Em dezembro de 2016, me permiti usar biquíni pela primeira vez em mais de 25 anos. Ainda obesa, mas ali começava de verdade, meu processo de autoaceitação. A transformação do mindset, do padrão mental. Não tirei quase fotos, pois ainda me constrangia. Sabia do abismo que separava meu corpo do modelo socialmente aceito. Mas, a passos de formiguinha, me preparava pra mudança externa - aquela que, também lentamente, tinha iniciado internamente um par de anos atrás...

Quatorze meses depois e dezessete quilos a menos, comprei mais biquínis. Roupas curtas e justas. Amo o corpo que estou construindo. Ainda fora dos padrões. Mas hoje o amo como ele é. Porque ele tem as marcas da minha história. Porque ele sustenta minha alma nessa existência. Porque ele gerou meus dois amados filhos. Porque me dá prazer. Porque é meu e é perfeito, sim. Então teve foto de biquíni, sim. Era só pra mim, mas gostei tanto que partilhei em alguns canais. Não pra receber elogios, até porque não é disso que se trata. Trata-se de cuidar de si mesma. Do poder de mudar, não o que os outros acham que deva ser mudado, mas aquilo que te incomoda. Do mais legítimo amor próprio. Com letras maiúsculas. Levou quase 46 anos, mas exatamente como está descrito na minha bio, hoje eu amo a mulher que me tornei porque lutei bravamente para ser ela (e sigo lutando amorosamente por sua evolução contínua).
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