segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Palestra Parque Germânia - Porto Alegre

Palestra "Ser Mãe é Sempre Especial: desafios e possibilidades da deficiência" realizada no evento Uma Tarde Especial no Parque. Edição Parque Germânia - Porto Alegre, 27 de janeiro de 2018.









quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Os presentes de Caio

No último sábado, estávamos na praia há pouco mais de 24 horas, quando Caio começou a passar mal. Chorava muito, aparentemente de dor, e não conseguia abrir os olhinhos, que lacrimejavam. Ainda na incerteza da necessidade de levá-lo ao atendimento de emergência, estávamos comendo crepe na praça central. Mas seu choro foi ficando alto, forte, insistente. Então um vendedor ambulante se aproximou e nos deu seu "bastão" de luzes piscantes. E me disse: "Pega para o menino, talvez ele goste". Meu filho mais velho comentou: "Ele deve estar vendendo bem pra dar um pro Caio". Expliquei a ele que não era disso que se tratava. Mas de um olhar empático e generoso, tentando aplacar ou atenuar o choro de uma criança. Se tratava de carinho.
Com alguma frequência, Caio é presenteado na rua. Sempre me emociono. Tem o balão da Pequena Sereia que ele ganhou em 2015, de uma moradora de rua, cujos pertences cabiam num carrinho de supermercado, quando saíamos do Hospital da Criança Santo Antônio, em consulta pré gastrostomia. Ela deu acompanhada da frase "Toma, menino bonito, para te fazer ainda mais alegre". O balão está conosco até hoje.
Outra vez, estávamos no ônibus apertado, não adaptado, fim de tarde, voltando da fisioterapia. Um homem começa a conservar comigo, pergunta a história do sorridente garotinho. Fica com os olhos cheios d'água e me pede permissão pra tirar sua corrente do pescoço com o símbolo do Superman e colocar em Caio, junto de um beijo. "Herói é ele", me diz.


Penso no porquê meu filho ser tão presenteado. Acho que é uma retribuição. De quem vê ele com o coração e, por isso, além das limitações. Para quem enxerga a alma linda, um verdadeiro presente do Universo. Um presente que traz em sua própria existência mensagens de força, coragem, amor à vida e alegria acima de tudo. Um presente que não deixa morrer em mim a fé na bondade humana.
Obrigada, filho

domingo, 7 de janeiro de 2018

Eu sou feliz agora

Algumas pessoas me cobraram que deixei a contagem dos 30 dias felizes lá no 24. E sabem?! Fiquei muito feliz por isso. Porque esse era o propósito do exercício: encontrar tantos motivos diários de ser feliz de modo a felicidade ser natural.
Eu poderia enumerar pra vocês. Teve dia minha felicidade foram as amizades que tenho. Noutro, me sentir fazendo diferença na vida de outras pessoas, com o tarô cigano. Fui feliz por poder ficar de pernas pro ar, pois estou de férias. Em algum momento, minha felicidade foi fazer tudo certinho no meu processo de reeducação alimentar e emagrecimento.

Não, os dias não têm sido só festa. Tivemos problemas, lágrimas e inseguranças. Mas todo dia, havia um motivo para sorrir momentaneamente ou acreditar que isso logo seria possível. Essa disposição, pra mim, atende pelo nome de... FELICIDADE!
Nessa pequena brincadeira, tive o entendimento claro de algo que acredito muito: SER FELIZ É UM HÁBITO.


O que eu quero dizer pra vocês, já que o ano recém começou, é SEJAM FELIZES neste 2018. Mas não vinculem a felicidade a metas ou datas. Se teus planos de concretizarem, MAIS feliz tu serás. Mas seja hoje. Seja agora. É tudo o que temos! Não desperdiça essa maravilhosa oportunidade. Se te parece impossível, pratica esse exercício... Uma felicidade por dia. E quando perceberes, vários dias, toda uma vida feliz foi vivida. ❤️

domingo, 31 de dezembro de 2017

2017: o ano do exercício

O verbo que define meu 2017 foi exercitar.
Exercitei a tolerância e a empatia para julgar menos o outro. Nem sempre consegui, mas tentei com todo o meu coração. Exercitei a amorosidade com meu próximo e na maioria das vezes, ela foi vencedora. Exercitei meu corpo e aprendi que os limites que eu conhecia podem ser superados. Exercitei meu modelo mental e resignifiquei minha relação com a comida. Emagreci, perdi um pouco do controle, retomei, mas cada vez adquiro mais autoconhecimento. Exercitei o amor próprio e pela primeira vez na vida tento aceitar com simplicidade meus medos, limitações, traumas. Entendo que ajo da melhor forma dentro das condições vividas e do meu atual nível de consciência. Exercitei a fé e aprendi que a conexão com o Sagrado é o que dá sentido à nossa existência. Exercitei a fala, a escrita e me sinto cada vez mais caminhando ao encontro do meu propósito.

2017 não foi um ano fácil. Mas dentro de tudo que busco aprender, foi mais leve. Porque tudo que fiz me preparou para o mais importante exercício: o da FELICIDADE. Reconhecer os momentos felizes, que são possíveis mesmo em meio a acontecimentos desafiadores. Exercer aquela máxima de que se não posso escolher o que tenho que enfrentar, posso escolher como reagir diante de cada situação. E aí, eu ouso dizer: exercitei a corajosa decisão de ser feliz.



Por isso, deposito todas as minhas fichas em 2018. O ano de amadurecer frutos cultivados com tanto afinco. O ano da colheita. O ano, como lindamente determinou uma amiga minha, de FELICIDADE SEM FIM 2018.
Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dia 24 - A felicidade de apostar no futuro

Hoje foi o último dia útil de 2017 e eu fiquei muito feliz em dedicar parte dele para investir em 2018. Adquiri uma agenda do projeto Café Combustível, da minha amiga e ex-colega de faculdade, Laura Glüer. E realizei uma mentoria sobre Gestão do Tempo. Laura é jornalista, mestre e doutora em Comunicação e ministra cursos há mais de 15 anos na área de Gestão do Tempo.
Pude receber dicas e exercícios valiosos para otimizar meu tempo, fazer meus dias renderem e justamente encontrar tempo para realizar meus projetos para o próximo ano. E vou dizer pra vocês, não são poucos, não!



Saí de nosso encontro extremamente confiante, motivada e feliz. Pra mim, 2018 já começou. Agora é arregaçar as mangas e lutar pra ser ainda mais feliz!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dia 23 - Lutando por minha felicidade

Minha felicidade de hoje foi juntar coragem e força de vontade e ter voltado para os treinos de Muay Thai. Fiquei 3 meses afastada e acabei criando o medo de voltar, pois certamente perdi o preparo físico.
Lembrei onde já estive (e não quero voltar), foquei onde ainda desejo chegar. E para isso, é preciso atitude.

Fiquei feliz com minha persistência. O treino foi ótimo, percebi o quanto posso ultrapassar os limites do meu corpo e o quanto faz muuuito bem ao meu mental. Voltei pra casa e, no lugar de cansaço, uma injeção de adrenalina e felicidade.


Quero seguir perdendo peso. Quero seguir cuidando da minha saúde. Não desejo mais voltar a ser sedentária. Quero seguir me desafiando, pois se tem uma coisa que 2017 me ensinou é que capacidade eu tenho de sobra.
Tenho lutado bravamente por minha felicidade. E isso por si só me enche de orgulho e alegria.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Dia 22 - A felicidade de ter deixado doer

Desde ontem tá rolando forte um texto na internet que é um desabafo de uma mãe "especial" sobre a maternidade do filho com deficiência não ser, de longe, como um dia foi sonhado.
Nas minhas palestras a famílias, falo que é necessário viver o luto do filho perfeito, sentimento absolutamente compreensível. É necessário deixar doer até sangrar. Para, quem sabe, possamos abrir espaço para uma aceitação que - longe do estigma de "santidade" que envolve a maternidade nesses casos - nos permita ver quão enriquecedora pode ser a vida com nossos filhos e sua deficiência.
Apóio integralmente que se permita sentir a dor, ela nada tira do amor que temos por nossos pequenos. A única parte que achei triste, foi da autora dizer que não sonha mais, apenas vive o hoje.


Olho pra Caio. Agradeço todas as dores que me permito sentir. Elas me prepararam para ser feliz pelo que temos hoje. Não, não foi nada do que sonhei. Mas tem sido muito mais intenso e transformador do que eu jamais poderia imaginar. E justamente por isso, seguimos sonhando.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Dia 21 - A felicidade me visitou hoje

Jobim escreveu que "é impossível ser feliz sozinho". Alguns autores, defendem que a felicidade é algo que depende exclusivamente do comprometimento do indivíduo consigo e seus propósitos. Pode ser. Mas tem gente que deixa o caminho mais leve, mais colorido. Tem gente de energia boa, que sempre vale à pena ter pertinho, porque transformam o mais simples momento em celebração de coisas igualmente boas, como a alegria de viver.
Isso eu aprendi muito conhecendo essa linda família Kern, que tive a honra de receber hoje pela manhã. Tem o Mário, que estava no carro na hora da foto e o mulherio rodeando Caio.
Talvez seja possível ser feliz sozinho. Mas cercada de gente do bem, como a Rosane, Carol, Luiza e Cecília, fica bem mais fácil e gostoso.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Dia 20 - A felicidade de fazer parte

Minha felicidade de Natal foi estar com minha família. Mais especificamente com minhas primas e tias. Com minha ancestralidade, minhas raízes. Com mulheres fortes. Como eu. Nos reconhecemos, amparamos e celebramos.
Tenho uma história familiar um pouco complexa, pois não fui criada exatamente junto a elas. Mas o sangue puxa, como diria minha vó. E reconstruímos nossa história, nosso afeto. Hoje sei que nunca vou estar sozinha. E sou muito, muito grata por pertencer a esta família: a minha.


domingo, 24 de dezembro de 2017

Carta ao bom velhinho

Caro Papai Noel,
sim eu ainda acredito em ti. Talvez tu não possas trazer o que de mais importante a gente deseje ou precise, porque a vida me ensinou que nossos sonhos e objetivos dependem de nós, de nossa atitude e perseverança. 
Mas eu realmente acredito que tu és um mensageiro do Pai Maior. Ou uma espécie de cerimoniaista do aniversário do filho dEle. E sob tua influência a gente exibe nossos sentimentos mais bonitos: a fé, solidariedade, amor ao próximo... Mas sabe, eu acredito que se esses sentimentos vivem dentro de nós por uns dias, é porque eles realmente existem e podem ser expressos sempre.
Vou te contar que esse foi um ano bacana. Desafiador, como é a própria vida. Mas por diversas vezes pude me sentir presenteada. Então, embora tenha aí uma meia dúzia de coisas que eu gostaria de ganhar, eu quero te agradecer. Porque acho que isso que as pessoas chamam de espírito natalino me acompanhou boa parte do ano. Tentei amar, ser solidária e empática muitas vezes. Nem sempre eu consegui, mas é aquela coisa: a disposição existe em mim. Seguirei exercitando.
Pra não quebrar a tradição, te mando essa cartinha. Meus pedidos?! CORAGEM para seguir na busca do que desejo pra mim e meus filhos. Para encontrar força naqueles dias em que ela parece desaparecer. De continuar buscando o autoconhecimento, pois quanto mais me conheço, mais me conecto ao Universo, ao meu propósito de vida e ao meu próximo. E PAZ. A tranquilidade de estar escolhendo as melhores sementes e me dedicando ao seu cultivo. Para ser amorosa com meus humanos defeitos, ciente de que sigo a cada dia buscando minha melhor versão. E ter paciência com o tempo e com aquilo que me foi destinado. Embora tenha dias em que eu questione, sei que a Sabedoria Divina, me reservou o melhor.



É isso, Noel. Anotou? Então leva pro Chefe Supremo, com uma recomendação carinhosa. Eu aqui, vou seguir fazendo a minha parte.
FELIZ NATAL.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Dia 19 - Felicidade que se partilha

A felicidade de hoje foi sentida com a visita dela. Da grande irmã que a vida me deu há mais de 25 anos. Quando falo dela, falo da pessoa para quem confessei meu lado mais obscuro. Para quem abri meu coração nos momentos mais difíceis e mostrei mágoas e desejos nada nobres. E ela permaneceu.
Falo da pessoa que em todas as circunstâncias me compreende. E mesmo que não concorde comigo, me aceita. Que ama profundamente meus filhos. Com quem partilho segredos, sonhos, risadas.


É muito bom encontrar a felicidade em nós mesmos. Mas ela fica muito melhor e mais bonita quando partilhada. A minha, eu hoje partilhei com minha amiga-irmã-comadre Janaína.

Dia 18 - Felicidade que se aprende

Minha felicidade de ontem veio do meu filho. 12 anos, com paralisia cerebral e síndrome convulsiva. Bebê condenado a viver no máximo um ano, em estado vegetativo, segundo prognósticos médicos.
Estudante feliz do ensino regular na rede municipal de nossa cidade. Aprovado para o sexto ano! Com evidentes limitações. Mas com infinitas possibilidades. Inserido principalmente pelo afeto e respeito de seus colegas e professores.


Menino mestre em ensinar a felicidade a quem estiver de coração aberto para aprender com ele.

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Dia 17 - A felicidade em outras mãos

Minha grande felicidade de hoje foi ter buscado ajuda em meu processo evolutivo e de cura. Foi ter me permitido durante cerca de uma hora receber um atendimento em Barras de Access. Foi uma feliz conspiração do Universo pra ela acontecer justo hoje, justo nessa semana, pelas mãos dessa "menina" com quem tanto troco e aprendo nos últimos 5 anos.

Gabriela Ramires, Fisioterapeuta de meu filho, Kid Coach e agora praticante certificada em Barras. Uma curiosa aprendiz da vida, uma doadora de amor e boas energias. Literalmente em suas mãos, depositei minha vontade de ser feliz. E foi maravilhoso. A gente consegue aprender que nossa felicidade não pode depender de outras pessoas, ela é nossa. Mas algumas, certamente nos ajudam a reconhecê-la. Sou feliz por me relacionar com pessoas assim. Sou feliz por seguir buscando o autoconhecimento e uma vida equilibrada. 



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Dia 16 - Feliz pela ancestralidade

Minha felicidade de ontem, numa semana especialmente desafiadora, foi receber um carinho em forma do chá feito pela minha mãe.



O chá de capim cidró que cultivo em casa tem outro sabor quando colhido e colocado em infusão por minha mãe. Sempre tivemos uma relação conturbada, mas acredito que o vínculo maior prevalece. Acalma mais talvez pelo carinho. Pela força da ancestralidade que me ensina a cura pela natureza. Pelo colo materno.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Dia 15 - A felicidade como um porto seguro

Ontem foi um dia com algumas felicidades. Mas no final dele, veio a tempestade. Me sentindo perdida, insegura, a felicidade bate à minha porta através do teu olhar. Olhar de amor, encantamento, entrega. Olhar de quase veneração, o que torna minha responsabilidade de te amar ainda maior.
Teu olhar e teu amor vêem em mim um porto seguro e eu reflito esse sentimento pra ti: és tu fonte da minha coragem de seguir em frente. 



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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Dia 14 - Fragilidade, fortaleza, felicidade

Hoje foi um dia difícil. Precisei assumir minha fragilidade e pedir colo. Durante muito tempo, relutava em pedir ajuda ou um simples ombro pra chorar. Hoje eu me permiti. E recebi.
Em forma de Reiki, em forma do abraço de uma amiga, de palavras encorajadoras de outras. E eu, que ando às voltas com a leitura de tarô cigano para o fim de ano, tive cartinhas envia
das para mim. O Universo e a espiritualidade também acolheram o meu pranto e me trouxeram uma linda e esperançosa resposta.


Frágil, peço colo. Acarinhada me fortaleço. E no meio de provações, sou feliz. Porque tenho amigos, tenho afetos sinceros conquistados e tenho proteção divina.

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domingo, 17 de dezembro de 2017

Dia 13 - Dia e noite feliz

Minha felicidade de hoje veio na forma do presépio de minha querida vózinha.

Primeiro porque fim de ano sempre é época de reavaliações. Os últimos anos não me têm sido fáceis. Os mais recentes, têm dificuldades, mas têm alegrias, fruto de minhas escolhas conscientes. Então valorizo os ganhos e deixo o espírito festivo e esperançoso do Natal tomar conta. Decorei minha casa para 
esperar as festas.

E depois, porque o presépio herdado de minha vó só me remete a lembranças felizes. Me faz senti-la juntinho de mim. O presépio de minha vó é seu amor materializado além da vida. E por ter conhecido um amor assim sou grata e feliz.

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sábado, 16 de dezembro de 2017

Dia 12 - F de fé, de felicidade

Hoje fui feliz porque tenho minha fé. Porque quando nada faz sentido, ela traz respostas. Ainda que a resposta seja apenas confiar de olhos fechados no que veio, no que é e no que virá.
Sou feliz porque a fé me faz melhor. Me faz humilde, amorosa e curiosa aprendiz. Porque me deu uma família de coração. E porque me mostra a cada dia que foi pra isso que vim ao mundo: ser
 feliz!


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