Certa vez li um texto da Martha Medeiros que adorei. O nome é “Quanto
vale um sim”. Dizia, resumidamente, que a vida só segue para quem não
supervaloriza o não, porque muito o escutamos ao longo da existência. Que o
transformador é o sim.
Eu acho que sim, é bem assim.
Eu acho que não, nem sempre é assim.
Esta semana, falando ainda da felicidade de ter conseguido o
apadrinhamento pra equoterapia do Caio, lembro que só foi uma conquista possível
devido a um não. Eu já conhecia o trabalho da Hípica de Porto Alegre e da
Cavalo Amigo há anos. Foi através de conversas com a equipe deles que conheci a
possibilidade de apadrinhamento e me inspirei a criar o vídeo com tal propósito.
Daí em julho deste ano, fui convidada para ir até lá com o Caio. Seria feito um
vídeo com crianças em busca de padrinhos. Este vídeo será levado pela Cavalo
Amigo para empresas diversas. Eu delirei de alegria! Acertei tudo e no dia
combinado, dia 20... deu tudo errado! Três carros vieram nos buscar e um furou
o pneu, o outro estragou, por fim nos perdemos pelo Google Maps... Cheguei meia
hora depois da equipe de filmagem encerrar as atividades.
Fiquei muuuito frustrada. Chorei. Deprimi mesmo. Era algo
que eu queria muito para o Caio. Pensei no porque ter sido convidada e não ter
conseguido chegar... Porque criar uma expectativa e ela acabar sem nem mesmo
começar direito.
Passados uns três dias de luto, reagi. Eu não queria a
equoterapia para o Caio. Eu quero! Aquele não, não ia me fazer desistir! Se
cheguei até lá, se recebi este novo cutucão do destino, algum propósito deveria
ter nisto tudo... É bem aquela história de que quando Deus fecha uma porta, Ele
abre uma janela. As oportunidades existem! Mas nós precisamos ir atrás delas e
não esperar que nos caiam no colo!
Esta é a grande lição que gostaria de passar para as
pessoas. Não importa quão difícil pareça sua vida. Quão inatingíveis pareçam
seus sonhos. Desistir é sim, para os fracos! Transformar o não da porta fechada
na janela por onde entra o lindo e quente sol depende de nós. Ou olhar o não da
porta fechada e brigar mesmo: não aceito, vou abrir!
Se eu tivesse recebido um sim da vida naquele 20 de julho,
provavelmente eu estaria bem calminha, acomodada, esperando até hoje o
resultado da (louvável) iniciativa da Hípica. Como eu recebi um não, vi que era
preciso lutar mais pelo que queria. E posso assegurar: o sabor da vitória
impulsionada pela vontade de contrariar as estatísticas do não é uma delícia,
sim!
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