sábado, 31 de dezembro de 2016

O que vivi em 2016

Se eu pudesse resumir 2016 em poucas palavras, elas seriam: Aprendizado, Coração, Atitude.

Apareci num lindo programa de TV junto com meu filho. Fiz curso de LIBRAS e achei apaixonante.  Comi menos sushi do que gostaria. Acho que bebi um pouquinho a mais do que deveria. Dei palestras e quero fazer isso pra sempre. Iniciei em desenvolvimento mediúnico. Apliquei menos reiki do que gostaria, mas joguei mais tarô do que poderia imaginar. Fui lembrada de quão rico pode ser um abraço. Trabalhei arduamente na campanha eleitoral e fui até fiscal do partido. Vivi um processo de coaching e descobri o que vim fazer neste mundo. Meus filhos crescem lindamente e seguem sendo meus grandes parceiros da vida. Estou aprendendo a dizer mais nãos com menos culpa. Deixei pessoas e histórias pelo caminho, mas as que ficaram são as melhores. Fiz uma burrada grande com meu cabelo no meio do ano, mas aprendi que nasci para ser loira. Conheci muitas pessoas e estar conectadas a elas é meu propósito de vida.


Também tive problemas. Sofri. Me decepcionei. Chorei sozinha. Tive meus piores dias. Mas toda minha caminhada me fortalece para valorar os melhores. E eles foram incríveis!

Para o novo ano, minha maior ambição é que eu consiga continuar sendo eu mesma. Claro que tenho sonhos, tenho metas. Mas com a convicção de que o melhor meio de chegar até eles é mantendo essa conexão com minha essência. É alimentar diariamente essa Cláudia motivada, confiante, capaz, focada, que floresceu em 2016. Aprendiz eterna, como eu sempre digo. Com muito a evoluir ainda. Mas com a cara e a coragem suficientes para isso. Então, pode vir 2017. Te espero de braços abertos!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Dê-se o melhor Presente

Ontem foi Natal e provavelmente você passou os últimos dias em busca do presente ideal para as pessoas que ama. Bacana. Mas e pra você, o que você se deu? E obviamente não estou falando em algo necessariamente material. Mas, que prazer você se proporcionou? Que desejo seu - de consumo ou de descanso, de carinho, consigo mesmo, você realizou? Seus projetos, receberam a devida atenção?

Não existe nada mais precioso do que aprender a presentear-se com a prioridade em sua própria vida. Muito diferente de egoísmo, tem a ver com se responsabilizar com sua felicidade e os resultados obtidos em sua vida, sem transferi-la para ninguém mais, pois o comando é todo seu!


Ainda não conseguiu? Ainda coloca todas as outras pessoas e/ou compromissos em primeiro lugar? Ainda dá pra começar a mudar esse pensamento. Que tal agora? "Ah, vou colocar como resolução de Ano Novo, então". Não! Comece agora! Use o hoje, o seu Presente! É tudo o que temos! De hoje até 2017 ainda temos cinco dias! Sabe o que pode acontecer até lá? Muita coisa! Ou alguma coisa. Mas, para isso, tem que começar. Não espere mais.

Meu convite então, nesta semana de festas, esperança e planos é este: dê-se o melhor Presente. Seja em dedicar mais a você mesmo, seja em aproveitar justamente o agora. O amanhã pode ser construído, sim. Mas será fruto do que você mentalizou, planejou e fez hoje. 

Feliz Vida!
Um beijo,
Cláudia

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Não é o ano, não é o mês: somos nós

  • Já virou tradição como panetone e especial do Roberto Carlos. Todo fim de ano, a cada dissabor que a vida nos apresenta, inicia a lamúria: “Pra mim, o ano X já deu”. “Pode acabar ano Y". Termina ano Z”. Como se as coisas fossem ruins por causa do ano e que no virar da meia noite de 31 de dezembro, todas as dificuldades desaparecerão num passe de mágica. 


  • Me perdoem os fatalistas do calendário, mas a culpa não é do ano. Somos nós! Como assim, nós? Isso mesmo! É aquela velha máxima: não é o que nos acontece, mas como reagimos ao que nos acontece. Invariavelmente todo ano, morre alguém querido. Também se vão personalidades bem quistas do cenário artístico e cultural. Acontece alguma tragédia, acidente, catástrofe ambiental. Alguém perde o emprego, termina um relacionamento, sofre. Faz aí uma retrospectiva. Todo ano! As dificuldades estão aí para todos e se jogar no muro das lamentações culpando o ano só nos isenta da responsabilidade em batalharmos a própria felicidade! 


  • Sempre falo que um dos grandes aprendizados que tive ao longo da vida foi sair fora do vitimismo. Somos autores de nossas histórias. Temos o poder de transformar cada momento vivido, por pior que seja, em evolução. Para na próxima, reagir diferente! É usar a morte para valorizar a vida a cada dia. É usar a perda para buscar a vitória. É usar a dor para aprender a superação. 


  • Na mesma linha, porém em outro hemisfério, é a ladainha de que o novo mês traga bênçãos, prosperidade, sucesso. Maravilha querer e acreditar nisso. Mas sabe? É tudo contigo! Tem que fazer por onde, batalhar, ir atrás. E pra isso, não precisa esperar virar o mês, nem o ano. Dá pra começar hoje, agora! Ser dono do próprio destino é atitude para os mui corajosos. É assinar com firma reconhecida as próprias escolhas e matar no peito suas consequências. 



Então, se é pra entrar na vibe do recomeçar e de novas energias, que tal essa? A de tudo que é bom e ruim nasce e se encerra a partir de nós mesmos, da potência que damos a cada um dos eventos vividos. Vamos mudar? Vamos assumir a direção de nossas vidas? A partir dessa escolha, qualquer dia, mês ou ano, tem tudo pra ser incrível.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Quando alguém te bendiz

Trago da vida alguns traumas que às vezes ainda me atrapalham. Grande parte deles vindo de palavras proferidas de pessoas que eu amei e confiei, ainda na infância. Eu poderia dizer que fui amaldiçoada, me rogaram praga e por aí vai.  O resultado é um coração bastante ferido que, tantos e tantos anos depois, ainda luta para provar que sua existência contraria tudo de ruim que lhe foi dito.

De tudo que busquei para tentar curar essas dolorosas marcas, aprendo a valorar o que de bom a vida me dá; lição tão difícil para todos nós, independente de nossas experiências, não é mesmo? A filosofia de buscar ver a metade cheia do copo por vezes soa utópica. Mas não se trata disso. Trata-se de dar valor àquilo e àqueles que te acrescentam, e não aos que te diminuem. Se é pra frente que queremos ir, de nada adianta ficar arrastando a corrente do passado presa ao pé.

Essa semana, uma pessoa fez o contrário dos meus traumas: ela me bendisse. Sim, ela disse coisas boas de mim, enalteceu minhas qualidades (as que ela vê em mim) e me profetizou um futuro muito feliz.

Ah, se ela pudesse saber o poder curativo de suas palavras. Se alguém lá atrás, em minha história, que eu achei que “devia” me amar e proteger... me proferiu palavras duras. Ela me trouxe o bálsamo do afeto, da gentileza, da esperança. Naquele momento, suas boas e doces palavras me caíram como realmente foram: uma benção. Deus me mostrando, através de um de seus anjos terrenos, que está tudo certo, que o ruim pode ser aprendizado mas é o bem que tem o verdadeiro poder transformador em nossas vidas. Basta a gente aceitar e querer.


Para a semana que vai começar, te faço este convite: vamos bendizer nossas vidas e a de quem está próximo a nós? Se tivermos oportunidade, vamos plantar uma sementinha de boas palavras e sentimentos na vida do outro? Se tudo na vida é reflexo, esse bendizer lançado a teu próximo, reverberá em tua vida. O coração tocado pelo bem costuma transbordar e isso faz com que se queira levar essa sensação adiante, tocando também um outro coração. É o que chamam de corrente do bem. É o que, ouso dizer, dá sentido à vida.

Uma bendita semana a todos. Em especial à Ignez.

Um beijo,
Cláudia

domingo, 4 de dezembro de 2016

Começar agora!

O fim de ano é época tradicional de retrospectivas e planos para o novo ano. Ambos são importantes desde que, como tudo na vida, sejam feitos com propósito. A retrospectiva, olhar para trás, para que fortaleça os aprendizados que nos permitiram evoluir um pouco mais, em nossa trajetória. Os planos para o ano que virá são excelentes oportunidades de colocarmos foco e estratégia em nossos objetivos. Sim, são movimentos essenciais. Mas, vamos olhar para o agora?

Sem tirar a importância de tempos passado e futuro na construção de uma vida feliz e com propósito, me tornei uma defensora ferrenha do presente. Em aprender a lidar da melhor forma com “o que temos para o momento”. O que para uma ansiosa nata, como eu, é um grande desafio. Às vezes voltar ao passado me é importante para lembrar-me do quanto já caminhei pra chegar até aqui, como diz a canção; o quanto já superei. Mas consegui deixar de sofrer pelas escolhas erradas que já fiz, pelos votos de confiança dados indevidamente ou por atitudes impensadas. Já foram e eu não posso voltar atrás, só tenho o hoje para desfrutar dos aprendizados que me trouxeram e tentar fazer diferente.

Mais ainda quando se fala em futuro. Recentemente passei por um processo de Coaching e tenho um plano, metas e um roadmap a cumprir, para me levar aonde almejo – tempo futuro. Mas então, começo agora. Porque faz parte da estratégia. Mas, principalmente, porque é tudo que tenho: o presente.


Essa semana o país foi sacudido por uma grande tragédia. Que só nos reforça: viver o agora. Ok fazer planos, mas dar os passos iniciais para sua realização hoje. Chego a pensar que parte da melancolia que por vezes acompanha o final de ano é justamente fazermos nossa retrospectiva pessoal e perceber que não realizamos aquilo que nos propomos no ano anterior. Daí, a gente se lança a fazer a lista de desejos e ou metas para o ano novo. Bacana. Mas também tem que botar a mão na massa. E não precisa começar só quando 2017 chegar. Dá pra começar agora. Até porque, o agora é tudo o que temos.

Pra semana que vai iniciar, eu te deixo essa reflexão, esse convite. Não espere a melhor oportunidade, a ocasião ideal, ter mais dinheiro, menos medo, para ir atrás dos teus sonhos. Um dos mantras que tem me guiado nos últimos dois anos é cantado lindamente por Oswaldo Montenegro: Eu quero ser feliz agora!
Desejo que tu também queiras. Feliz semana!
Um beijo,

Cláudia

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A beleza de ser quem se é

Ontem fui ao salão de cabelereiro renovar minhas mechas. (Traduzindo aos homens: significa repintar o tom aloirado que decidi imprimir às minhas madeixas nos últimos tempos). Para algumas amigas, comentei que estava em terapia, me tratando, cuidando de mim. E o resultado foi, sim, terapêutico. Saí de lá me sentindo linda, poderosa, pronta para ganhar o mundo!

Amigos comentam que nos últimos anos passei por uma grande metamorfose e estou muito mais bonita. Generosa opinião de quem me quer bem à parte, a verdade é que estou mais vaidosa. Estou é cuidando de mim como nunca antes. E o reflexo vem à tona.

Cosmésticos como cremes, esmaltes, perfumes e afins se tornaram parte de meus investimentos. Rotinas estéticas também. Em algum momento, são prioridade orçamentária sim, pois o retorno que me trazem é imensurável.

O que aconteceu com a “antiga” Cláudia? Sempre tão comedida, se tornou uma mulher fútil? Eu diria que me tornei uma mulher completa. Que me olho por inteiro. Que ao dedicar tempo para cuidar da aparência, está apenas se harmonizando com um interior que alcançou maturidade.

Não me arrumo para os outros, não me tornei uma escrava em busca da beleza. Tenho meus dias sem maquiagem, de roupas largadas e cabelos despenteados. E sou feliz neles também. Entendo que o que tenho de mais bonito está dentro de mim. Que essa mulher que busca viver uma relação de respeito e afeto com a imagem que vê no espelho, é uma pessoa que lutou muito para aceitar suas imperfeições. Hoje, não as esconde mais. Meus quilos a mais, característica pessoal, seguem comigo. A pele não tem mais o viço da juventude e suas marcas são o registro do que já vivi.  Aceitei o indomável cabelo crespo, sabendo que posso alterná-lo com dias em que os fios brincam de ser lisos. Meu corpo é a embalagem de um ser humano de conteúdo que cada vez mais busca o equilíbrio. Mas quando a unha está bem feita, sinto que posso ganhar o mundo com minhas mãos. Quando a maquiagem realça meus melhores traços, sou lembrada exatamente disso – da capacidade de aflorar em mim mesma, uma melhor versão. Quando essas ferramentas – que carregam por vezes o estigma da vaidade, como se ela fosse negativa e soberba - ajudam a me sentir mais forte e capaz, elas nada têm de fúteis.



Elas despertam uma mulher que fez escolhas. Que já viveu dias nada bonitos, mas decidiu trilhar novos caminhos. E amar a si mesma é um deles. Inegociável. Sem prepotência. Com carinho. Como quem alisa cabelos recém saídos do cabelereiro. Essa paz consigo mesma conquistada. Essa determinação em cuidar de si, sem medo de ser considerada egoica. Essa segurança de ser quem se é, com todas as suas também imperfeitas facetas. Sabem? Alguns chamam de beleza.

domingo, 27 de novembro de 2016

O exercício diário da gratidão

Esta semana os norte-americanos comemoraram o Thanksgiving Day. Alguns chegam a dizer que Gratidão virou uma palavra da moda. Sinceramente, eu espero que ela tenha vindo para ficar. E não como palavra, mas como atitude e filosofia de vida.

Eu sempre fui muito vitimista. Via toda e qualquer dificuldade de minha vida como injustiças tremendas de Deus, do destino e das pessoas que de alguma maneira "colaboraram" para elas acontecerem. Na minha primeira incursão na busca por terapia, eu só conseguia querer que ela (a terapia) curasse as dores que este mundo cruel me ocasionou - sem saber que algumas das maiores provações, ainda estariam por vir.

Acredito que todas as ferramentas de autoconhecimento e desenvolvimento que busquei, me trouxeram a maturidade de entender que absolutamente tudo o que vivi me transformaram na pessoa que sou hoje. O abandono familiar na infância, o abuso psicológico promovido por quem deveria me cuidar, um casamento também marcado pelo gaslighting e infidelidade, um filho com deficiência provocada por erro médico, muitas perdas no padrão financeiro e, finalmente, a corajosa decisão de recomeçar depois dos 40 anos. Tudo isso, em parte, contribuíram para fortalecer a ansiedade, a insegurança emocional e outros sentimentos negativos. Mas quando eu passei a AGRADECER por essas oportunidades TRANSFORMADORAS que a vida me trouxe... Tudo passou a fluir de uma maneira muito mais próspera e positiva.

Foram essas dificuldades que me ensinaram sobre resiliência, superação, fé, motivação, amizade, amparo espiritual, missão de vida. Me oportunizaram conhecer pessoas e ferramentas maravilhosas em um processo - contínuo, jamais acabado - de cura. A tudo isso aprendi a agradecer. Hoje, só mantenho este blog, dou minhas palestras, é justamente pelos aprendizados que a GRATIDÃO me trouxe.

Existe um vídeo bem bacana (link aqui) que mostra a ligação entre neurociência, coach e gratidão. Recomendo. 


Isso não significa que o valor da tua gratidão tenha relação direta com a quantidade ou nível de desafios enfrentados ao longo da vida. Cada um sabe dos seus (um dia venho falar da minha teoria da unha encravada). A gratidão está muito mais relacionada à SINCERA DISPOSIÇÃO em exercitar este sentimento.

Meu convite para a semana que está começando é este: seja grato. Mesmo e principalmente quando parecer que não é possível ser. É um dos melhores exercícios que podes fazer à tua alma, mente e coração. 
Um beijo,
Cláudia

domingo, 20 de novembro de 2016

A vida não foi feita para o piloto automático

Na vida, muitas são nossas obrigações. Os deveres que temos a cumprir. Trabalho, estudo, contas, contratos, compromissos. Deveres inclusive legais, éticos, culturais, até mesmo religiosos - específicos dos grupos aos quais pertencemos. A eles devemos dar o nosso melhor, para que os resultados venham no mesmo patamar. Mas existe uma diferença gigante quando se trata daquilo a que nos propomos.

Porque propósito é uma escolha. Você não tem o dever de ser um grande profissional, mas é possível que se proponha a isso. Provavelmente há a obrigação de trabalhar para garantir o seu sustento, mas você pode se propôr que este sustento virá de uma atividade totalmente fora dos padrões, por exemplo. Então, você deixa de trabalhar somente para se sustentar e passa a buscar o seu propósito.

Você não tem o dever de ser um amigo sempre presente e disponível, uma pessoa que ajuda a todos sem medir esforços. Mas talvez seu coração lhe proponha a ser. Então, você deixa de ser apenas mais um nos seus relacionamentos e passa a ser aquela pessoa que é esteio, alento e inspiração para as que estão ao seu redor. Porque isto é ao que você se propôs.

Ter um propósito dá muito mais trabalho do que ter obrigações a cumprir. Porque realizar nossos propósitos exige entrega, visceralidade. E o meu conselho, para fazer a diferença - nos seus propósitos, na busca dos seus sonhos, nas suas relações, é este: encontre seu propósito e entregue-se a ele. Mas seja coerente. Fazer meia boca, para cumprir protocolo não serve. Porque aí passa a ser apenas obrigação. Se em determinado momento a energia baixar e não rolar o coração motivado pelo seu propósito, respire, sente-se (e sinta), se compreenda e deixe essa fase - que acontece com qualquer pessoa - passar. Acredite: ela passa e a gente volta cheio de vontade outra vez.

Porque de gente a viver por obrigação, seguindo manuais, ligadas no piloto automático, o mundo e os consultórios terapêuticos estão cheios. O mundo precisa de pessoas que vivam com um propósito e vontade de brilhar e dar brilho. A essas, o baixo astral, os imprevistos e outros obstáculos, também chegam. Mas passam rapidinho, porque elas vieram para fazer diferente. Você topa ficar neste grupo?



Esse é o meu convite para a semana que está começando. Torço para você aceitar!
Um beijo,
Cláudia

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Todo dia pode ser domingo

Então que ontem, pulei a tradicional publicação de domingo à noitinha aqui no blog. E só me dei conta hoje. Estava em Caxias do Sul, palestrando em mais um evento Uma Tarde Especial no Parque. Primeiro, como é de meu feitio, fiquei entre triste e brava comigo mesma. É meu compromisso! Mas depois, relevei. Eu estava trabalhando, produzindo, criando elos e sendo feliz!

Pensei em não postar hoje, afinal teria perdido o timing. Mas aí me dei conta! Não é justamente disso que falo? Em aproveitar intensamente todos os dias!? Em lidar de forma positiva com o inesperado!? Pois ontem não consegui postar por um motivo maravilhoso, por ter chego em casa tão preenchida de bons sentimentos, num cansaço onde prevalecia o sentimento de plenitude. Então por que não publicar algo hoje? Segunda-feira! Mas ainda é início da semana. E ainda que não fosse, é um novo dia, uma nova oportunidade. E tem coisas na vida que é melhor demorar a fazer do que nunca realizar. Pensa nisso.

Hoje é segunda-feira. Mas podemos vivê-la com o mesmo entusiasmo do domingo. Poderia ser terça e ainda poderíamos ter o mesmo sentimento, de depositar nossas esperanças na nova semana que vai iniciar. Pois é sempre tempo de recomeçar. De tentar outra vez. E a determinação em como vão ser as coisas, a energia a nos conduzir... Isso mora aqui ó, dentro da gente. Olha que poder: tá nas tuas mãos! Como dizia aquele velho programa de TV: você decide!



É aquilo que falei sobre o sol que brilha dentro da gente. O calendário é um detalhe. Todos os dias podem ser um fardo, tediosos ou tristes. Mas todos também podem ser absolutamente incríveis, transformadores, oportunidades sensacionais de evolução e felicidade. Então, o que você prefere? Todo dia pode ser domingo aí dentro do teu coração! Bora?!

Uma semana repleta de dias leves e lindos pra todos!
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10 anos de conexão com as pessoas

O blog Meus Frutos completou 10 anos em julho deste ano (10 anos neste provedor, 12 contando com o blog anterior). Nascido com um diário pessoal para receber os desabafos de um momento pessoal bastante difícil, posso dizer que os frutos cresceram e amadureceram. Não foram poucas as vezes em que pensei que já não havia mais sentido em manter um espaço unicamente falando de minha vida, meus aprendizados, medos, filhos. Daí me dei conta que Meus Frutos, como coloquei na descrição do blog, ia além dos meus filhos. São minhas ideias, meus textos. Tudo o que nasce de mim. E numa teimosia sem explicação, ele seguiu.

Até hoje foram 645 posts, com 2.772 comentários. 120.288 visitas, acessos crescentes, adesões nos canais das redes sociais. Tantas pessoas, tantas histórias, vidas entrelaçadas. Não tenho a menor sombra de dúvida que as partilhas feitas aqui também em muito me fizeram chegar onde cheguei. Uma mulher amadurecida, um ser humano mais consciente. Eterna aprendiz,reforço sempre.



Aqui passaram basicamente muitos amigos e mães procurando orientação, trocar experiências. Quando a deficiência do meu filho passou a ser entendida como apenas mais uma faceta de nossas vidas, os frutos mudaram. E ainda assim, as companhias por aqui seguem. Temos 37 seguidores cadastrados para receber os novos posts. Se tivesse um único, seria imensa a minha responsabilidade e igual o meu amor por este "lugar". 

Muito me honra receber o feedback de leitores dizendo que devo continuar por aqui, partilhando ideias e experimentações. Essa conexão de vocês comigo, que me permite estar perto de tantas pessoas fantásticas e singulares; me conecta ainda mais com a vida e com o que talvez seja meu propósito. No mínimo, me conecta mais com a felicidade.








E nesta, que chamo de nova fase, te convido de novo a me contar: O que te traz até aqui? O que esperas encontrar? O que te faz voltar? O que te guia até o Meus Frutos? Se quiser mandar uma resposta privada, email para claudiapalestrante@gmail.com 

Mais uma vez deixo minha gratidão e meu amor a cada um que, de alguma forma, fez ou tem feito parte dessa caminhada que já é uma história a ser contada. Vamos juntos!
Um beijo, 
Cláudia

domingo, 30 de outubro de 2016

Sobre ganhar e perder

Trabalho diretamente com política. No primeiro turno, meu vereador saiu vitorioso, como o mais votado do município. Alegria pelo reconhecimento a um forte trabalho de equipe realizado com muita dedicação. Hoje, ao término do segundo turno, nossa candidata à prefeitura não se elegeu. Tristeza e frustração pelo objetivo não alcançado, apesar de todos os esforços dispendidos. Muitos amigos me mandaram mensagens em solidariedade. A eles respondi o que se tornou a inspiração do que venho falar com vocês hoje. 

Só conhece o sabor da derrota, quem já experimentou a vitória. 
Felizmente, eu conheço os dois.

Hoje, as coisas não saíram como o planejado, como o esperado.
E quando não dão certo, é muito comum buscar os porquês da falta de êxito. Que bom, essa é a parte do aprendizado, da reflexão, do amadurecimento. Sempre ficam as lições para uma próxima vez.
O outro lado é justamente lembrar que se a derrota nos é amarga, é porque a comparamos com o deleite certamente já experimentado da vitória. Se temos o parâmetro do quanto é ruim perder, é porque lembramos a delícia que é ganhar. 

Esse é o jogo da vida. Inconstante porque mutável, surpreendente, sempre desafiador. Como escrevi recentemente, a soberba da felicidade pode ser perigosa. Por isso, às vezes, a gente perde. Para nos situarmos que nada é para sempre. 



Ah, mas olha só que bacana! Daqui a pouco começa um novo dia, um novo tempo. E o placar é zerado de novo. Bola no centro do campo, peças enfileiradas no tabuleiro, tudo contigo outra vez. Não é o máximo isso? Ter uma nova chance de fazer melhor do que hoje e vencer! Que tal? Eu aceito, super disposta a vencer amanhã. Vamos juntos?

Desejo uma semana corajosa para vocês e seus propósitos.
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Melhores dias, piores dias

Ontem completei dois anos da minha primeira formação em Reiki. Seu princípio básico diz: Só por hoje. Principalmente naqueles dias mais difíceis, quando nos sentimos sem coragem ou forças para seguir. Que saibamos e nos permitamos, afinal é "só por hoje". O amanhã sempre pode nos reservar novidades. Mas que quando formos esplendorosamente felizes também saibamos que é só por hoje, para que não criemos a soberba da felicidade, pois ela é uma conquista diária. 

Meus amigos, alguns leitores do blog, generosamente dizem que sou um exemplo de bom humor e positividade, apesar de minhas dificuldades. Primeiro que gosto de esclarecer: a deficiência de meu filho é apenas uma faceta dos desafios que vim enfrentar nessa existência. Apenas, talvez, a mais visível. Mas, tudo bem, tudo o que me veio foi para que eu estivesse aqui hoje. E não, não sou sempre positiva. Tenho meus piores dias, como todo mundo. Tenho minhas bads e por vezes choro junto a meu travesseiro. Me permito. Só por hoje. Mas essa não é a minha escolha de vida. E é disso que, sim, se eu pudesse, aceitaria ser exemplo: de que sempre dá pra virar o jogo, de que é tudo com a gente. 

A felicidade e a positividade são exercícios mais árduos do que a infelicidade. Muito mais simples, chorar sentado num cantinho, reclamando das injustiças do destino. Sei bem. Muito já fiz disso. Ser feliz de verdade, apesar de, é para os fortes. É olhar tudo o que também não está bom em nossas vidas e transmutar em combustível para, então, sair daquele lugar. Ou, por vezes, olhar, sentir as dores e acatá-las, com amorosidade e respeito, pois talvez seja o melhor que conseguimos fazer... Nem que seja só por hoje.


Que saibamos que a vida é isso: cair e levantar, sorrir e chorar, luz e sombra. Mas fica muito mais fácil quando a gente enfrenta nossas batalhas com um sorriso no rosto. Periga a gente se acostumar e conseguir todo dia, encontrar mais motivos para agradecer do que para lamentar. E fazer os melhores dias ganharem dos piores. Só por hoje. Só por amanhã. E por todo dia que pudermos. 

domingo, 23 de outubro de 2016

O que vou aprender esta semana?

Ouso dizer que passei a entender melhor a vida quando entendi que ainda havia muito a aprender, descobrir, conhecer. Se aos 20 anos eu acreditava que tinha em minhas mãos todo o poder concedido pela vitalidade da juventude, para conquistar o mundo; hoje meus mais de 40 me ensinam que o que tenho de mais poderoso e transformador é a capacidade de aprender.

Os últimos três anos me foram especialmente desafiadores. Uma montanha russa de emoções e experiências. Venci uma depressão profunda. Conheci a Programação Neurolinguística. Encerrei um casamento de 22 anos. Voltei ao mercado de trabalho após 7 anos. Iniciei um desenvolvimento mediúnico. Fiz cursos diversos. Me alegro em dizer que me transformei numa eterna aprendiz. Da vida e de mim mesma.

Durante muitos anos, uma das minhas fontes de renda era a formatação de trabalhos acadêmicos. Eu gostava muito, pois via ali a oportunidade de ler e aprender sobre assuntos diversos. E sabe? A vida é um eterno artigo a ser revisto, avaliado, formatado para o momento em que vivemos - e que pode, justamente, mudar a cada dia. As semanas se reiniciam, o calendário e as rotinas se repetem, mas nosso olhar pode sempre ser diferente. Reler a vida, as pessoas, as relações, nossas crenças. Acho que essa possibilidade é um dos maiores baratos da vida. 



Então, mais uma segunda-feira já está batendo às nossas portas. Eu sei dos vários compromissos e metas que tenho a cumprir e vou me esforçar para isso. Ainda assim, talvez não consiga todos e recentemente fui lembrada do poder positivo do fracasso. Uma faceta disso é a aprendizagem que cada situação nos traz, independente do resultado obtido. Não sei quais serão, mas acredito demais no tanto de coisa bacana que certamente terei a oportunidade de aprender nessa nova semana. 
Eu estou pronta e disposta. E você?

Desejo uma semana repleta de bons aprendizados.
Um beijo,
Cláudia

domingo, 16 de outubro de 2016

O sol de dentro da gente

Aqui no RS, passamos a semana passada em alerta metereológico de possíveis temporais. Muitas pessoas adiaram planos e ficaram invariavelmente já de mau humor aguardando as precipitações. O que só se confirmou hoje, domingo. Então, te pergunto: de que adiantou o sofrimento antecipado? E dias incontáveis de mau humor? Aliás, segundo a metereologia, agora que a chuva chegou, ela se estende por praticamente toda a semana. E aí, vamos ficar de cara fechada pra combinar com o clima?

Tenho um "mantra pessoal", que são falas que criei para mim mesma, para aguentar os solavancos da rotina e me fortalecer na caminhada. Entre eles estão, "eu só acordo para vencer", "viver é para os fortes", entre outros. Mas um dos meus prediletos é: "o que importa é o sol que brilha dentro da gente".

Nada é mais determinante do que a força do que vive em nosso peito e em nossa mente. Olhar a rotina e os acontecimentos da vida com o prisma da positividade e gratidão torna a caminhada mais leve e prazerosa, por mais íngreme ou estreito que seja o caminho.



Me vem à lembrança, um dia muito feliz que vivi. E sei que neste dia chovia muito. Porque alguém me alertou: "nossa, mas tu foste até lá e fizeste tudo isso, com esse tempo?" Ao que respondi: "Choveu? Nem notei". Obviamente que eu sabia da chuva, mas nada era mais importante do que vivenciar aquela alegria que acelerava meu coração naquele dia. Este sentimento era o sol que brilhava dentro de mim. Foi a ele que dei valor.

Podemos e somos convidados a fazer isso todos os dias de nossas vidas. Haverão os dias de sol, os dias nublados, os de refrescante chuva, os de temporais intensos. E haverão os arco-íris para nos lembrar que em tudo, pode-se ter cor e beleza. Não podemos pular o calendário para viver só os dias que nos agradam. Mas podemos manter sempre pulsando dentro da gente a força, a radiação, a luz de um sol emocional e mental.

Vamos juntos? Linda e iluminada semana pra vocês.
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ouvir e falar

Quando me formei na faculdade, em 1995, o paraninfo foi o jornalista Ruy Carlos Ostermann. Seu discurso era: sobre: Saber ouvir. Dizia ele que nós, só haveríamos de exercer bem nossas profissões, em qualquer um dos três segmentos da comunicação -jornalismo, publicidade e propaganda (o meu) ou relações públicas, se soubéssemos ouvir. Ouvir para falar? Eu havia feito o curso para escrever, para me tornar uma capacitada redatora! A questão é que acreditava que eu poderia ter algum dom com a escrita. Sempre me apresentei como sendo melhor na escrita do que na fala. Eis as reviravoltas que o mundo dá, eu abandono minha carreira por 7 longos anos. Porém, não abandonei os textos, criei um blog... e lá fui alimentando este amor com as palavras. No entanto, no início deste ano, um convite inusitado: tu não quer dar uma palestra? Para mães de crianças com deficiência, contar tua experiência, teu aprendizado, teu ponto de vista. Perguntei: quem haverá de querer me ouvir, uma desconhecida “mãe”? Mas, topei. E me apaixonei por este caminho. E de lá pra cá, tenho falado mais e mais. As mães em especial, se emocionam. Se sentem compreendidas. Ficam a refletir. Me abraçam e agradecem. Na última palestra, em Farropilha, uma das mães mais emocionadas veio me dizer que não tem um filho com deficiência. E ainda assim, meu relato lhe caiu como uma luva. Então lembro do primeiro momento inesquecível da fala de meu paraninfo. Sobre quando temos coisas boas a partilhar: “Mas você precisa falar disso o tempo todo, você precisa falar para as pessoas”.


As minhas palavras que nascem sempre do papel ou do teclado, ganham asas. E minhas falas começam a ir além do evento inicialmente destinado. Estou começando a montar uma agenda com outros locais, outros públicos. Estou sendo convidada a falar também de outras facetas de minha vida, outros temas. Me honra ter quem queira ouvir. Caminho lindo, não de ensinar, mas de trocar. E mais uma vez relembro o paraninfo: “Vamos falar menos, vamos ouvir mais. E quando nós falarmos, que nos ouçam". Busquei a faculdade para melhor escrever. Hoje me vejo locutora dos meus textos. Como já entendi e compartilhei nesta nova fase da minha vida, a palavra é meu destino. E hei de cumpri-lo.

domingo, 9 de outubro de 2016

Gracias a la vida

Quinta-feira passada sofri um assalto à mão armada. O segundo de minha vida. Não existem palavras para descrever o que passa na cabeça e no coração da gente numa situação dessas. Agora fica o trauma por um tempo, a desconfiança de qualquer pessoa que se aproxime da gente, na rua, a qualquer horário. Com tudo que se tem notícia sobre a violência nacional, sei que devo agradecer por estar viva. E aí, me caiu a maior ficha.

Quatro anos atrás eu enfrentei uma depressão profunda. Um processo acumulado de uns 3 anos. Chorava quando acordava de manhã, pois abrir os olhos significava que eu estava viva, teria que tocar aquele dia que me tinha sido concedido mais uma vez. Mas, ao longo destes dias, eu ficava pensando em maneiras de acabar com minha vida, modo pelo qual eu acreditava, teria fim o sofrimento que machucava minha alma. A cada rua que eu cruzava, pensava em me atirar na frente de algum veículo. Felizmente, eu nunca tive coragem.

O assalto dessa semana me mostrou o quanto estou curada. Eu tive um medo tremendo de morrer. Porque eu quero demais viver! Porque amo minha vida. Porque fui lembrada de tantas pessoas as quais sou importante e faria falta, que me amam. Porque ainda tenho tantos sonhos e planos futuros a realizar. A vida não é fácil. Mas é linda. Apaixonante. Instigante. Descobri que posso sempre extrair mais dela do que ela me oferece. E é isso que tenho feito, nos últimos três anos, a cada agora abençoado amanhecer que me é presenteado.


Como eu disse, fica o trauma, o medo. Mas como adoro ver a metade cheia do copo, quero terminar essa semana que me foi de uma grande provação, te lembrando sobre gratidão na adversidade; sobre como até o que é ruim pode ser uma oportunidade de reflexão e crescimento. Te falar que até o fim do poço, tem saída. Falo com propriedade eu já estive lá. Hoje, sou grata à minha vida! Seja grato à tua, à incrível chance que vais receber amanhã, quando o sol nascer, de tentar fazer ainda melhor.
Vamos juntos!

Um beijo,
Cláudia

domingo, 2 de outubro de 2016

Gratidão e vitória andam de mãos dadas

Hoje o nosso encontro de final de domingo é um pouco diferente.

Escrevo este texto ainda no sábado, pois trabalho com um vereador e domingo (amanhã) ficarei o dia todo envolvida com as eleições. Escrevo sem saber do resultado do pleito. E quero te falar de vitória e gratidão, para inspirar a semana que vai começar. Não, eu não sei, não tenho como saber se sairemos vencedores. Se manterei meu emprego. Trabalhamos arduamente para isso, mas o eleitor é quem é o verdadeiro soberano. Mas, não é disso que quero falar.

Quero te contar que, independente do resultado de amanhã, estou grata. E sei que venci. Estou grata por todas as oportunidades que esta recente experiência profissional me trouxe. Grata pelos colegas, pelas pessoas que conheci, as situações que vivi, o conhecimento adquirido. E venci, pois a cada dia, aprendi algo novo. A superar alguma insegurança. A desejar novos objetivos. Talvez, na hora em que consiga publicar este texto, as notícias não sejam as que espero. Te digo: não mudarão meus sentimentos.
E essa é a dica, o convite para a próxima semana: seja grato. Independente da situação. Não espere garantias de sucesso da vida para depois agradecer por elas. Seja grato pelo agora. Seja grato por aquilo que parece difícil de agradecer, pois sempre há na dificuldade imensas oportunidades de evolução. E que saber? Eu acredito que esse é o segredinho daquelas pessoas que nós costumamos chamar de vitoriosas. Olhar absolutamente tudo com entusiasmo, confiança e gratidão te abrem novas perspectivas. Olhar com pessimismo só te incentiva a desistir. 

Eu sou grata pelo que vivi, independente do que o amanhã me reserva. Pois sei seguramente que a soma de minhas experiências – boas e más – me prepara para lidar de forma cada vez melhor com o que virá.

Se tua semana terminou de maneira difícil, agradeça. Ela te preparou para tirar de letra futuros obstáculos, se eles vierem. Ou te farão aproveitar ainda melhor as alegrias que te estão reservadas. Se ela inicia com boas perspectivas, agradeça! Certamente os dias bons são frutos daqueles não tão bons assim que tu já venceste.


Gratidão e vitória andam de mãos dadas. Junte-se a elas e tenha uma linda semana.

Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Missão e Propósito: quais os teus?

Em meu processo de Coaching, “travei” em escrever sobre minha Missão e Propósito acerca do meu objetivo traçado. Confessei para minha Coach que é uma tarefa bastante difícil. Viajando em meus pensamentos, meu objetivo dentre desse estudo é alcançar um determinado status pessoal e profissional que me traga realização. E sendo realizada, serei feliz. Logo, acho que o desafio é pensar quais os caminhos que podem nos conduzir mais efetivamente à almejada felicidade.

O dicionário trata ambas como praticamente sinônimos. Missão é uma tarefa, uma incumbência, uma obrigação, um propósito. Propósito, por sua vez, é a intenção, projeto, objetivo. Na folha do meu exercício de Coaching, a frase: Missão é um propósito que atrai a pessoa para a vida.

Confabulando a respeito, a distinção que faço é que minha missão é aquilo que estou destinada ou determinada a fazer; o propósito é qual o sentido disso tudo.

Eu diria que minha missão é ajudar as pessoas. Sim. Pode parecer até prepotente de minha parte. Mas é isso que gosto, quero e acho que sei fazer. É o que procuro fazer no meu trabalho, orientando pessoas sobre seus direitos, especialmente famílias com filhos deficientes ou alguma necessidade especial. É o que faço quando sou procurada para um atendimento em reiki ou tarô ou quando realizo meu trabalho espiritual. Tornou-se um caminho natural aqui no blog, quando compartilhei minhas experiências. É o que me gratifica quando dou minhas palestras.

E sabe, vou te contar uma coisa. Eu quero te ajudar. Eu, que sofri um sentimento de abandono na infância, bulling, fui vítima de violência doméstica, tive depressão profunda e um filho com deficiência por erro médico. Eu que passei grande parte da minha vida achando que era uma coitadinha, uma sofredora.

Pois eu virei o jogo. Entendi e decidi que de coitadinha não tenho nada. E que minha vida corre por minhas mãos. Me coube tomar-lhe as rédeas. É isso que tento mostrar com minha vida. Dá pra virar o jogo. Dá pra mudar, crescer, transmutar, vencer. Um dia de cada vez. Mas dá. Falo de atitudes, de pensamento, mas na prática. Pense, queira e faça acontecer.

Então, descubro que este é o meu propósito. Fazer diferente. E, quiçá, fazer diferença na vida de alguém. Quando minha orientação a uma família mostra como conseguir algum direito garantido em lei para sua criança e isso lhe traz alento. Quando meu atendimento holístico devolve esperança a alguém que está se sentindo desorientado. Quando alguém lê minhas palavras e me agradece porque a mensagem a sensibilizou. Quando recebo um abraço de gratidão após cada palestra. Quando toco o coração do outro. E o meu bate mais forte por isso.


Missão e propósito não precisam ser, necessariamente, grandiosos materialmente, ou facilmente quantificados ao olhar dos outros. Basta que te motivem a acordar todo dia e arregaçar as mangas com vontade. Que te deixe com aquele brilho inconfundível no olho. Que te recarregue com vontade de fazer mais e mais. Eu acho que encontrei os meus.


domingo, 25 de setembro de 2016

Bons sentimentos são exercícios

Estava aqui pensando em alguns feedbacks que recebo das pessoas de meu convívio, amigas próximas, leitores do blog, amigos de redes sociais, de qualidades positivas que, generosamente, enxergam em mim. Alegria, bom humor, determinação, positividade, são algumas listadas.

Vou confessar para vocês.
Eu não sou assim.
Mas me esforço muito para ser.

Sou ansiosa, mas me esforço para ter serenidade. Meu humor é oscilante, mas me esforço para mantê-lo no patamar mais elevado possível. Sou insegura, mas uso de todas as ferramentas que disponho para aflorar meu lado mais motivado. Enfim, eu luto brava e constantemente para reverter o jogo.

Dentre os tantos aprendizados que a vida me trouxe, acredito que o maior deles foi o de que "a felicidade é um hábito". Ouvi isso num vídeo e me marcou demais. E hábitos se constroem. Se cultivam - e o cultivo, nem sempre é fácil. Pelo contrário, se exige empenho, tempo, cuidado. Os bons sentimentos que carregamos no peito e vida afora são exercícios. Se não os cultuarmos diariamente, tais como músculos, eles enfraquecem e deixam de existir.


Exercito meu bom humor. Uma querida amiga disse dia desses que adora minha capacidade de fazer piada de mim mesma. Respondi: prefiro ser caricata à infeliz. Exercito minha fé de que tudo vai dar certo, sempre da melhor forma. Prefiro ser utópica à pessimista. Exercito minha tenacidade, lutando contra árduos obstáculos. Prefiro insistir do que desistir. Exercito. Alguns dias, falho. Tudo bem. No outro, sigo exercitando. 

Os maus sentimentos nada me agregam. Tornam meus dias e minha vida sem sentido, um muro de lamentações. Os bons sentimentos me trazem razões para continuar. Justificam, com sua existência, todos os caminhos percorridos, apesar das asperezas. Então, eu quero ser feliz, motivada, forte, bem humorada, amorosa, grata, sensível, amiga, dedicada, batalhadora, competente, inspirada. E para isso, eu exercito este querer todos os dias. É mesmo incrível a capacidade que ele tem.

Hoje, de novo, é aquela horinha de começar a se organizar para a semana que vai começar. Minha dica é: queira ser feliz. Deseje ser positivo, motivado, alegre, grato por sua rotina. Motivos para o contrário devem existir às pencas. Abra os olhos e coração para ver os ganhos que exercitar os bons sentimentos vão te trazer. 

Repito: Queira ser feliz. E seja!

Uma semana cheia de bons exercícios a todos! Depois, deixa nos comentários, como tem sido. 

Um beijo,
Cláudia

domingo, 18 de setembro de 2016

Bota fé e vai!

Na minha palestra “Desafios e Possibilidades da Deficiência”, um dos tópicos fala de fé. Sem levantar bandeiras em prol de uma ou outra religião e/ou crença. Mas eu falo que acredito que por mais pragmática, materialista ou objetiva que a pessoa se considere, existem experiências na vida que praticamente inviabilizam a teoria de que somos apenas um conjunto de átomos e que existimos somente durante o breve espaço entre nascer e morrer.

Tudo há de ter um porquê. Um motivo. Ou, como eu prefiro denominar, uma missão, um propósito. Não entra em minha cabeça que recebamos diariamente, um caminhão de desafios a serem superados por nada. Que grandes tristezas tenham que ser enfrentadas por mero acaso. Ou até mesmo que imensas e, por vezes, inesperadas alegrias, batam despretensiosamente na porta de cada um.

Em primeiro lugar, quando a gente tem fé, a gente acredita no amanhã, com confiança e sem ansiedade. Quando a gente crê que a vida é algo além de nossas forças físicas, nos conectamos com ela em sua essência, apreciando sua beleza. Quando olho para as maravilhas da natureza, evidenciado num lindo pôr do sol, por exemplo, eu posso trazer todas as leis da química, física e biologia para justificá-lo. Ah, mas para explicar o encantamento com o qual ele nos toca... Aí surge o nome de Deus, de Buda, de Oxalá, de uma deusa mitológica ou da energia universal. E esta apreciação, unida a esta fé em algo além das evidências materiais, nos preenche de sentimentos bons. De positividade. De esperança. De ternura. De contemplação.


E estar preenchido de sentimentos bons, aí a neurociência comprova, é um grande portal de entrada para coisas ainda melhores – físicas, psíquicas, emocionais. E quem não quer o melhor para si mesmo? Então, encerrando o domingão, te faço um convite. No lugar da lamentação pelo término do final de semana, vamos colocar fé? No lugar do cansaço e mau humor antecipado pela segunda-feira, vamos colocar fé? Fé de que tudo vai dar certo. Fé na tua capacidade de realização. Fé nos teus projetos e sonhos. Fé em Deus, num orixá, na Bíblia ou no Livro de Mórmon, numa imagem, num patuá, oração ou ritual, se assim te fizer sentir ainda mais confiante. Mas, principalmente, bora botar fé na vida? Uma vida mais feliz depende essencialmente de acreditar que ela é possível. Bota fé e vai! Depois, aqui nos comentários ou na nossa página do Facebook, me conta como foi!

Uma semana inspiradora e motivada a todos!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tempo de Florir

E as respostas, vêm da Natureza. Vivo dias difíceis, onde a ansiedade é meu maior inimigo. Quando?, me pergunto. Quando parar de desejar fixamente? Quando estiver distraída? No tempo de Deus, eu sei... Mas árdua tarefa aguardar o agir dEle e não seguir se perguntando... Quando? Mais uma vez a resposta veio do meu humilde pomar. Fui colher limões para um suco e minha atenção é desviada... Olho mais de uma vez. Não sei o nome desta planta. Sei apenas que ela gera uma linda flor alaranjada. Era uma das paixões de minha querida vó Piti. Quando saí de Porto Alegre e vim para Canoas, em dezembro de 2003, trouxe várias mudas comigo. Mas, ao longo destes anos, ela nunca floresceu. Nunca. Uns tempos atrás, fitei-a no pátio e me perguntei se não seria tempo de deixá-la morrer. Porém, mesmo sem flor, ela seguia viva. Qual o propósito, se não florescia? Pois hoje, quase 13 anos depois, seu colorido alaranjado desviou meu olhar do limoeiro. Carregada de botões em flor. Eu, que nem acreditava mais rever esta cena, me emocionei. Ela está florindo. Quando as flores deixaram de ser alvo de ansiedade e preocupação. Quando não havia ninguém observando. No tempo que foi necessário, ela volta a se abrir em flor.
Coincidentemente minha mãe deu uma passada rápida aqui em casa e lhe comentei o fato. "Bah, então este é o ano das flores, me disse ela", relembrando da outra muda de flor que cultivo e que demorou exatamente 364 dias para voltar a florir.
A natureza, minha mãe, o Universo, todos juntos trazem as respostas.
Calma, Cláudia. Serena teu coração. Teu jardim também está prestes a se abrir em flor. Enquanto o dia não chega, aprecia a companhia dos limões, das kalanchoes, a colheita da arruda, do gengibre e o reflorescer do manjericão. Ou seja, desfruta das paisagens e sabores que a vida te oferta, enquanto não desabrocham tuas flores. Vive e confia. A primavera - da tua vida - está chegando.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A palavra é o meu destino

Eu aprendi a escrever sozinha, aos cinco anos de idade. Guiada pelo dedo indicador de minha mãe, que me lia gibis em seu colo, fui linkando as letras e formando as palavras. Quando ingressei na escola, aos seis então, eu já estava mais do que familiarizada com elas, apaixonada. E decretei: quando crescer, vou ser escritora.

Aos 10 anos, já com uma coleção de poesias e textos autorais, além de uma grande intimidade em leituras diárias com o jornal Correio do Povo em seu tradicional formato tablóide, escolhi a futura faculdade: Jornalismo. Escolha esta que, ditada pela alma livre dos meus 17 aninhos - quando da inscrição para o vestibular - virou Publicidade, pois eu desejava maior autonomia criativa a meus textos.


No caminho, desvios, decepções... e eu parecia me afastar do destino traçado por aquela menina de cinco anos. Em 2004, no auge da frustração profissional, criei meu primeiro blog. Neles, liberdade para minhas crônicas e ideias, traduzidas em palavras. Confesso que este primeiro blog, tinha apenas três leitores assíduos e fiéis. Hoje tenho convicção, mais pelo generoso afeto de suas amizades para comigo do que propriamente por meu talento literário.

Em 2005, nasceu Caio, meu segundo filho. E sua chegada um tanto conturbada - fruto de uma gravidez não planejada, prematuro, risco de vida, pai do outro lado do planeta - foi a mola propulsora para que, mais uma vez, eu me agarrasse às palavras. Fiz do blog meu diário, meu primeiro grande terapeuta, meu confidente, durante os 55 dias que Caio ficou na UTI Neonatal. E eis que um dia, recebo um email, de uma moça, se identificando ser de Campinas, que tinha lido minha história, estava solidária ao que eu passava, torcia por Caio. E chegou outro email, de outra moça, de Minas Gerais. E outro, de São Paulo. Do Rio de Janeiro. De Portugal! Dos Estados Unidos! Como assim? O que tinha acontecido? No fundo, eu sabia a resposta, desde o início. Ainda que fossem textos de caráter extremamente pessoal, minhas palavras tinham tocado o coração das pessoas.

E contextualizem este alcance, em tempos que as redes sociais engatinhavam. O finado Orkut era bebê. Não haviam os compartilhamentos de posts e tantas outras facilidades digitais. Internet banda larga ainda era raridade. Pois meus textos me linkaram a pessoas. Criaram laços de afetos e oportunidades. De viagens. De trabalho. De ajudas a meu filho.

Para quem não sabe, está chegando agora, meu filho caçula tem paralisia cerebral. E por conta disto, fiquei sete longos anos afastada do mercado publicitário. Deixei de ser redatora. Mas nunca deixei de escrever.Entre meus hábitos, ter sempre à mão, uma pequena caderneta e um caneta. Uma paisagem vista de dentro do ônibus. Uma situação cotidiana. Um pensamento. Tudo pode virar inspiração com uma necessidade urgente e quase imediata de se transformar em palavras. Sim, sempre elas... As palavras. Que me trouxeram ao lugar que estou, que me fizeram ser quem sou hoje.





E quem eu sou hoje? Ainda uma aprendiz da vida. Ainda uma apaixonada pelas palavras (ainda bem!!!). Nascidas em meus textos, elas hoje tomam minha voz. E falo sobre como cheguei até aqui. Falo do que vi da vida. De uma trajetória que nem sempre me sorriu, mas que eu decidi sorrir pra ela. Falo sobre vencer a si mesmo. Sobre a felicidade como escolha e como hábito. Sim, eu recebi apoios, procurei ajudas, não andei sozinha. Mas a iniciativa transformadora sempre partiu de mim. 





Eu sou a autora de minha própria história.
E a palavra é o meu destino.

Sejam bem-vindos à nova fase do Meus Frutos!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

A fralda Jota

Há cerca de um mês, Caio deixou de usar fraldas infantis (ele usava XXG) e passou a usar fraldas J. Jota de Juvenil. Uma escala antes dos tamanhos de adulto. Foi o natural caminho de seu crescimento e resultado também dos 12 quilos a mais pós gastrostomia. Mas sinto a necessidade de compartilhar que, por isto, vivo mais um luto.

Houve um tempo em que ele até ensaiou um desfralde. Mas, não conseguiu ir adiante. 
E a mim, é inevitável não sentir cada "não" com o triste sentimento de fracasso. Sim, sou ciente de tudo o que já conquistamos, tão enormemente além dos prognósticos iniciais. Mas não conseguir, ainda machuca. 

Penso que cada "não consequimos" nos afasta da normalidade que eu tanto idealizei (e, aí atentem, estou falando de mim, exclusivamente de meus sentimentos). Algumas vezes, o não me assombra com fantasmas futuros: Como serão as dificuldades, responsabilidades e até mesmo complicações mais adiante? Cada não, é uma luta que foi perdida. Apesar de todo o nosso empenho. Ao mesmo tempo, o não me lembra que, apesar de tudo, a gente vai seguir. Que a dor, que agora acolho, também vai passar. Um dia, talvez volte aqui e fale da superação dela.

E esta é a insistente sementinha que ando querendo distribuir por aí, quando falo em aceitação. Aceito toda nossa trajetória e tudo o que vivemos até aqui. Mas também sei que alguns momentos serão mais difíceis do que outros; ainda que apenas inicialmente, ainda que só aqui dentro do meu coração. Aceito e acolho meu sofrimento pela confirmação de um filho pré adolescente que precisa usar fraldas. Não julgo se estou certa ou errada em sentir assim, pois afinal é exatamente assim que sinto. Aceito. Sei que fizemos nosso melhor. E tento ver que não é que este esforço não foi suficiente. Foi na medida para nos trazer ao patamar que estamos hoje. Abraço minha frustração e digo a ela: tudo bem, tu também vens para me fazer crescer. Hei de entender, logo mais.

Coragem para mudar o que se pode mudar, serenidade para aceitar o que não se pode mudar e sabedoria para distinguir uma situação da outra, eternizou São Francisco. Serenidade. Palavra linda. Conquistada. Estou triste. Mas serena. Já mudamos tantas coisas... Já sorrimos por tantas árduas vitórias. Uma fralda Jota é apenas mais uma lição que fica. No caminho, nem tudo é flor. Mas tudo pode virar fruto.


segunda-feira, 14 de março de 2016

Prematuridade e o tempo

Hoje é o Dia do Prematuro. Segundo a literatura médica, prematuro é o bebê nascido antes das 37 semanas de gestação. Caio, que veio ao mundo com 33 semanas e 5 dias, é considerado um prematuro moderado. Sua paralisia cerebral e sequelas não são resultado desta prematuridade. Clínica e juridicamente foi comprovado que deveriam ter deixado ele estrear no mundo no dia em que ele escolheu - 12 de maio. Cinco dias contra o tempo escolhido por ele e meu organismo, mudaram toda a história. E ao longo destes quase 11 anos, não foram poucas as vezes em que me questionei sobre este grande Mestre: o Tempo.

Sempre digo que Caio nasceu com urgência de viver. Não quis esperar julho despontar, como indicava o acompanhamento de pré-natal. E vindo, chegou para experimentar e causar todas as mais fortes emoções juntas: medo, coragem, dor, fé, doação, impotência, generosidade. Menino que nasceu intenso.

Lembro quando ele completou seu primeiro mês de vida na UTI. Quis lamentar ele não estar em casa. Ao contrário, celebrei este precioso, até mesmo inimaginável, tempo de vida. O tempo foi meu aliado. E foi também meu carrasco quando a alta hospitalar nunca vinha - 30, 42, 55 dias. E então ela chegou! E teríamos todo o tempo do mundo!
Tempo para descobrir que ele não fazia nada ao tempo tradicional. Não sorriu. Não sentou. Não andou. Não falou. Tempo de entender que dali pra frente, a vida deixava de ser guiada pelo calendário e passaria a ser medida pelo alcance. Quão longe conseguimos ir.

Se ele não viveria um ano, segundo os prognósticos mais otimistas; estamos às vésperas de celebrar seu décimo primeiro aniversário. Se ele não sorriria... A vida, o amor, lhe ensinaram. E isto, ele nunca mais desaprendeu. Se ele teria um grave comprometimento; hoje ele é o feliz aluno da quarta série do ensino regular. Se nada seria possível; hoje tudo é uma possibilidade. Talvez melhore sua comunicação, talvez consiga ainda algum tipo de marcha - mesmo que não independente. Quanto tempo passou? Nem lembro mais! 
O fato é que aquele valente bebezinho prematuro tem chegado bem longe.

Não foram poucas as vezes em que quis voltar no calendário e mudar aquele nosso maio de 2005. O tempo - sempre ele - me trouxe o entendimento e a paz de que está tudo certo. O tempo não erra; não há cedo ou tarde. Caio pode ser prematuro, mas nasceu no tempo certo. Cumprimos nosso destino, este nosso reencontro foi muito bem planejado. Desde os mais antigos tempos a gente combinou de amar um ao outro. E assim tem sido!