O último mês me foi emocionalmente difícil em alguns aspectos pessoais. O impulso era compensar o que me angustiava com algo de comer. Em algumas vezes, consegui domá-lo. Em outras, não. Semana passada foi meu aniversário. Tive comemorações praticamente todos os dias. Ou seja, escorregões no cumprimento do cardápio planejado, mais bebidas alcóolicas e um recesso na academia. O corpo, talvez mais adaptado aos novos hábitos, respondeu rapidamente. Inchaço. Roupas apertadas. Me pesei ontem e a boa notícia é que não aumentei o peso. A má notícia é que não perdi mais nada, estacionei.
E como disse, o maior desafio é mudar minha mentalidade diante desse enfrentamento com minha obesidade, meu corpo, autoestima e amor próprio. Então, tento me eximir de culpas. Tento, ao contrário do que sempre foi usual, ser mais amorosa e complacente comigo mesma. A culpa só me trará mais peso e eu ainda o descontarei na comida, pois ainda é assim que consigo agir na maioria das vezes. Então me amo pela coragem de estar determinada a mudar. E me aceito por entender que uma mudança de mais de 40 anos não se dará, de forma efetiva, em tão pouco tempo. E me permito recomeçar.
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A nova vida, a nova Cláudia tem sido construída há tempos. Acima, em meu aniversário de 43 anos, em 2015 e neste agora, semana passada. |
Tive prazer em, por alguns dias, transgredir os novos hábitos. Mas tenho satisfação de olhar onde estive, onde já cheguei e, principalmente, tenho muita certeza de onde ainda desejo chegar – e vou. Então, recomeço. Buscando o equilíbrio entre quem sou e quem estou me tornando. Ciente de que reeducação leva tempo. É preciso paciência e perseverança. Mas que seja também com leveza e alegria. Porque é assim que me propus a alimentar minha vida. Para sempre.