudia

terça-feira, 22 de agosto de 2017

27 anos depois, a calça 42

E hoje o que me parecia impossível, aconteceu. Quase 7 meses depois do início da reeducação alimentar e da atividade física, eu visto uma calça 42. Numeração que não usava desde os 18 anos - ou seja 27 anos! Pra mim, uma grande conquista e muitas lições:

- Deixar de ser obeso é um desafio diário, principalmente para eliminar a mente gorda.


- Ainda procuro o equilíbrio, entre comer certo e "enfiar o pé na jaca". Entre treinar por prazer, por foco no objetivo maior e respeitar também os meus limites.

- Descobri sabores nunca antes imaginados e que o paladar também pode ser educado.

- Fazer meu leite, minha salada e outros agrados gastronômicos pra mim mesma, se tornaram um prazeroso ritual.

- Nos meus posts compartilhados falo muito em mindset: é o mais desafiador - reeducar a mente.

- Também a nutrição afetiva: hoje olho a comida, na maior parte das vezes, de forma diferente. Mas ela ainda nutre meu emocional. Por isso a importância das boas escolhas.

- Ser amorosa comigo quando fujo da dieta ou mato a academia. Quanto mais me cobro, mais isso reflete em atos inconscientes de punição e auto sabotagem. Entender que tenho me esforçado e feito a cada dia o melhor que consigo fazer naquele dia.

- Ainda preciso mudar a forma de me enxergar. Na maioria das vezes, vejo no espelho a Cláudia que já pesou quase 120 quilos, que já vestiu 54. Ainda enxergo a obesa mórbida. Mas, definitivamente, essa não existe mais.






E deixem eu confessar, mesmo que eu negue isso a mim mesma. Nunca me senti tão linda! Por dentro e por fora! Uma beleza, consequência da outra.

O desafio segue. Diariamente. Só por hoje, eu consegui entrar na calça 42. Esses dias ainda, comentei com algumas pessoas que me sentia me perdendo de mim. Acho que não é por aí. Estou me reencontrando. Quem eu sempre quis ser. Talvez por isso, em alguns momentos, tenha dificuldade de reconhecer a "nova" Cláudia. Mas a cada dia também, eu vou seguir me esforçando, pra nunca mais deixar escapá-la. ❤️

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Para Caio

Faz tempo que não escrevo de ti, filho. E esse blog, esse espaço nasceu justamente por ti, que me fez entender a força e o valor dos meus frutos. Mas como tal, precisaram de tempo para maturar e serem saboreados. E a cada nova estação é possível que os ciclos se renovem e também alguns sentimentos adormecidos, aparentemente superados, renasçam.

Ontem tirei uma foto tua, como tantas que sempre tiro. Porque sou uma mãe assumidamente coruja. Porque tua alegria me comove e inspira. Tu estavas pronto para ir à escola. E eu fiquei profundamente tocada ao vê-la. Meu Deus, como tu é lindo, meu filho! Como teus traços são perfeitos! Como teu rosto se ilumina, com teu sorriso que nasce dos olhos, da alma!


Mas preciso te dizer, filho. Me doeu. Muito. Eu aceito, mas tem dias que dói bastante. Mortalmente. Tua deficiência. Tuas impossibilidades. Tuas limitações, causadas nessa vida por irresponsabilidade alheia. Sei, acredito mesmo, combinadas entre nós dois, muito antes. A gente topou enfrentar juntos. Mas ainda assim me dói. Porque vejo que tu tentas falar mais do que consegues hoje e não ser entendido te frustra. Porque te esforças pra que teu corpinho responda além do que ele tem conseguido. E porque todo nosso empenho não tem dado os resultados mais desejados. É duro conviver com desapontamentos. E ser feliz apesar deles. Vendo por este ângulo, acho que até que estamos nos saindo bem.

Ainda assim, quero te pedir: me desculpe. Me desculpe porque ando muito cansada. Cansada dessa rotina estressante de horários cronometrados para tantos compromissos de reabilitação. Cabeça cansada de sempre criar o plano B, o C, quase esgotando o alfabeto, buscando mais e mais oportunidades para que desenvolvas o teu melhor. Cansada de andar de ônibus, de olhares preconceituosos ou de comiseração, de correr atrás de receitas médicas contínuas, de andar sempre com o oxímetro na bolsa. Exaurida de pessoas que não têm sequer a dignidade de olhar para nossos sapatos, quiçá para calçá-los, e ainda assim emitirem opiniões e julgamentos. Que não sabem da missa a metade, porque não querem saber.

Me perdoa, filho. Quando reclamo de dores musculares pelo manuseio diário contigo. Porque né? Além de lindo, estás um rapaz, quase da minha altura! Te peço perdão quando choro de cansaço – escondida ou na tua frente. Me perdoa quando deixo prevalecer minhas vontades, meu bel prazer. É quase uma questão de sobrevivência, sabe filho? Me perdoa porque eu sei que disse que te carregaria em meus braços a vida inteira e parece que as forças me faltam demasiado cedo. Me perdoa se eu aprendi tanto com tua coragem, mas ainda assim, não sou sombra da fortaleza que tu és. Sei que as minhas limitações são infinitamente maiores que as tuas. Te venero por isso.

A tua imagem tão linda dessa semana doeu meu coração. Repito: como tu é lindo, meu filho! E como é imenso esse amor que te tenho! Esse amor que tem se sentido impotente, mas que é tão visceral. Que só a gente sabe, porque só a gente vive. Não tem sido nada fácil, né filho? E o mais incrível disso tudo: somos peculiar e genuinamente felizes. Eu te agradeço por não desistir de mim. Eu te agradeço por ter me escolhido. Te agradeço por dar a tua vida para eu me tornar melhor. Te agradeço por tua luz acolher minha sombra. E juntos sermos completos.

Eu te amo. Obrigada por me permitir isso.

Mamãe (uma das poucas, mas lindas palavras, que tu consegues dizer) 

domingo, 6 de agosto de 2017

Plantio com propósito, colheita com sucesso

Uma das conexões mais lindas que se pode fazer - e eu tenho aprendido, devagar, a meu tempo, mas de forma muito significativa - é com a natureza. Da terra, de seus ciclos e frutos, a lição de que toda força, vitalidade, poder e legado são mais valiosos quando brotam assim: naturalmente. E todos temos este dom. Durante grande parte da minha vida me achei justamente sem dom para o cultivo de qualquer plantinha que fosse. Tenho transformado meu pequeno quintal num variado pomar e horta. Com paciência e dedicação. O segredo?! Talvez o propósito. Quando me propus a fazer meus plantios darem certo. De verdade. De coração. É assim é com todas as esferas de nossas vidas. Seja o que fores fazer, faça entregue. 

Esses dias colhi o gengibre mais lindo da minha vida. Que eu mesma plantei. Há muito namorava os que eu comprava em mercados e fruteiras e pensava: como é possível serem tão grandes e bonitos. Minhas colheitas eram tão singelas. Hoje sei, aprendi, que eu não estava esperando o tempo adequado de maturação. Minha ansiedade atrapalhou e colhi frutos menores. O erro foi me ensinando e o resultado foi essa colheita exitosa. 



Para a semana que vai começar, te convido a refletir sobre o sentido dessas palavras na tua vida. Tens aceitado o tempo perfeito da natureza? Tens dedicado verdadeiramente teu coração a cada projeto, sonho, relação e investida? Aliás: qual é o teu propósito de vida, o que queres colher? E tua natureza, teus princípios, têm sido respeitados? O que te faz sentir conectado com a vida?! Pode parecer perguntas assustadoras, complexas. 

Respira e observa atentamente a vida ao teu redor. As respostas podem​ estar muito mais perto do que imaginas. As minhas, desse vez, vieram na colheita de um lindo gengibre.

Feliz semana a vocês!
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Sobre reeducação alimentar, reconhecer-se e recomeçar

Eu digo e assumi para mim mesma: não estou de dieta, estou tentando cultivar novos e saudáveis hábitos. Que inclui alimentar-se da melhor forma possível e praticar atividade física. Tem dado certo. Melhorei muito meus exames laboratoriais, disposição, entre outros. Mas, como coloco em toda publicação que compartilho a respeito: mais do que tudo, o grande desafio é mudar meu mindset; meu modelo mental. 

O último mês me foi emocionalmente difícil em alguns aspectos pessoais. O impulso era compensar o que me angustiava com algo de comer. Em algumas vezes, consegui domá-lo. Em outras, não. Semana passada foi meu aniversário. Tive comemorações praticamente todos os dias. Ou seja, escorregões no cumprimento do cardápio planejado, mais bebidas alcóolicas e um recesso na academia. O corpo, talvez mais adaptado aos novos hábitos, respondeu rapidamente. Inchaço. Roupas apertadas. Me pesei ontem e a boa notícia é que não aumentei o peso. A má notícia é que não perdi mais nada, estacionei. 

E como disse, o maior desafio é mudar minha mentalidade diante desse enfrentamento com minha obesidade, meu corpo, autoestima e amor próprio. Então, tento me eximir de culpas. Tento, ao contrário do que sempre foi usual, ser mais amorosa e complacente comigo mesma. A culpa só me trará mais peso e eu ainda o descontarei na comida, pois ainda é assim que consigo agir na maioria das vezes. Então me amo pela coragem de estar determinada a mudar. E me aceito por entender que uma mudança de mais de 40 anos não se dará, de forma efetiva, em tão pouco tempo. E me permito recomeçar. 

A nova vida, a nova Cláudia tem sido construída há tempos.
Acima, em meu aniversário de 43 anos, em 2015 e neste agora, semana passada.
Tive prazer em, por alguns dias, transgredir os novos hábitos. Mas tenho satisfação de olhar onde estive, onde já cheguei e, principalmente, tenho muita certeza de onde ainda desejo chegar – e vou. Então, recomeço. Buscando o equilíbrio entre quem sou e quem estou me tornando. Ciente de que reeducação leva tempo. É preciso paciência e perseverança. Mas que seja também com leveza e alegria. Porque é assim que me propus a alimentar minha vida. Para sempre.