terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Uma esperança que nunca morre

Passei o final de ano depressiva, como acontece com muitas pessoas nesta época. Eu, que sempre gostei de festas e que sempre fui do time dos que renovam a esperança no novo ano que está para nascer. Dessa vez eu estava cansada, quase esgotada.

Em meio à troca de presentes de Natal, de uma certa satisfação de estar com as finanças mais equilibradas e poder comprar uns presentes bacaninhas pras crianças e pro marido, fiquei triste. O que mais desejo nesta vida não pode ser comprado. Não está à venda, não pode ser financiado. Receberei um dia se Ele achar que somos merecedores. E aí quis cair em descrédito - comigo e com Ele mesmo.

Depois, às vésperas do dia 31 me vi mais uma vez transferindo para o Ano Novo a esperança de grandes melhoras. Pela segunda vez torço para que este que se inicia seja sim o ano em que o Caio vai ficar mais firme, vai andar, vai falar, vai ser mais feliz. Mas não encontrava forças para acreditar nos meus desejos. E desacreditar ou talvez ter que confrontar uma realidade que insiste em se mostrar distante (ou incerta, o que é pior ainda) do que sempre almejei pra nós é doloroso demais.

Mas o bom disto tudo é que minha esperança é prima-irmã da mitológica Fênix. Às vezes tá aos caquinhos, tão moída pelas dificuldades do dia-a-dia que parece impossível recompô-la. E aí surge uma microscópica fagulha e pronto! A fogueira está acesa de novo, aquecendo meu coração.

Hoje o Caio consultou com o otorrino, na revisão trimestral de rotina. E o Dr. Eduardo se "despediu" da gente. Disse que com 8 meses sem nenhuma crise de otite, suportando praia e piscina numa boa e com o tônus muscular cada vez segurando melhor o pescoço, o Caio teve alta clínica. Pode vir a ter alguma crise de otite, mas considerando as origens delas e as melhoras dele, é muito improvável.

Faço as pazes com Deus. Choro e agradeço. Peço perdão por minha impaciência. Volto a aceitar com amor esta missão gratificante de ter o Caio em minha vida.

Pode ser que ainda não seja em 2008 os tãos sonhados passos do meu filho. Mas ele já venceu muito e segue vencendo. É um vencedor desde que nasceu. E assim será sempre. Vou vê-lo andar, vou escutar suas frases, vou amá-lo cada dia mais. E principalmente vou seguir recebendo lições infinitas sobre tudo, com meu pequeno guerreiro.

Tenho medos, sim. Mas a esperança, esta teimosa que vive em meu peito, não morre nunquinha.
Ainda bem.

11 comentários:

Isabella disse...

Dinha, te adoro, minha querida. Você é uma pessoa muito especial, tenho certeza de que foi por isso que foi escolhida para ser a mãe dos seus príncipes. Um beijo, minha linda.

Dri&Mari disse...

Dinha, mais uma vez, que texto lindoooo!!! E queria dizer que nunca na vida perdemos a esperança, ela sempre vive em nossos corações, é que às vezes ela está meio apagadinha... E vc é e sempre será essa mãe linda e guerreira, pronta pra estar de pé, protegendo seus lindos filhos apesar de tadas as tempestades. Vc já é um exemplo pra mim, viu!? E acho que pra todas nós mães. Um beijo! :))

disse...

Dinha querida, difícil não compreender esses momentos de cansaço nos quais fraquejamos. Você é humana certo? O bom é que o Caio é esse menino lindo e guerreiro que sempre nos surpreende positivamente e sempre nos mostra que viver para vê-lo evoluir vale muito a pena! Faço minha a sua esperança. Beijo grande para você e para ele.
PS: Já te disse que te amo hoje?

Val disse...

Nosso guerreiro venceu mais uma etapa. Não te desespera amiga, Deus emitiu o sinal para que vc nao perca NUNCA a esperança! bjs

Dani Paulino disse...

dinha amada, como você mesma disse, nosso guerreiro já é um vencedor. com a sua força sei que com certeza ele irá muito longe. Amo vocês.

rose disse...

Querida, Ele faz tudo a seu tempo, e quando pensas em desistir, Ele te mostra que vai dar tudo certo, basta que continues firme na tua missão!
Te admiro muito, e estarei contigo a cada vitória do Caio, vibrando!
Beijos

Lili disse...

Dinha, minha querida, você enche nossos olhos de lágrimas e nos inspira.

O sorriso e os olhos lindos do seu pequeno vencedor estarão sempre ali prontos para despertar a Fênix.

Pequeno menino, grande guerreiro. Olhando para trás, percebemos o quanto nosso Caíto já demonstrou sua força, seu poder de superação. Ele vai de mansinho, no seu compasso, surpreendendo a todos.

Mas de onde vem a força deste guerreiro? Nosso pequeno guerreiro tem uma mãe MARAVILHOSA, é dela que ele retira a força e energia para surpreender médicos, fisioterapeutas, parentes e amigos, por isto, algumas vezes, ela se sente fraca, sem forças, mas neste momento, a relação de simbiose entre mãe e filho se manifesta, o pequeno guerreiro alimenta sua mãe de energia e assim os dois caminham juntos. Nós ficamos aqui boquiabertos, com a certeza que daqui a pouco estaremos comemorando mais uma conquista desta dupla.

Ana disse...

Dinha,
Amei receber seu cartão! Fiquei muito emocionada e feliz.
Quanto ao post, acho mesmo que a esperança é assim..uns dias está em alta, outros em baixa. Aliás, o que na vida não é assim, né?
Mas sabe, em todas as fotos que eu vejo - e eu vejo todas as que vc manda ou posta no blog com muito carinho - eu vejo no Caio uma criança feliz!
E tenho certeza que o dia dele sentar, andar, falar está cada vez mais próximo.
Parabéns por ser guerreira!
E feliz 2008 para vc

Grilinha disse...

Dinha...

Tão distantes e tão próximas em experiências.
Eu sou assim...umas vezes cheia de esperança...outras mais receosa. Mas nós somos assim...por vezes não nos conseguimos controlar e muitas vezes o cansaço ajuda. Mas acredita nele sim. Eu acredito e ele acredita em si próprio porque tem a inocência de uma criança. Força, amiga...e qdo se sentir assim, lembra que tens uma amiga do outro lado do atlântico tb sentindo muito parecido e que gostaria de te dar um abraço. Beijos

Chris disse...

Dinha, nem tenho muito o que escrever... apenas um 'no fim, tudo dá certo. Se ainda não deu, é porque ainda não terminou' (Chaplin).

Beijos gigantes

Fefê disse...

Nossa, torço tanto por vocês !!! E aprendo muito por aqui também.
Beijos