quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Presentes para a alma

Pelo segundo ano participei do amigo secreto do LV.
E independente do fato que ano passado fiquei sem presente, a edição deste ano está bem mais legal. As meninas estão mais entrosadas e se percebe uma preocupação em presentear com algo realmente personalizado.
Eu dei uma sorte imensa com minhas amigas secretas. Tirei a doce Jana, de SC, a quem fiquei devendo uma visita neste verão. E fui tirada pela , de SP, uma amiga que por seu carinho e atenção já soube se tornar especialíssima pra mim (além de suas inúmeras e naturais qualidades pessoais: super participativa e centrada mãe, maravilhosa profissional, mulher linda e culta e amiga pra todos os momentos).

Eu fui presenteada duplamente, segundo a Dê pra "corrigir a injustiça" do ano passado. Ganhei o DVD Irmão Urso, que sou louca por este desenho. É pra curtir com toda a família (desde que o presente chegou, há 15 dias, já assistimos quatro vezes!).

E ganhei o livro O Amor me trouxe de volta, sobre reencarnação, que eu andava louca pra ler mas nunca comprava. Estou amando a leitura.

O Caio foi presenteado com um boneco Astolfo do Cocoricó que é o novo irmão dele - ele não desgruda mais do porquinho querido!

E o Yuri ganhou um super jogo, com 6 times completos de futebol de botão (verdadeira paixão deste brasileirinho fanático por futebol). Como ele pediu uma mesa de futebol de botão para o Papai Noel, ele já está planejando altos campeonatos por aí...

Além da generosidade da Dê em presentear toda a família, o que mais me chamou a atenção e me emocionou profundamente foi o trabalho de "pesquisa" para dar presentes que fossem realmente apreciados - e como estão sendo! Ah... e a cartinha que ela me mandou, veio recheada de muito carinho... Amei os presentes, mas o afeto impresso em cada detalhe foram um imenso e valiosíssimo presente para a minha alma. Senti que eu e meus filhos somos muito queridos por pessoas muito especiais. Que pensam em nós e que dedicam parte de seu tempo para deixar isto bem claro.

Além da Dê, recebemos mimos e um cartão de Natal muito querido de outra amiga idem, a Greice. Ela me deu um livro, que inspirou este post. Se chama "Um presente para a alma". E é assim que me sinto: com a alma enlevada, cercada de tanto carinho, de tanta generosidade. Em cada vez que o carteiro bateu em meu portão (os presentes chegaram em lotes diferentes... hehehe), eu estava recebendo amor em pacotes. Tive a oportunidade de agradecer a elas, mas acho que tudo o que eu falar ou escrever ainda será pouco. Mas quero reiterar que elas puderam milagrosamente apagar algumas cicatrizes imensas que trago de um período muito dolorido que vivi. E isto certamente foi um presente ainda maior, que elas me deram pra vida toda. Amo vocês, meninas!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Louca? É a mãe!

Então o menino Caio, aos 2 anos e 5 meses ainda tira sonecas, às vezes beeeem longas, durante o dia. E se essas sonecas ocorrem após as 16s, preparem-se: é festa certo no apê madrugada a dentro, com a cria cheia de energia pra brincar às 2, 3 e até 4 da manhã.

A mãe, muito neurótica, com mania de procurar cabelo em casca de ovo, implora pra neurologista: Não me esconda nada. Ele tem algum problema neurológico a mais? Ele tem alguma outra doença que o impede de dormir direito? Às risadas, a neurologista explica que qualquer criança "normal" pode levar 3 anos ou mais para regular o sono e que, neste quesito, o Caio é igual a pelo menos 80% das crianças, não ela não está me escondendo nada, está tudo nos conformes. Ainda lembra a mãe que neste quesito ela é inexperiente, uma vez que o Yuri sim, que aos 2 meses de vida dormia 9 horas initerruptas à noite, era anormal.

Um belo dia, a cerca de uma semana atrás, próximo de completar 2 anos e 7 meses, Caíto deixa de dormir durante o dia. Mas começa a dormir bem mais cedo que o habitual, dormindo profundamente por até 12 hs. A mãe, ultra neurótica, pensa rapidamente se deve ligar para a neurologista, afinal ele está tão dorminhoco...

A pergunta que não quer calar: tem cura pras neuras dessa mãe?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

E assim foi o fim de semana...

O finde foi marcado pelo churras de confraternização da agência. E foi bem legal, num sítio bem agradável. O Fifo curtiu horrores a piscina, o campo de futebol e vários amiguinhos pra jogar playstation. Caio foi mimado por vários colos diferentes. Eu matei a saudade da Val, a quem só tenho encontrado virtualmente. Teve amigo secreto e tudo! Uma boa forma de dar uma pausa na correria do dia a dia.

Val, Caíto e eu

"Lady" Daiane, e sua filha Maluzinha, minha amiga secreta que me presenteou com uma linda agenda 2008 com o tema Anjos. Amei!

Gus, o marídeo da Val, meu amigo secreto, a quem presentei (atendendo a pedidos) com um vale-fraldas! Hehehe...

Fifo pegando um bronze à beira da piscina.

Uma galera que eu curto: Silvio, Jean e a esposa Carine.

Não tem pra Rogério Ceni... Dá-lhe Yuri, meu goleiro favorito e mais lindo!

Uma panorâmica da galera...


sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Sabedoria Cocoricó

"Quem tem amigos, nunca está sozinho..."


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A inclusão dentro de cada um

Ter um filho deficiente é, como escreveu o Mainardi, fazer parte de uma minoria. E enquanto minoria, os nossos sonhos passam pela inclusão, pelo não preconceito, pela aceitação de nossos filhos na condição em que eles são. Já li artigos em que se fala na luta pela inclusão. Li outro, muito coerente, que ainda pretendo reproduzir aqui, que afirma veementemente: a inclusão é uma mentira. Concordo e discordo.

No último sábado estivemos eu, o Sandro e os meninos num aniversário infantil. Era ao ar livre e resolvi deixar o Caio sentado no jardim, em seu bebê conforto, próximo à cama elástica, onde as demais crianças pulavam e faziam folia. O Caíto gritava, balançava as pernas, curtia ao seu modo, junto com os demais. Numa dessas, a recreacionista se vira pra mim e pergunta: “Não quer pôr ele aqui?” Vacilei por uns segundos, espantada com a pergunta inesperada. E concordei, quase eufórica. Numa cama elástica ele não consegue se equilibrar, lógico. Mas o maravilhoso mano Yuri mais Milena, a recreacionista, o seguraram pelas mãos. Depois, sentado no colo do irmão. E assim eles pularam e se divertiram.

Óóóbvio que olhares estupefatos me viram colocá-lo no brinquedo. Ca-la-ro que teve alguém que comentou: “mas ele nem consegue...” sem sequer completar a frase. Não me importo. Meu Caio estava ali, brincando, feliz da vida, completamente inserido na festa infantil.

E aí pensei cá com meus botões: isto é inclusão de verdade. Eu incluo meu filho em todos os espaços possíveis, imagináveis ou não. Vai no escorregador, no balanço, na piscina de bolinhas e na cama elástica! Com ajuda, mas vai. Os olhares reprovadores ou curiosos sempre vão existir. O importante é o olhar que eu proporciono a ele com minha luta e meu amor. Se os outros acham que ele é diferente, a mim pouco importa. O Yuri também é diferente, por sua inteligência e doçura. Eu sou diferente, com minha teimosia em analisar tudo o que vivo, vejo, escuto. Somos todos diferentes, uns dos outros.

Dia desses, numa gostosa tarde que passei com minha amiga Teresinha, ela me conta que o marido, também deficiente visual, foi buscar a filha deles na escola (ela é colega de escola do Yuri). E a menina, toda alegre, apresenta pros coleguinhas: “Olha, esse é meu pai. Ele é cego”. E a Teka me conta que eles se emocionaram com a naturalidade que ela falou, como se dissesse: “Ele é loiro”.

É esta naturalidade que tento levar/empregar no nosso dia a dia. A inclusão existe? Um dia vai funcionar na prática e em sua totalidade, nas escolas e em todos os espaços de convívio social? Não sei, torço profunda e sinceramente para que sim. Mas na minha casa e nos espaços onde ando junto com meu Caio, ela existe. A inclusão mora dentro de mim e da minha persistência para que o mundo receba meu filho, no mínimo, com respeito. Sei que não é nem nunca será fácil. Mas ao contrário da cama elástica, eu não cedo. Não abro mão do direito que ele tem à vida. E isso significa o acesso à saúde, à educação e ao lazer. Nas mesmas proporções que toda e qualquer criança. Eu não peço para que ele seja incluído, eu o incluo. Porque sim, a inclusão mora em mim, dentro do meu peito. E pulsa freneticamente. Um dia mais para cima, outros um pouco mais para baixo. Mas insistente e fazendo meu menino feliz. Exatamente como a gostosa brincadeira na cama elástica.




Incluir felicidade em todos os seus momentos. Se não da maneira convencional, do modo que conseguimos realizar. Esta é a minha luta. E o sorriso do Caio só comprova que sempre vale à pena.

P.S. Eu sei que disse que não retornaria ao assunto tão cedo. Mas quando coisas assim me acontecem, eu não me contenho.


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Momento ternura

Poucas coisas amolecem mais meu coração do que uma criança dormindo.
Quando esta criança é um dos meus filhos então é que a coisa se complica...

Vontade de morder todinho essa coisinha gostosa...

É ou não é um atentado ao pudor - o desaforo da pose e tanta fofurice junta?

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Trocando o disco

Ok, ok, os textos todos que publiquei recentemente são lindos.
Mas não quero falar de deficiência, PC, inclusão, preconceito e outros afins por uns dias (vamos ver se consigo... acho difícil). São assuntos importantíssimos que certamente retomarei mil vezes. Mas por hora não quero mais mexer na ferida. Ando chateada, aquela velha ansiedade sobre os progressos do Caio batendo, algumas outras questões me incomodando... e decidi que não quero e não vou ficar down, ok?
Vou fuçar algo legal pra publicar ou brincar de querido diário mesmo.

Deixa eu olhar bem pra essas caras lindas que todos os problemas ficam minúsculos...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Redescobrindo Diogo

Mais um texto do Mainardi sobre seu filho. Acho que este foi o primeiro. Lindo e verdadeiro como todos.

Meu pequeno búlgaro

Diagnosticaram uma paralisia cerebral em meu filho de 7 meses. Vista de fora, uma notícia do gênero pode parecer desesperadora. De dentro, é muito diferente. Foi como se me tivessem dito que meu filho era búlgaro. Ou seja, nenhum desespero, só estupor. Se eu descobrisse que meu filho era búlgaro, minha primeira atitude seria consultar um almanaque em busca de informações sobre a Bulgária: produto interno bruto, principais rios, riquezas minerais. Depois tentaria aprender seus costumes e sua língua, a fim de poder me comunicar com ele. No caso da paralisia cerebral, fiz a mesma coisa. Passei catorze horas por dia diante do computador, fuçando o assunto na internet. Memorizei nomes. Armazenei dados. Conferi estatísticas. Pelo que entendi, a paralisia cerebral confunde os sinais que o cérebro envia aos músculos. Isso faz com que a criança tenha dificuldades para coordenar os movimentos. Meu filho tem uma leve paralisia cerebral de tipo espástico. Os músculos que deveriam alongar-se contraem-se. Algumas crianças ficam completamente paralisadas. Outras conseguem recuperar a funcionalidade. É incurável. Mas há maneiras de ajudar a criança a conquistar certa autonomia, por meio de cirurgias, remédios ou fisioterapia.

Um dia meu filho talvez reclame desta coluna, dizendo que tornei público seu problema. O fato é que a paralisia cerebral é pública. No sentido de que é impossível escondê-la. Na maioria das vezes, acarreta algum tipo de deficiência física, fazendo com que a criança seja marginalizada, estigmatizada. Eu sempre pertenci a maiorias. Pela primeira vez, faço parte de uma minoria. É uma mudança e tanto. Como membro da maioria, eu podia me vangloriar de meu suposto individualismo. Agora a brincadeira acabou. Assim que soube da paralisia cerebral de meu filho, busquei apoio da comunidade, entrando em tudo que é fórum da internet para ouvir o que outros pais em minha condição tinham a dizer sobre os efeitos colaterais do Baclofen ou sobre a eficácia de tratamentos menos ortodoxos, como a roupa de elásticos dos astronautas russos usada numa clínica polonesa.

A paralisia cerebral de meu filho também me fez compreender o peso das palavras. Eu achava que as palavras eram inofensivas, que não precisavam de explicações, de intermediações. Para mim, o politicamente correto era puro folclore americano. Já não penso assim. Paralisia cerebral é um termo que dá medo. É associado, por exemplo, ao retardamento mental. Eu não teria problemas se meu filho fosse retardado mental. Minha opinião sobre a inteligência humana é tão baixa que não vejo muita diferença entre uma pessoa e outra. Só que meu filho não é retardado. E acho que não iria gostar de ser tratado como tal.

Considero-me um escritor cômico. Nada mais cômico, para mim, do que uma esperança frustrada. Esperança frustrada no progresso social, na força do amor, nas descobertas da ciência. Sempre trabalhei com essa ótica antiiluminista. Agora cultivo a patética esperança iluminista de que nos próximos anos a ciência invente algum remédio capaz de facilitar a vida de meu filho. E, se não inventar, paciência: passei a acreditar na força do amor. Amor por um pequeno búlgaro.


Caio: meu gigante e idolatrado búlgaro.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

DNA Digital

Todo mundo já fez... Como eu não tenho BR Turbo (literalmente), agora que fiz minha versão.
Sempre me disseram que o Yuri é a cara do pai e o Caio se parece mais comigo (mas este é um assunto que sempre gera controvérsias, claro). O medidor concordou com a maioria. E, no final das contas, deu empate técnico.
E vocês, concordam com os resultados?
Eu só concordo que ambos os meus filhos são lindos...




quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Lições compartilhadas

Final de ano... Papai Noel chegando, presentes, balanço do ano que está indo embora. Confesso que, nos últimos 3 anos, fico um pouco depressiva. Sim, eu acabo sempre lembrando de como as coisas poderiam estar sendo e não são. Espero, desde criança, o novo ano com expectativa. Mas agora, também tenho medo dos sonhos que cultivo e que demoram mais do que eu gostaria para se realizarem. E aí recebo de uma amiga muito sábia e querida, um texto lindo. Do Diogo Mainardi, de quem gosto apesar (ou justamente por causa) das controvérsias que ele gera. Admiro o jornalista, mas a cada dia que passa, admiro mais ainda o pai de um filho com PC.
Obrigada pelo texto, Karin. Que me fez deixar de lado as lamentações e rever tudo sob outra ótica.
Obrigada Diogo, por compartilhar de forma tão sábia a tua experiência emocional e emocionante.
Obrigada Caio, por ser meu. Te amo!

Uma Metáfora Perfeita

Ter um filho com paralisia cerebral é a experiência mais empolgante que existe. Eu nunca havia imaginado que isso fosse possível. Mas é. A principal característica de uma criança com paralisia cerebral é a dificuldade que ela encontra para vencer a força da gravidade. É como se fosse continuamente perseguida por um lutador de judô alucinado, que se diverte em passar-lhe rasteiras e imobilizá-la no chão. O que ela precisa aprender a fazer, desde o nascimento, é responder aos golpes desse seu adversário gravitacional. Vai pulando de faixa branca para faixa amarela, de faixa amarela para faixa verde, até atingir o seu limite máximo. Todas as habilidades motoras que adquirimos de modo automático, através do instinto, ela tenta adquirir com o raciocínio, com o exercício, com a perseverança. É a luta do intelecto contra a natureza selvagem. A metáfora perfeita da história da humanidade. Davi contra Golias. Doutor Jeckyll contra Mr. Hyde. Uma criança com paralisia cerebral é como a maçã de Newton, que, caindo, revela os mecanismos secretos de funcionamento do mundo. Quando as pessoas descobrem que meu filho tem paralisia cerebral, costumam olhar para ele com uma mistura de simpatia e condescendência. Eu olho para ele como se olhasse para um totem, com reverência, devoção, gratidão e sentimento de inferioridade. Dizem que, por causa da ausência de gravidade, uma criança com paralisia cerebral estaria mais bem preparada do que todos nós para viver na Lua. Meu filho, portanto, é o homem do futuro, pronto para viagens interplanetárias. Sabe aquele episódio de Jornada nas Estrelas em que alienígenas de uma galáxia distante cismam que o capitão Kirk é a encarnação de Deus? Pois eu sou como os alienígenas, e meu filho é o capitão Kirk.

O escritor italiano Giuseppe Pontiggia também tem um filho com paralisia cerebral. Acaba de ser publicado no Brasil o romance que ele escreveu baseado em sua experiência, Nascer Duas Vezes. Os fatos que ele descreve são comuns a todos aqueles que se vêem nessa situação: a incompetência dos médicos, o terrorismo dos fisioterapeutas, a incapacidade dos pais em aceitar os diagnósticos mais negativos, a dedicação maníaca aos exercícios de reabilitação. O que não é igual é a reação de cada um. O protagonista de Pontiggia, por exemplo, é tomado pelo sentimento de culpa. Ele se convence de que a patologia do filho é uma punição por ter traído a mulher durante a gravidez. Sente angústia pela condição da criança. A angústia faz com que se afaste dela, cada vez mais. Um afastamento que, às vezes, chega a se transformar em ódio. Comigo aconteceu o contrário: nenhuma culpa, nenhuma angústia, nenhum afastamento. Mas não é isso o que importa. Pontiggia, em seu romance, quer demonstrar que o fenômeno da invalidez é muito mais difuso do que se pensa. Não só a invalidez da menininha surda, ou do diretor de escola manco, ou do sogro senil, e sim a invalidez moral, a invalidez lingüística, a invalidez afetiva. Em relação a essas outras, a invalidez do filho de seu protagonista é apenas mais evidente. Com a vantagem de que ele está preparado para viagens interplanetárias.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Meu medalhista

No último sábado, o Yuri participou do seu primeiro campeonato de judô. Foi a Copa Canoense de Judô 2007, onde competiram escolas e associações de toda a cidade. E para nossa imensa e grata surpresa, nosso judoca faixa azul conquistou a medalha de prata em sua classe (mirim: nascidos em 1999 e 2000).
A professora me disse que ele tem levado o esporte a sério e é um aluno muito bom,
Ele imobilizou legal os adversários e perdeu o ouro para um menino mais velho e que já compete há mais de três anos.
Preciso dizer que estamos babando de orgulho!?
E ele se empolgou tanto que já faz planos pras Olimpíadas de 2020... Alguém duvida?


No pódio...
Pra mim, este menino vale é ouro!
Primeiro lugar no coração da sua família!

O pai tentou disfarçar, mas estava super emocionado...

Meu medalhista lindo!

E agora, quem tem coragem de se meter com o irmão judoca do Caíto?

Com a professora Ane...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ping Pong

Respondendo ao Meme que a queridíssima Adri (saudades de tu e de Marina, mulé) me repassou:

Uma paixão: Meus príncipes, Yuri e Caio
Uma hora: 16hs (em dia de folga)
Um astro: A lua, que me rege
Um móvel: Minha cama
Um líquido: Fanta Uva
Uma pedra preciosa: Safira
Uma árvore: Jacarandá florido
Uma flor: Rosas amarelas
Um animal: Cachorros, de todas as raças
Uma cor: Laranja
Uma música: Perhaps Love, de John Denver
Um livro: E Por Falar em Amor, da Marina Colasanti
Uma comida: Lasanha
Um lugar: Florianópolis
Um verbo: Sonhar
Uma expressão: Tchê (quando tô p* da vida!)
Um mês: Maio
Um número: 7
Um instrumento musical: Piano
Uma estação do ano: Primavera
Um filme: Amor Além da Vida

O convite eu deixo aberto a quem quiser entrar nesta roda!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Corrente de Amizade

Amizade na internet... já escrevi muito sobre isto. Vivo-a no dia-a-dia. Tenho amigas especialíssimas que amo muito. Brinco com elas, que, a exemplo do clássico filme com Anne Bancroft e Anthony Hopkins, "Nunca te vi, sempre te amei". Algumas já vi sim, e aí o querer bem só aumentou. É uma amizade que como disse minha transoceânica e querida amiga Grilinha, me acorrenta para o bem. E é atendendo o carinho desta linda, que me acorrento ainda mais a 10 amigas virtuais e reais muito especiais.

1. Paula Salomão, amiga na vida real e pra sempre. Tenho certeza. E uma estreante muito talentosa na blogosfera.
2. Marlene, que começou a me visitar mansamente e conquistou um doce espaço em meu coração (a quem aliás eu estava devendo esta retribuição).
3. Vivi (a 9 semanas de receber sua linda Beatriz), que mesmo com o meu pouco tempo para dedicar à esta amizade, eu amo tanto.
4. Bárbara, a amiga mais fenomenal que ganhei via web - até mesmo porque foi precursora deste movimento. A tia Bá mui e merecidamente amada pelos meus filhos.
5. , a mulher culta, linda e centrada. Profissional maravilhosa, mãe mais ainda. Aquela que eu quero ser quando crescer.
6. Chris, alguém que tenho certeza que já conheci em outro tempo e em outro espaço. Linda, te adoro!
7. Jotaka, uma pessoa doce e sábia, com quem gostaria de passar mais tempo para sorver mais.
8. Cassandra, amiga real de tantas recordações bacanas da adolescência, agora minha parceira de blog e maternidade.
9. Val, a mulher que transformou - para muito melhor - a vida de um amigo. E de quem sou "dinda" de blog.
10. Karol, uma amiga, um exemplo, uma alma gêmea. Que ela retome logo seu blog. Temos todos muito a aprender com ela.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Nova rotina

* Acordar uma hora mais tarde;
* Trocar 2 ônibus e 1 trem em 1h20 de viagem por várias opções de transporte e 15 minutos de deslocamento;
* Poder almoçar com os filhos e afofá-los ao meio-dia;
* Cruzar com conhecidos a caminho do trabalho e se sentir realmente em casa;
* Trabalhar tanto (mas motivada) que quando se consegue olhar o relógio já está na hora de ir embora;
* Chegar em casa com sol alto, arrumar umas baguncinhas, preparar o jantar, tomar banho e perceber que o relógio realmente virou a seu favor;
* Lembrar que ainda ontem isto tudo era um sonho distante.
NÃO TEM PREÇO!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Vivendo e aprendendo

E eu, que sempre me orgulhei de ser uma mãe participante, moderna, que está sempre presente nas atividades escolares do Yuri, vou conversar com a psicopedagoga sobre o comportamento do meu filho.
O que recebo de diagnóstico?
"A senhora precisa cortar o cordão umbilical. Deixar o Yuri mais à vontade, lhe dando autonomia para resolver suas próprias questões e desenvolver sozinho suas responsabilidades".
O que gerou isso? O fato de eu comentar que sempre reviso os temas de casa dele e corrijo quando algo está errado.
"Ele precisa aprender que também erra e poder refazer quantas vezes necessário. Chegar na escola com tudo sempre correto não vai lhe trazer aprendizado de valores, tentativas e persistência".
Então, tá! Lição aprendida.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Constatações e perspectivas

Deus faz tudo a Seu tempo.
Cada vez mais, eu sei disso.
Três anos atrás, no mês de novembro, me vi desesperada. Desempregada, sem conseguir receber o dinheiro que me era devido e grávida sem planejar.
Dois anos atrás, um grande medo com meu Caio correndo o risco de necessitar de uma grave cirurgia.
Hoje, tudo está diferente.
Acabei de receber uma inesperada e gratificante promoção na minha empresa. Pela primeira vez vejo maternidade e carreira andando de mãos dadas.
O Yuri está considerado apto, maduro e atingiu as metas para estar na 2ª série ano que vem, independente das últimas avaliações trimestrais, segundo a orientadora pedagógica de sua escola.
Caio abandonou praticamente os 6 especialistas médicos que o acompanhavam desde o nascimento. As consultas agora são esporádicas. A cada dia está mais sadio, esperto e lindo.
É, definitivamente, a vida pode ser boa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Pré-feriadão - Tudo novo

Corte de cabelo novo, mais baixinho, seguindo as tendências do verão 2008.
E novo veículo condutor, pronto a lhe transportar para as mais diversas baladas.
A única coisa "velha" é o sorriso lindo de sempre. Precisa mais?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Halloween

Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay...

Das saudades que carrego comigo

Eu acho que sou uma pessoa depressiva, melancólica ou sei-lá-o-quê. Volta e meia, quando olho pra dentro de mim mesma, percebo que carrego muita saudade.

Sinto saudades de parte da minha infância. De tomar banho de chuva e fazer cabanas com lençóis entre cadeiras. De recortar papel para forrar o cesto de Páscoa. Sinto saudades da Ivanisa e da Ana Raquel, minhas primeiras amigas, e das noites dormidas uma na casa da outra. Dos campeonatos de amarelinha na escola. Lembro da Maria Alice e da Marion, professoras queridas que elevaram minha auto-estima e apontaram talentos que eu nem sabia possuir. Ainda posso sentir o cheiro dos “waffels” quentinhos que minha avó fazia. E lembro também de seus dedos a decorar os beijinhos pros meus aniversários, das idas ao cinema e dos vestidos lindos que me comprava. De como eu me sentia a própria Bela Adormecida quando dormia em sua cama com dossel.

Sinto saudades da adolescência e de quando o futuro me parecia longe e ao mesmo tempo tão urgente. Às vezes sonho em me reencontrar com a Rã, a Deca, a Maria Cristina, a Alexandra, a Rosemeri e a Cass, todas juntas. Me vejo descendo correndo as escadas do colégio, com a pressa de quem tinha um compromisso inadiável com o agora. Lembro das folias no ônibus de manhã cedo e descubro que já fui bem humorada no começo do dia.

Sinto saudades de Santa Tecla e de Laguna e de tudo que aprendi com minha “prima” Claudia. De como me sentia inserida num núcleo familiar. De como era simples dar risada. Lembro que ainda os amo e o quanto sinto falta deles, pelo pouco tempo que o cotidiano permite sobrar à nossa amizade.

Sinto saudades da Fabico, de ter a agenda cheia de atividades diversas. Dos anos de natação que alargaram minhas costas. De subir a Riachuelo atrasada para as aulas de inglês no Cultural. Sinto falta de ver todos os dias meus 3 mosqueteiros: Gérson, Jairo e Felipe. E de ser o Dartagnan deles.

Sinto saudades de quando eu e o Sandro íamos ao cinema no Fusca 78 e tudo era tão mais simples. Sinto uma falta absurda do meu irmão, do exemplo e esteio que ele sempre me foi. Às vezes, posso jurar que escuto sua risada forte ou até mesmo sua mão segurando a minha.

Sinto saudades do Yuri mamando no meu peito, dos cockers que já tive, de conversar com a Jana todos os dias na vídeo locadora. Sinto saudades das árvores balançando no Parque Universitário. Dos dias que antecederam o nascimento do Caio.

Sinto saudades da psicóloga Elena e da maneira firme e ao mesmo tempo doce de me fazer assumir, sem culpas, minhas fraquezas, meus temores, minha humanidade. E que falta me faz o Vine, sempre disposto a me ouvir, a me oferecer lições através da sua sábia juventude, com sua suave ternura. Às vezes até mesmo das minhas amigas do LV sinto saudades, querendo-as trazer para ainda mais perto, como se o lugar onde elas estão – dentro do meu coração – não fosse perto o suficiente.

Sinto saudades das pessoas que deixei no caminho ou que seguiram estradas diversas das minhas. Especialmente sinto saudades de quando não sentia medo, mas quase não me lembro mais, porque já faz muito tempo. Mas, principalmente, sinto saudades de quando ainda nem sabia o que significava sentir saudades.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Meme Honroso

Tia Cris me convidou pra participar deste Meme e me senti muito honrada, devido à admiração que nutro por ela.

As regras do meme são:
1) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2) Abra-o na página 161;
3) Procurar a 5ª frase completa;
4) Postar essa frase em seu blog;
5) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro.

Agora, gentem, que dificuldade! Eu não achava um livro em minhas proximidades físico-geográficas com 161 páginas! Isso que, sem grandes pretensões intelectuais, tenho uma meia-dúzia sempre por perto...

Era um debate autêntico com jovens universitários sabatinando conhecidos políticos e personalidades, como Ademar de Barros, ex-governador de São Paulo; José Pinheiro Neto, o homem das ligas campezinas, Embaixador Lincoln Gordon, Embaixador dos EUA e os deputados federais, Unirio Machado e Dautel de Andrade e alguns deputados estaduais, entre eles, Cândido Norberto.
(Causas e concausas da vida de um comunicador - João Firme de Oliveira por Clarice Ledur - 2a. edição).

Regra 6) Repassar para outros 5 blogs.
Repasso para a , Chris, Jotaka, Claudinha e Grilinha.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Minhas estrelas

O Caio ganhou da dinda Aline no Dia das Crianças um brinquedo de encaixar. São 6 estrelas, uma dentro da outra. E elas também podem ser transformadas em torre.
O Yuri adorou o brinquedo e está sempre a usá-lo com o mano, tentando estimulá-lo.
Neste final de semana o Yuri pegava a mãozinha do Caio, levava até a estrelinha e fazia ele encaixar as peças. E de novo. E mais uma vez. Foi assim 10, 20, inúmeras vezes. E toda vez que eles acertavam o encaixe o Yuri vibrava e o Caio soltava a risada. Até que o Caio sozinho pegou uma estrelinha e encaixou na maior. Nós aplaudimos! Mas olhei para o Yuri e duas lágrimas escorriam-lhe a face. E ele me revela: “Ái, fiquei muito feliz agora, mãe. Tô até com vontade de chorar. O Caio tá ficando cada dia melhor. E eu sei que ele vai melhorar pra sempre, mãe”.
Difícil mesmo foi eu conseguir segurar as minhas lágrimas.
Sempre digo que o Yuri é meu filho companheiro. Naquele momento tive a comprovação máxima disso. Aquela pessoinha ainda tão jovem e inocente já traz em si grandes sentimentos. Ele se importa muito com o irmão. Sofre pelas dificuldades dele, vibra por cada pequena conquista. Tem medos, dores e expectativas iguais às minhas. Mas acima de tudo tem fé. E ama profundamente este mano tão especial.
E naquela inocente brincadeira com as estrelas, pude ver mais uma vez as bênçãos que tenho. Deus me deu duas estrelas lindas para iluminar meus dias. Uma a me trazer tantos aprendizados, tantas lições sobre humildade, paciência, perseverança. Outra a encher meu coração de ternura e de uma fé ainda maior, de que somos muito felizes e ainda vamos ser muito mais. Assim seja.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Sssshhhhh - Silêncio!

Não perturbem! Motorista exausto após dirigir por horas em sua super direção cheia de luzes e sons.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O carro novo

O Caio já teve 4 (!) carrinhos de bebê. Os primeiro era herança do mano Yuri. À medida que o Caio foi crescendo e começamos a perceber que o pescoço pendia para os lados, trocamos por outro, porque achamos este modelo muito "duro". Dei de presente à recepcionista da agência, quando ela ficou grávida. Sua filha, que vai completar um ano, ainda usa ele.

O segundo, também herança do mano, já estava bem desbotado e quebrou algumas peças após alguns meses de uso. Daí ele ganhou um terceiro, da avó materna. E mais um, da tia (este já usado). Levamos este para a praia e conseguimos acabar com a suspensão e as rodas dele. Como era importado, não achamos peças de reposição. E o que a avó presenteou, perdeu duas rodas anteontem.

Modos que, ontem, compramos um quinto carrinho de bebê. Da Galzerano, com suspensão, tubos reforçados. Caíto, que tudo entende, se sentiu todo feliz no novo carrinho, super anatômico, acolchoado e tudo o mais. Mas já avisei ele, é o último, meu filho! Porque sei que este vai durar o tempo suficiente até que Caio não dependa mais dele pra correr o mundo!

4 meses e o primeiro carro

1 ano e 1 mês - o segundo modelo

1 ano e 9 meses e a terceira versão!

2 anos e o quarto carrinho!

P.S. Pra quem não percebeu este post foi só uma desculpa esfarrapada pra um momento nostalgia do meu ex-bebê... E para criar a expectativa: em breve, fotos do novo meio de locomoção do Cainho!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Se ele dança, eu danço

Sem assunto pra escrever um post quilométrico, deixo uma foto inspiradora.


Às vezes tenho medo da minha fé. Porque acredito demais que falta pouco para que eu deixe de segurar as mãozinhas do Caio e ele saia dançando sozinho.
Agora, me respondam: não é a "alface" dançante e sorridente mais linda desse mundo?

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Nasceu Miguel!

Hoje eu soube que nasceu o Miguel. Um menino lindo, sadio, com quase 3 quilos e incríveis olhos azuis. O nascimento de Miguel pôde reforçar em meu coração a certeza de que a fé realmente tudo pode e o amor sempre vence, como sempre costumo dizer.

A recente mamãe em questão é Camila, uma jovem linda de 25 anos. E a mãe da Camila é uma pessoa especialíssima em minha vida, que soube se tornar uma amada amiga mas, principalmente, o modelo de mãe que desejo ser para meus filhos.

A Camila teve problemas no parto e nasceu cianótica (com a pele em tom azulado devido à falta de oxigenação), já com comprometimento neurológico. Passou a infância tendo fortes crises convulsivas. Sua mãe, minha adorada Kika, me contou o sem-número de vezes em que conduziu à Camila ao hospital segurando sua língua para que ela não asfixiasse durante as crises. Ou das ocasiões em que precisou reanimar a filha com respiração boca-a-boca. Os prognósticos médicos dados à Camila, mais de duas décadas atrás? Que ela teria retardo mental profundo, que não conseguiria se alfabetizar e que jamais teria capacidade de ser “sequer uma empacotadora de supermercado” – mais uma vez palavras brilhantes de um sábio doutor.

O que a mãe da Camila fez? Mandou este médico à m*, com todas as letrinhas! E não aceitou, não se conformou e, principalmente, não acreditou nestes prognósticos. Ela sempre acreditou e se apoiou em duas coisas: em Deus e no amor que tinha por sua pequena Camila.

Para encurtar a história, a Camila parou de ter crises convulsivas no final da infância, aprendeu a ler, tornou-se uma jovem que encanta a todos por sua doçura, gentileza, humildade. Casou-se, faz faculdade de pedagogia e hoje amamenta seu primeiro filho.
É uma mulher realizada e que soube realizar seus pais. A Kika costuma me dizer que ama incondicionalmente os três filhos que têm (e eu posso atestar isso). Mas que é a Camila a que sempre lhe proporcionou mais orgulho. Não pela sua história de superação, o que já seria um motivo mais que justificado pra corujice materna. Mas porque sempre foi a filha mais doce, dedicada, preocupada com seus pais.

No primeiro aniversário do Caio a Camila foi a responsável por um dos momentos mais tocantes. No quadro de fotomensagem dele, onde os convidados deixavam uma dedicatória ela escreveu docemente: “Caio, um vencedor sempre serás. Beijos, Camila”. E na hora de ir embora, veio se despedir de mim com palavras que nunca hei de esquecer. “Obrigada por nos convidar. Amamos muito toda a tua família e quero que acredites sempre que teus dois filhos são grandes bênçãos do Pai Celestial. O pequeno Caio traz em si um grande propósito e ainda vai encher teu coração de muita alegria e orgulho. Eu amo ele, te amo e a todos vocês e estou muito feliz de estar aqui hoje”. Ditas assim, com fluência e carinho, as palavras da mulher que um dia tacharam de deficiente mental permanente.

É, eu sei disto. A fé tudo pode, o amor sempre vence. Kika, Camila, Caio, me ensinam isto todos os dias.
Bem-vindo, Miguel. Um afortunado já és, de nascer de uma pessoa realmente especial, como tua querida mamãe Camila.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Dia do Médico

Desde o nascimento do Caio tenho passado por transformações e aprendizados. Já tive raiva de alguns médicos, que se acharam donos da verdade. O tempo nos mostra que se eles eram detentores de algo, era de arrogância e do engano mais profundo.

Mas não é deles que quero falar. Quero agradecer aos excelentes médicos que cruzaram nossas vidas.

Ainda lembro do Dr. Ricardo Meyer, o primeiro pediatra do Yuri. Que me ensinou pacientemente tudo o que sei sobre maternidade, persistência, amor e limites. Ele foi embora do Sul, mas deixou saudades e grandes lições que carrego até hoje e tento passar adiante sempre que possível.

Reverencio ainda as importantíssimas médicas que acompanham o Caio. A pediatra dra. Jaqueline Volkmann Amaral, que com sua doçura e a sabedoria da antroposofia tem transformado o Caio num menino de ótima imunidade e nos ajudado a diminuir nossa agenda de especialistas. E a neurologista pediátrica, dra. Fabiana Eloísa Mugnol, que nos traz a verdade, o tratamento eficaz e o apoio para seguir acreditando que podemos ainda mais.
A Jaque e a Fabi lutam juntinho comigo para que o Caio tenha cada vez mais qualidade de vida. Tudo o que conquistamos até hoje, compartilho com elas.

No Dia do Médico agradeço à Deus por tê-las colocado em nosso caminho. Agradeço pelo atendimento mais do que humanizado. Torço pelos seus êxitos pessoais e profissionais. E rezo, de coração, para que a medicina tenha cada vez mais “Jaques” e “Fabis” para atender a todos nós. Porque elas são exemplo de como cuidar da vida do próximo com responsabilidade, envolvimento, competência e carinho.


Caíto todo se achando em sua nova fase. Repararam que não existe mais o bebê conforto a lhe apoiar o pescoço?

E ele quer ainda mais e faz pose pra máquina de suas recentes conquistas!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Dia delas, presente meu

Mais um Dia das Crianças se aproxima.
E mais uma vez agradeço à Deus os presentes que recebi.
P.S. Eu tenho mais de 1.000 fotos do Yuri e do Caio. Mas algumas me são realmente especiais, que não me canso de olhá-las (e até de publicá-las). Esta é uma. Meus dois presentes brincando, interagindo. E especialmente iluminados pelo Pai.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O nosso jeito

Mandei para meus amigos, um email com a foto do Caio sentado. E lá falo que do jeito dele, ele está vencendo. E que nós, do nosso jeito, estamos muito felizes e orgulhosos. Aí pensei no que é o “nosso jeito”...



É o nosso jeito de ver as coisas, buscando sempre valorizar a metade cheia do copo.
É o nosso jeito de lutar, com muita força, mas motivados pela doçura do amor. É o nosso jeito de nunca desacreditar, de manter uma fé teimosa ao mesmo tempo em que tentamos equilibrar e racionalizar as expectativas.
É o nosso jeito de viver tudo intensamente. As dores, os medos, as inseguranças. Ao mesmo tempo, o nosso jeito de vibrar com cada coisinha pequena como se ela fosse a mais grandiosa conquista de todo o universo.
É o nosso jeito de chorar e rir o tempo todo, porque as emoções nos transbordam o corpo e transcendem a alma.
É o nosso jeito simplesmente de amar, amar e amar. E quando estamos cansados ou desmotivados, amar ainda mais. Sem medo de parecer piegas. Amar o tempo todo, todos os detalhes. Porque é assim o nosso jeito de viver.

Pensamento positivo

Sempre reitero como são gratificantes as coisas que aprendemos com nossos filhos.
O Yuri agora me pede para rezar todas as noites com ele. E lá vou eu. Mas semana passada ele incluiu entre as orações favoritas, um dizer que eles evocam todos os dias antes de começar a aula. Adorei! Acho que estimula a auto-estima da criança, que acho fundamental em todas as etapas da vida, mas especialmente neste período de tantos aprendizados novos.
Sei que há controvérsias sobre a neurolingüística e tudo o mais, mas acho muito bacana. Acho que pensar positivamente pode fazer uma grande diferença no resultado final. Pesquisando na internet, chamam de A Oração do Segredo. Sei lá, mas que achei muito lindo o Yuri proferindo tais palavras achei. E quero sempre seguir seu exemplo iluminado.

"Sou feliz, alegre e forte,
tenho amor e muita sorte.
Sou feliz e inteligente,
vivo positivamente.
Tenho paz, sou um sucesso,
tenho tudo o que eu peço.
Acredito firmemente
no poder da minha mente
porque é Deus
no meu subconsciente".

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Lisura

Tô em dúvida quanto à honestidade do contador que instalei ontem.
Acho que ele rouba. A meu favor.
Ou foi contratado por minha terapeuta pra aumentar minha auto-estima.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Corujice descontrolada

Sei que o Caio é todo lindo, gostosinho, querido... Mas se ele nasceu assim é porque eu já tinha experiência em fazer menino lindo... Não é de babar ao ver meu meninão com 7 anos e lembrar que ainda ontem ele era meu bebêzinho?


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Um olhar sobre o futuro

Eu acho que uma das linguagens mais significativas vem do olhar. Tenho a fama de não conseguir esconder meu estado de espírito, basta me dirigir um olhar e a pessoa sabe se estou bem ou mal.
Penso no olhar do Caio, no quanto ele é expressivo.
Dia desses escrevi sobre o
olhar que espero do mundo, para nós e como um todo.

Estamos vivendo um período muito bom, de conquistas muito significativas.
Esta semana tivemos revisões na neurologia, gastro e otorrino. Caíto deu show em todas, recebemos alta “trimestral” do otorrino (o mesmo que 60 dias atrás queria lhe botar um dreno!). Na neurologia, os exames indicam que a neuroplasticidade segue à mil na cacholinha tão amada de meu filhote. Ano passado tínhamos seis consultas mensais com especialistas diversos. Hoje, com os progressos que o Caio faz, mantemos apenas a neurologista, mas com ótimas perspectivas. Choro. Estou feliz e me sinto abençoada.

Aí lembro também de um
texto maravilhoso, que muito me marcou. Onde uma mãe de uma criança com PC fala sobre o poder do olhar. Que os olhos podem ser orgãos de carinho ou ferrões. Que eles têm o poder de amaldiçoar ou abençoar.

Sempre que meus olhos pousam em meus filhos, eu estou os abençoando. Nos dois, Caio e Yuri. Quando reconheço meus traços reproduzidos em seus rostos. Quando penso na perfeição da vida, da genética, do amor. Quando os vejo sorrindo e lhes sinto verdadeiramente felizes. Quando os vejo dormindo e respiro seus sonhos infantis. E isso se torna ainda mais forte, claro, quando olho para o meu pequeno guerreiro.

Meus olhos não enxergam meu Caio como um deficiente, um fardo, um castigo. Meus olhos abençoam a criança forte, alegre, que aprende a vida passo-a-passo ao mesmo tempo em que partilha lições grandiosas. Meus olhos abençoam as vitórias gigantescas que são cada nova sílaba, cada sorriso puro, cada médico que sai de nossa agenda (ainda que agradecendo sua passagem por ela). Eu sofro pelo que poderia ter sido e não foi. Mas abençôo tudo que poderia não ter sido e hoje é.

São olhos de mãe, claro. E por isso mesmo mais tendenciosos, mais complacentes. Mas são, acima de tudo, olhos marejados de fé e amor.

Hoje, ao acordar, meus olhos depararam com uma cena ainda inédita. O Caio estava sozinho em seu berço, completamente sentado! Sem ajuda, sem apoio. O fez sozinho. A felicidade transbordou em forma de lágrimas por estes mesmos olhos.

Mais uma vez, minha fé se renova, fortalecida em tudo o que vivemos, do início até o abençoado dia de hoje. E o tempo, que às vezes me é tão doloroso, como
postei semana passada, se torna nosso aliado. Começo a ver o futuro com olhos engrandecidos pela esperança. Sempre abençoando cada dia vivido, cada dia esperado. E, especialmente, abençoando meu amado Caio.

Olhando e abençoando... desde sempre!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Bodas de Aço

Foi ao anoitecer, em setembro de 1996, que eu disse sim.
Sim, eu aceito.
Sim, eu te escolhi e me alegra ser tua eleita também.
Sim, quero ficar ao teu lado todos os dias de minha vida.
Sim, quero gerar filhos teus e construir uma linda família.
Sim, acredito que vamos ser muito felizes.
Sim, eu te amo.




Hoje, 11 anos de casamento. Ao celebrar nossas Bodas de Aço estou feliz. Depois de tempestades que nos vergaram, o amor segue assim, fortalecido.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Tempo roubado

Têm muitas coisas que me dóem na minha história e do Caio. Agora mesmo, com a decisão que tomei, precisamos reviver muitas coisas do passado. Há poucos dias fiquei sabendo de um erro absurdo que cometeram conosco, no meu período de internação - eu estava com infecção diagnosticada, atestada como gravíssima para mim e para o bebê. Mas o antibiótico só chegou mais de 48hs depois. Ok, sei que escolhi "fuçar" neste passado, ciente que seria realmente doloroso. Mas o resultado a que espero chegar hão de compensar as lágrimas que são derramadas novamente.

Agora, vez ou outra, um pensamento me toma conta. Existe uma coisa, em toda a nossa trajetória que ninguém nunca vai conseguir nos devolver, ressarcir, compensar. O tempo.

Toda vez que penso em como as coisas aconteceram, penso no tempo que jamais teremos de volta. Ainda que meu Caio se recupere como acredito e os exames médicos indicam, nada vai nos devolver o que deixou de ser vivido.

Ontem, eu olhva um encarte de jornal com presentes para o Dia das Crianças. Meu filho não pode andar num triciclo. Provavelmente, quando ele adquirir controle do tronco, já estará grande para caber num. É apenas um exemplo simplista, mas existem coisas que não vivemos, que não descobrimos e que não aproveitamos. E que nunca acontecerão. É uma sensação que dói...

Fui roubada do primeiro banho no meu filho, da amamentação, das visitas na maternidade. Fomos roubados das descobertas dos primeiros meses que só começaram a acontecer após o primeiro ano. Somos roubados de compartilhar experiências com minhas amigas com filhos até menores que o Caio porque simplesmente existem coisas que ele ainda não consegue fazer. Somos roubados das fotos no balanço da pracinha, do primeiro uniforme do maternal. De uma vida realmente inclusiva, porque a sociedade como um todo não está preparada para aceitar e receber meu filho. Às vezes, somos roubados na nossa coragem e na nossa esperança, desacreditados na nossa insistência.

O tempo. Às vezes, torço pra que ele passe super rápido e logo o amanhã que tanto almejo descortine para nós. Sim, como me alerta com freqüência minha querida amiga Grilinha, eu sei que preciso ser paciente. Mas também torço para que tenhamos, eu e o Caio, muito tempo pela frente para viver tudo como eu egoistamente acho que a gente merece. E ainda que eu saiba que ninguém vai nos devolver o tempo que nos foi roubado.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Meus frutos

Nos meus 35 anos de vida, acho que já aprendi alguma coisa sobre semear e plantar.
Ando com vontade de colher, sabem?

● Quero colher os frutos do meu esforço. Me sentir realizada com o que tenho e ao mesmo tempo motivada a buscar mais. Merecer mais. Sonhar mais, lutar sempre.

● Quero colher os frutos do meu amor. Ver meus filhos desabrochando para a vida, Yuri mais seguro, educado e paciente, Caio mais forte e interativo. Ver minha família fortalecida neste amor e na união.

● Quero colher os frutos do meu trabalho. Ter mais tranqüilidade, segurança, motivação, reconhecimento.

● Quero colher os frutos da minha fé. Entender cada dia mais que Deus tem desígnios para mim e que eu estou pronta a cumpri-los, com confiança e serenidade.

● Quero colher os frutos do meu amadurecimento, para que eu saiba seguir plantando e esperar o tempo certo de poder colher e saborear todos os doces frutos que hão de me estar reservados.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Chico Xavier

Ele era um sábio. Um ser humano melhor que eu e que muitos outros que conheço. Uma alma generosa. E deixa lições que sempre me fortalecem. Na sua trajetória e nas suas doces palavras.

"Tenhamos paciência. O tempo nos dirá mais tarde o que o momento não pode nem deve elucidar".

"Tem fé, acredita num dia melhor, numa hora melhor, e põe-te a viver sem medo".

Assim seja, amado mestre!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Quem sou eu?

Definição: Uma mulher em busca de uma maturidade condizente com a idade, da realização profissional (e de reavaliação da carreira seguida até então). Uma mãe dedicada e apaixonada pela vida em família. Uma amiga pra todas as horas. Uma pessoa com fé.

Qualidades: Fiel, honesta (as vezes até demais), amorosa, parceira, boa cozinheira.

Defeitos: Sou ansiosa, um pouquinho ciumenta (mas tento controlar), geniosa, com momentos de egoísmo. Tenho a péssima mania de sofrer por antecipação. Choro por tudo – de alegria, de dor, de medo, de raiva.

O que posso melhorar: Estou me trabalhando para diminuir a ansiedade, que acho que é o defeito que gera outros tantos.

O que me tira do sério: Inveja, falsidade, “jeitinho brasileiro” e falta de consideração.

Maior alegria: Meus filhos. Todos os dias, até mesmo quando estou sem paciência e brigo com eles. Porque é o amor mais completo que se pode sentir.

Maior tristeza: São duas, na verdade. Não ter mais meu irmão ao meu lado. O erro médico grotesco que cometeram comigo e com o Caio.

Família: Um assunto conflitante pra mim. Porque existem familiares e “familiares”. Tenho grandes amigos na família e outros ainda melhores fora dela. O meu núcleo familiar (eu, marido e filhos) são o que mais importante há e tento construir uma história bacana pra gente – acho que estamos conseguindo.

Amigos:
Meu esteio em todos os momentos. Minha alegria compartilhada. Sou completamente dependente dos meus melhores amigos e amigas.

Trabalho: Atualmente, em crise. Penso em mudar de ramo, mas preciso de segurança pra isso. Penso em trabalhar por conta no que gosto, mas neste momento não posso abrir mão da estabilidade financeira que meu atual emprego proporciona. Sonho em fazer mestrado e dar aula.

Sonho de consumo: A casa própria. Um carro utilitário pra encher de tralhas e viajar muuuuito com a família.

Objetivo de vida: Chorar menos e sorrir mais. Ver o Caio sem seqüelas (ou que as que permaneçam não interfiram em sua qualidade de vida). Deixar como herança pros meus filhos conceitos que os façam homens de bem. Saber que eles são felizes. Ser feliz também.

Frases: “Deus não escolhe os capacitados. Ele capacita os escolhidos.”; “Um dia de cada vez”; “Deus faz tudo a Seu tempo”; “Tudo posso Naquele que me fortalece”; “Tudo vale à pena se a alma não é pequena”; “A fé tudo pode, o amor sempre vence”.

Sempre gosto destes questionários porque é uma excelente forma de autoreflexão.
Este recebi da Carol. Agora, devo passar para mais cinco pessoas. Adoraria ler as respostas da Babi, da Angélica, da Chris, da Claudia Medeiros e da Rê.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Os caminhos da vida

Dia desses me dei conta de que costumo usar a expressão “longo caminho” para tarefas ou jornadas que julgo difíceis e/ou sofridas.
Mas que falta de senso, não?
Afinal, quanto mais longa a estrada, maior a nossa chance de encontrar flores!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Reconstrução


Nos últimos seis anos este é um dia especialmente dolorido pra mim. Sempre comento que o ataque às Torres Gêmeas me remete à perda do meu irmão, que faleceu abruptamente quatro dias depois do atentado terrorista em Nova Iorque. Porque, como costumo dizer, meu mundo também desabou naquele setembro de 2001.

Já se foram seis anos. E acho que estou evoluindo. Ainda sinto saudades do meu amado Jon. Isso nunca vai passar. Mas está deixando de ser uma saudade triste para ser uma doce saudade de tudo o que compartilhamos em 25 anos juntos. Sempre “converso” com ele, pedindo perdão pela minha fraqueza de, algumas vezes, não aceitar o caminho que nos estava traçado. Não quero que minha dor o prenda em algum lugar. Hoje tento pensar mais no amor e no que ele nos trouxe de bom e menos no que não vivemos. Tivemos o tempo que nos estava destinado e acredito que fizemos o melhor uso dele. Dava pra ter sido diferente? Talvez, mas aí seria outra missão e não a nossa.

Deixando de olhar apenas para o próprio umbigo, me volto pra metrópole americana e para os significados do terror. O que me preocupa? Que a origem de tudo está na intolerância, na intransigência, na não-aceitação das diferenças – sejam elas raciais, religiosas, políticas. Me assusto porque não vejo que mudamos depois do World Trade Center. Reconstruir o que desabou é um árduo trabalho coletivo, da sociedade mundial. Buscando punir responsavelmente os culpados mas principalmente criando alicerces para as gerações futuras. Que elas possam se espelhar em exemplos de fraternidade, democracia, tolerância. Para que a história não se repita jamais.

Quero que meu amor saiba libertar meu querido irmão. Quero que o amor de todos nós, pela vida, pelo próximo, por nós mesmos, possa reconstruir muito mais que o cenário do horror. Que possa transformar os horizontes futuros.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Frase do dia (e pra vida)

"Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura." Fernando Pessoa

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Desafio dos 7

Gosto desses "questionários" (putz, acabei de revelar minha idade com esta colocação... hehehe).
E também acho bacana que me conheçam melhor e eu possa fazer uma reflexão. Então, seguem 7 coisas sobre mim:

1. Meu nome: Cláudia Rejane Lacerda de Almeida. Minha mãe combinou previamente com meu pai que eu me chamaria Janaína ou Tatiana, ele bateria o martelo. Enquanto estávamos na maternidade, ele foi a cartório e me registrou como consta acima. Adoro Cláudia, mas detesto Rejane e achei a combinação péssima. Só assino o Lacerda, da minha mãe. Para os que me conheceram até uns 15 anos e para algumas primas do meu marido, sou a Cacau. Para os que me conheceram a partir do segundo grau (putz, reforcei minha idade de novo!) sou a Dinha, diminutivo de Claudinha.

2. Minhas origens: Nasci numa família pobre. Mãe faxineira (diarista), pai cobrador de ônibus. Na minha primeira infância, carne e leite eram luxos no máximo semanais. Passamos muita necessidade por conta do meu pai que era alcólatra, batia muito na minha mãe e gastava todos os seus ganhos com o vício. Aos 5 anos fui adotada por uma família de classe alta, mas sempre mantive o contato com minha mãe e meu único irmão. Meu pai nos abandonou naquela época e eu só voltei a vê-lo 25 anos depois, no enterro do meu mano. Guardo muita mágoa dele por isso.
O sofrimento que tive na infância, conhecer a pobreza e a riqueza, me tornaram uma boa pessoa - acho. Luto para que meus filhos não vivenciem o que eu passei, mas saibam dar o devido valor às coisas. E sei na carne que o importante é o que se é e não o que se tem.

3. Minha formação: Aprendi a ler e escrever sozinha, ainda aos 5 anos, brincando com gibis. Um ano depois, quando entrei na escola, tive minha poesia "Minha professora não tem sucessora" eleita pela Direção para uma homenagem ao Dia do Professor. Ali, decidi o que queria fazer na vida - escrever. Fiz faculdade de Comunicação, da UFRGS, Publicidade e Propaganda. Sou redatora numa agência, mas acho que deveria mesmo é ter feito jornalismo. Fui a primeira pessoa da minha família a ter um diploma universitário e me orgulho disso. Não porque me ache melhor do que alguém, mas porque depois de mim vieram outras e outras Lacerdas - as mulheres de minha família são fantásticas - a se graduarem. Sonho em escrever um livro e já decidi que não deixo esta vida antes de concluir este propósito.

4. Minhas manias: Sou extremamente organizada, crítica e detesto quando as coisas saem diferente do planejado. Não saio de casa sem arrumar a cama e lavar a louça. Adoro comer pipoca. Odeio acordar cedo. Rôo unhas quando fico nervosa. Sou chorona. Adoro seriados de TV, especialmente os policiais. Adoro comprar livros e DVDs e gostaria de ter mais dinheiro pra isso. Gosto de ouvir música, desde que não seja muito alta. Gosto de dançar, embora não saiba. Tenho um pouco de claustrofobia.

5. Meus medos: Tenho medo de morrer e de deixar meus filhos desamparados. Espero que minha trajetória por aqui só termine quando eles forem adultos. Tenho medo da velhice porque não quero que meus sonhos envelheçam. Tenho medo de perder pessoas queridas. A morte do meu irmão foi a maior dor que já passei nesta vida. Tenho medo de pessoas embriagadas, de dirigir e de quase tudo que é tipo de inseto.

6. Minha família: Sempre sonhei em ter minha própria família. Até teve uma época na adolescência que pensei em não casar nem ter filhos, mas irônicamente, fui a primeira entre minhas amigas a fazê-lo. Beijei muito na adolescência, mas namorados "efetivos" tive raros. O Sandro foi um deles e ficou até hoje, 15 anos depois. Amo ele "apesar de" e não "por causa de" e assim acredito que vamos envelhecer juntos. Meus filhos são meu tudo. É por eles que vivo, sonho, trabalho, respiro. Por eles, engulo sapos e viro uma leoa. Se me pedissem para defini-los numa única palavra, não seria amor, mas plenitude. Porque através deles vivo os mais completos e intensos sentimentos e experiências de vida.

7. Minha fé: Já freqüentei igreja luterana, mormón e centro espírita; embora não pratique nenhuma religião específica. Leio a Bíblia. Aprendi nos últimos anos que Deus é meu grande amigo e tenho longas conversas com Ele. Falo Dele o tempo todo. Ouvi dia desses uma entrevista em que diziam "Quem tem Deus no coração, tem religião". Acho que é isto. Todos devemos perceber e saber que é verdadeiro, se não a entidade, o poder transformador que existe dentro de nós, quando amamos e acreditamos.

E agora, para seguir a brincadeira, devo passar o desafio adiante. Acho que todas as minhas amigas já fizeram, mas adoraria saber mais sobre a Grilinha (vocês deveriam conhecer esta mãe e mulher maravilhosa), a Fernanda de POA e quem mais se inspirar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Filho perfeito

Foi tomada de emoção que assisti à reportagem do Jornal Nacional que noticiava o aniversário de três anos de um menino que nasceu com pouco menos de 10% de sobreviver. Ronaldinho ganhou uma linda festa de aniversário, com decoração, bolo, brinquedos, música. Sua festa aconteceu no hospital. De onde ele nunca saiu.

A equipe médica realmente celebra este menino com deficiências genéticas que comprometem os aparelhos respiratório e digestivo. Foram mais de 30 paradas respiratórias. Ronaldinho contradisse todos os possíveis prognósticos. O que fez a diferença?

“A mãe”, responde a médica chefe da equipe multidisciplinar que acompanha o menino. “Ela nunca desistiu dele e nós resolvemos apostar com ela”.

Vilma, a mãe, fala com emoção, mas serenidade, do filho. “Tive uma fé inteligente”, ela diz. “Nunca deixei de acreditar, mas sabendo de todo o quadro envolvido”. Os médicos se surpreenderam porque nunca haviam visto uma mãe daquelas, que não via nem tratava o filho como doente, por mais que seu quadro fosse gravíssimo. Para ela, ele era o filho perfeito. Porque era amado, podia sentir este amor e era feliz.

Choro. Agradeço à Vilma. Ela conseguiu expressar o que sempre pensei. O que quero dizer quando me nego a rotular meu Caio de deficiente. Ele também é meu filho perfeito. Porque tem amor e alegria. Porque é a vida abençoada que Deus colocou em meus braços. E eu também acreditei, embora não tenha tido a mesma sorte da Vilma de muitos aliados médicos nesta luta. Mas tudo bem, o meu amor de mãe e o amor misericordioso de Deus se mostraram soberanos. O bebê frágil venceu. Hoje, sigo acreditando e já posso dizer que meu guerreiro conta com um pequeno exército, de médicos e amigos que também acreditam. Vamos chegar lá.

Vilma e Ronaldinho, mais de 1100 dias de internação, confirmam que estou certa. O pequeno Ronaldo muito em breve vai realizar o que era considerado impossível. Vai para casa, viver junto aos pais e aos demais irmãos. Vai ter uma vida perfeita. Exatamente como ele, filho perfeito da corajosa Vilma. Exatamente como meu sorridente filho.