domingo, 29 de janeiro de 2017

Pausar é preciso

2016 me foi um ano intenso em todos os sentidos. No trabalho, na vida pessoal, energética e espiritualmente. E quando chegou ao fim, eu só pensava que queria e precisava descansar. Conflitava em mim, as atualizações do Meus Frutos, que eu tinha planejado uma regularidade. Mas dentro de todos os aprendizados que tenho buscado, duas lições importantes: me respeitar, sendo menos exigente comigo mesma; e só fazer aquilo que me desperta paixão, do contrário, não faz sentido.

Foi assim que passei duas semanas na praia, curtindo alternadamente as delícias de cada um dos meus filhos, aproveitando uma natureza que nos abençoou muito neste período, me permitindo alguns pecadinhos da gula e praticando um saudável ócio. Na volta pra casa, ainda de férias, fui reorganizando várias coisas e o Meus Frutos, evidentemente, era das primeiras pautas. Porque é onde mais quero investir minha energia em 2017. Porque sim, é paixão. Evidentemente é preciso foco para atingir metas, mas pausas são necessárias. Para se buscar o equilíbrio entre o que se deseja e o que se já tem.



Sou assim mesmo, meio insurgente. Pego sempre, daquilo que aprendo, o que acho que me serve, adapto à minha realidade e crio minha fórmula particular de viver.

Esse é meu convite pra tua reflexão neste período tradicional de férias, que é mais devagar para a grande maioria: permita-se pausar. Permita-se viajar nem que seja para dentro de si mesmo - onde costumam acontecer as mais profundas experiências. Isso contraria as visões mais competitivas, mas eu acredito que quem está em equilíbrio consigo mesmo, está sempre em vantagem, em qualquer disputa.

Por aqui, estamos de volta. Reenergizada. Ainda mais apaixonada por aquilo que quero fazer de minha vida. Cheinha de planos e sonhos para 2017. Já com novidades pra contar nos próximos posts. Sejam bem-vindos eles (os meus sonhos), bem-vindos vocês, aqui de volta, junto comigo!

Um beijo.

Cláudia

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Não espere nada de 2017

O início do ano tem a mística de renovação e de depositarmos nele nossas melhores esperanças. Há muito partilho mais da ideia de Drummond de que é tudo com a gente, que para viver um ano Novo de verdade, precisamos fazer por merecer. Num vídeo que assisti coincidentemente nestes dias, Mario Sergio Cortella fala que a esperança é algo maravilhoso, pois nela depositamos nossos sonhos. A questão é que muitos confundem esperança, do verbo esperançar, com espera.

Esperamos do novo ano, sucesso, amor, prosperidade, alegrias. Esperamos. Mas o que fazemos de fato para alcançá-los? Ter esperança é acreditar que poderemos conquistar aquilo que desejamos; mas justamente se acredito em meus sonhos, dou meu melhor para realizá-los. E isso tem que ser todo dia...

Sei que na prática, há aqueles dias em que a motivação não vem e por vezes estacionamos nossos projetos. Mas isso também não pode ser sinônimo de desistir. Sempre dá pra retomar e seguir atrás daquilo que nossas esperanças depositaram em nossos corações.

Hoje é o dia perfeito para isso. Primeira segunda-feira do ano.

Eu, por exemplo, hoje, primeiro dia das minhas férias, resgatei meu roadmap, que é a rota passo a passo do objetivo que planejei para minha vida, a ser alcançado ate o final deste ano. Ele foi criado em setembro do ano passado e estabeleci dezembro de 2017 como a reta final. Então fui olhar o que já tinha feito do que me propus, se me atrasei em algo, o que tenho que fazer para estes meses agora, dentro do meu esperançoso cronograma.


E isso vale pra tudo! Tenha esperança, mas não espere. Comece agora! Trace seus objetivos. Vá atrás do seu sonho! Fale de seus sentimentos para aquela pessoa especial. Comece um desejado curso. Retome uma amizade que lhe era valiosa e que por algum motivo se perdeu. Peça a seu chefe aquela promoção. Compre aquele livro. Comece cobiçado. Comece a praticar esporte.

HOJE.

Porque hoje é o momento certo!
Não espere mais para fazer as coisas que te trarão felicidade.
A esperança é agora!
Não espere nada de 2017. Faça acontecer!

Esse é meu convite para o novo ano! Vamos juntos?

Um beijo,
Cláudia

sábado, 31 de dezembro de 2016

O que vivi em 2016

Se eu pudesse resumir 2016 em poucas palavras, elas seriam: Aprendizado, Coração, Atitude.

Apareci num lindo programa de TV junto com meu filho. Fiz curso de LIBRAS e achei apaixonante.  Comi menos sushi do que gostaria. Acho que bebi um pouquinho a mais do que deveria. Dei palestras e quero fazer isso pra sempre. Iniciei em desenvolvimento mediúnico. Apliquei menos reiki do que gostaria, mas joguei mais tarô do que poderia imaginar. Fui lembrada de quão rico pode ser um abraço. Trabalhei arduamente na campanha eleitoral e fui até fiscal do partido. Vivi um processo de coaching e descobri o que vim fazer neste mundo. Meus filhos crescem lindamente e seguem sendo meus grandes parceiros da vida. Estou aprendendo a dizer mais nãos com menos culpa. Deixei pessoas e histórias pelo caminho, mas as que ficaram são as melhores. Fiz uma burrada grande com meu cabelo no meio do ano, mas aprendi que nasci para ser loira. Conheci muitas pessoas e estar conectadas a elas é meu propósito de vida.


Também tive problemas. Sofri. Me decepcionei. Chorei sozinha. Tive meus piores dias. Mas toda minha caminhada me fortalece para valorar os melhores. E eles foram incríveis!

Para o novo ano, minha maior ambição é que eu consiga continuar sendo eu mesma. Claro que tenho sonhos, tenho metas. Mas com a convicção de que o melhor meio de chegar até eles é mantendo essa conexão com minha essência. É alimentar diariamente essa Cláudia motivada, confiante, capaz, focada, que floresceu em 2016. Aprendiz eterna, como eu sempre digo. Com muito a evoluir ainda. Mas com a cara e a coragem suficientes para isso. Então, pode vir 2017. Te espero de braços abertos!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Dê-se o melhor Presente

Ontem foi Natal e provavelmente você passou os últimos dias em busca do presente ideal para as pessoas que ama. Bacana. Mas e pra você, o que você se deu? E obviamente não estou falando em algo necessariamente material. Mas, que prazer você se proporcionou? Que desejo seu - de consumo ou de descanso, de carinho, consigo mesmo, você realizou? Seus projetos, receberam a devida atenção?

Não existe nada mais precioso do que aprender a presentear-se com a prioridade em sua própria vida. Muito diferente de egoísmo, tem a ver com se responsabilizar com sua felicidade e os resultados obtidos em sua vida, sem transferi-la para ninguém mais, pois o comando é todo seu!


Ainda não conseguiu? Ainda coloca todas as outras pessoas e/ou compromissos em primeiro lugar? Ainda dá pra começar a mudar esse pensamento. Que tal agora? "Ah, vou colocar como resolução de Ano Novo, então". Não! Comece agora! Use o hoje, o seu Presente! É tudo o que temos! De hoje até 2017 ainda temos cinco dias! Sabe o que pode acontecer até lá? Muita coisa! Ou alguma coisa. Mas, para isso, tem que começar. Não espere mais.

Meu convite então, nesta semana de festas, esperança e planos é este: dê-se o melhor Presente. Seja em dedicar mais a você mesmo, seja em aproveitar justamente o agora. O amanhã pode ser construído, sim. Mas será fruto do que você mentalizou, planejou e fez hoje. 

Feliz Vida!
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Palestra Educandário

Palestra "Ser mãe é sempre especial", realizada no evento Uma Tarde Especial no Parque, do Projeto Borboletas. Educandário São João Batista, Porto Alegre, 14/12/2016.














quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Não é o ano, não é o mês: somos nós

  • Já virou tradição como panetone e especial do Roberto Carlos. Todo fim de ano, a cada dissabor que a vida nos apresenta, inicia a lamúria: “Pra mim, o ano X já deu”. “Pode acabar ano Y". Termina ano Z”. Como se as coisas fossem ruins por causa do ano e que no virar da meia noite de 31 de dezembro, todas as dificuldades desaparecerão num passe de mágica. 


  • Me perdoem os fatalistas do calendário, mas a culpa não é do ano. Somos nós! Como assim, nós? Isso mesmo! É aquela velha máxima: não é o que nos acontece, mas como reagimos ao que nos acontece. Invariavelmente todo ano, morre alguém querido. Também se vão personalidades bem quistas do cenário artístico e cultural. Acontece alguma tragédia, acidente, catástrofe ambiental. Alguém perde o emprego, termina um relacionamento, sofre. Faz aí uma retrospectiva. Todo ano! As dificuldades estão aí para todos e se jogar no muro das lamentações culpando o ano só nos isenta da responsabilidade em batalharmos a própria felicidade! 


  • Sempre falo que um dos grandes aprendizados que tive ao longo da vida foi sair fora do vitimismo. Somos autores de nossas histórias. Temos o poder de transformar cada momento vivido, por pior que seja, em evolução. Para na próxima, reagir diferente! É usar a morte para valorizar a vida a cada dia. É usar a perda para buscar a vitória. É usar a dor para aprender a superação. 


  • Na mesma linha, porém em outro hemisfério, é a ladainha de que o novo mês traga bênçãos, prosperidade, sucesso. Maravilha querer e acreditar nisso. Mas sabe? É tudo contigo! Tem que fazer por onde, batalhar, ir atrás. E pra isso, não precisa esperar virar o mês, nem o ano. Dá pra começar hoje, agora! Ser dono do próprio destino é atitude para os mui corajosos. É assinar com firma reconhecida as próprias escolhas e matar no peito suas consequências. 



Então, se é pra entrar na vibe do recomeçar e de novas energias, que tal essa? A de tudo que é bom e ruim nasce e se encerra a partir de nós mesmos, da potência que damos a cada um dos eventos vividos. Vamos mudar? Vamos assumir a direção de nossas vidas? A partir dessa escolha, qualquer dia, mês ou ano, tem tudo pra ser incrível.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Quando alguém te bendiz

Trago da vida alguns traumas que às vezes ainda me atrapalham. Grande parte deles vindo de palavras proferidas de pessoas que eu amei e confiei, ainda na infância. Eu poderia dizer que fui amaldiçoada, me rogaram praga e por aí vai.  O resultado é um coração bastante ferido que, tantos e tantos anos depois, ainda luta para provar que sua existência contraria tudo de ruim que lhe foi dito.

De tudo que busquei para tentar curar essas dolorosas marcas, aprendo a valorar o que de bom a vida me dá; lição tão difícil para todos nós, independente de nossas experiências, não é mesmo? A filosofia de buscar ver a metade cheia do copo por vezes soa utópica. Mas não se trata disso. Trata-se de dar valor àquilo e àqueles que te acrescentam, e não aos que te diminuem. Se é pra frente que queremos ir, de nada adianta ficar arrastando a corrente do passado presa ao pé.

Essa semana, uma pessoa fez o contrário dos meus traumas: ela me bendisse. Sim, ela disse coisas boas de mim, enalteceu minhas qualidades (as que ela vê em mim) e me profetizou um futuro muito feliz.

Ah, se ela pudesse saber o poder curativo de suas palavras. Se alguém lá atrás, em minha história, que eu achei que “devia” me amar e proteger... me proferiu palavras duras. Ela me trouxe o bálsamo do afeto, da gentileza, da esperança. Naquele momento, suas boas e doces palavras me caíram como realmente foram: uma benção. Deus me mostrando, através de um de seus anjos terrenos, que está tudo certo, que o ruim pode ser aprendizado mas é o bem que tem o verdadeiro poder transformador em nossas vidas. Basta a gente aceitar e querer.


Para a semana que vai começar, te faço este convite: vamos bendizer nossas vidas e a de quem está próximo a nós? Se tivermos oportunidade, vamos plantar uma sementinha de boas palavras e sentimentos na vida do outro? Se tudo na vida é reflexo, esse bendizer lançado a teu próximo, reverberá em tua vida. O coração tocado pelo bem costuma transbordar e isso faz com que se queira levar essa sensação adiante, tocando também um outro coração. É o que chamam de corrente do bem. É o que, ouso dizer, dá sentido à vida.

Uma bendita semana a todos. Em especial à Ignez.

Um beijo,
Cláudia

domingo, 4 de dezembro de 2016

Começar agora!

O fim de ano é época tradicional de retrospectivas e planos para o novo ano. Ambos são importantes desde que, como tudo na vida, sejam feitos com propósito. A retrospectiva, olhar para trás, para que fortaleça os aprendizados que nos permitiram evoluir um pouco mais, em nossa trajetória. Os planos para o ano que virá são excelentes oportunidades de colocarmos foco e estratégia em nossos objetivos. Sim, são movimentos essenciais. Mas, vamos olhar para o agora?

Sem tirar a importância de tempos passado e futuro na construção de uma vida feliz e com propósito, me tornei uma defensora ferrenha do presente. Em aprender a lidar da melhor forma com “o que temos para o momento”. O que para uma ansiosa nata, como eu, é um grande desafio. Às vezes voltar ao passado me é importante para lembrar-me do quanto já caminhei pra chegar até aqui, como diz a canção; o quanto já superei. Mas consegui deixar de sofrer pelas escolhas erradas que já fiz, pelos votos de confiança dados indevidamente ou por atitudes impensadas. Já foram e eu não posso voltar atrás, só tenho o hoje para desfrutar dos aprendizados que me trouxeram e tentar fazer diferente.

Mais ainda quando se fala em futuro. Recentemente passei por um processo de Coaching e tenho um plano, metas e um roadmap a cumprir, para me levar aonde almejo – tempo futuro. Mas então, começo agora. Porque faz parte da estratégia. Mas, principalmente, porque é tudo que tenho: o presente.


Essa semana o país foi sacudido por uma grande tragédia. Que só nos reforça: viver o agora. Ok fazer planos, mas dar os passos iniciais para sua realização hoje. Chego a pensar que parte da melancolia que por vezes acompanha o final de ano é justamente fazermos nossa retrospectiva pessoal e perceber que não realizamos aquilo que nos propomos no ano anterior. Daí, a gente se lança a fazer a lista de desejos e ou metas para o ano novo. Bacana. Mas também tem que botar a mão na massa. E não precisa começar só quando 2017 chegar. Dá pra começar agora. Até porque, o agora é tudo o que temos.

Pra semana que vai iniciar, eu te deixo essa reflexão, esse convite. Não espere a melhor oportunidade, a ocasião ideal, ter mais dinheiro, menos medo, para ir atrás dos teus sonhos. Um dos mantras que tem me guiado nos últimos dois anos é cantado lindamente por Oswaldo Montenegro: Eu quero ser feliz agora!
Desejo que tu também queiras. Feliz semana!
Um beijo,

Cláudia

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A beleza de ser quem se é

Ontem fui ao salão de cabelereiro renovar minhas mechas. (Traduzindo aos homens: significa repintar o tom aloirado que decidi imprimir às minhas madeixas nos últimos tempos). Para algumas amigas, comentei que estava em terapia, me tratando, cuidando de mim. E o resultado foi, sim, terapêutico. Saí de lá me sentindo linda, poderosa, pronta para ganhar o mundo!

Amigos comentam que nos últimos anos passei por uma grande metamorfose e estou muito mais bonita. Generosa opinião de quem me quer bem à parte, a verdade é que estou mais vaidosa. Estou é cuidando de mim como nunca antes. E o reflexo vem à tona.

Cosmésticos como cremes, esmaltes, perfumes e afins se tornaram parte de meus investimentos. Rotinas estéticas também. Em algum momento, são prioridade orçamentária sim, pois o retorno que me trazem é imensurável.

O que aconteceu com a “antiga” Cláudia? Sempre tão comedida, se tornou uma mulher fútil? Eu diria que me tornei uma mulher completa. Que me olho por inteiro. Que ao dedicar tempo para cuidar da aparência, está apenas se harmonizando com um interior que alcançou maturidade.

Não me arrumo para os outros, não me tornei uma escrava em busca da beleza. Tenho meus dias sem maquiagem, de roupas largadas e cabelos despenteados. E sou feliz neles também. Entendo que o que tenho de mais bonito está dentro de mim. Que essa mulher que busca viver uma relação de respeito e afeto com a imagem que vê no espelho, é uma pessoa que lutou muito para aceitar suas imperfeições. Hoje, não as esconde mais. Meus quilos a mais, característica pessoal, seguem comigo. A pele não tem mais o viço da juventude e suas marcas são o registro do que já vivi.  Aceitei o indomável cabelo crespo, sabendo que posso alterná-lo com dias em que os fios brincam de ser lisos. Meu corpo é a embalagem de um ser humano de conteúdo que cada vez mais busca o equilíbrio. Mas quando a unha está bem feita, sinto que posso ganhar o mundo com minhas mãos. Quando a maquiagem realça meus melhores traços, sou lembrada exatamente disso – da capacidade de aflorar em mim mesma, uma melhor versão. Quando essas ferramentas – que carregam por vezes o estigma da vaidade, como se ela fosse negativa e soberba - ajudam a me sentir mais forte e capaz, elas nada têm de fúteis.



Elas despertam uma mulher que fez escolhas. Que já viveu dias nada bonitos, mas decidiu trilhar novos caminhos. E amar a si mesma é um deles. Inegociável. Sem prepotência. Com carinho. Como quem alisa cabelos recém saídos do cabelereiro. Essa paz consigo mesma conquistada. Essa determinação em cuidar de si, sem medo de ser considerada egoica. Essa segurança de ser quem se é, com todas as suas também imperfeitas facetas. Sabem? Alguns chamam de beleza.

domingo, 27 de novembro de 2016

O exercício diário da gratidão

Esta semana os norte-americanos comemoraram o Thanksgiving Day. Alguns chegam a dizer que Gratidão virou uma palavra da moda. Sinceramente, eu espero que ela tenha vindo para ficar. E não como palavra, mas como atitude e filosofia de vida.

Eu sempre fui muito vitimista. Via toda e qualquer dificuldade de minha vida como injustiças tremendas de Deus, do destino e das pessoas que de alguma maneira "colaboraram" para elas acontecerem. Na minha primeira incursão na busca por terapia, eu só conseguia querer que ela (a terapia) curasse as dores que este mundo cruel me ocasionou - sem saber que algumas das maiores provações, ainda estariam por vir.

Acredito que todas as ferramentas de autoconhecimento e desenvolvimento que busquei, me trouxeram a maturidade de entender que absolutamente tudo o que vivi me transformaram na pessoa que sou hoje. O abandono familiar na infância, o abuso psicológico promovido por quem deveria me cuidar, um casamento também marcado pelo gaslighting e infidelidade, um filho com deficiência provocada por erro médico, muitas perdas no padrão financeiro e, finalmente, a corajosa decisão de recomeçar depois dos 40 anos. Tudo isso, em parte, contribuíram para fortalecer a ansiedade, a insegurança emocional e outros sentimentos negativos. Mas quando eu passei a AGRADECER por essas oportunidades TRANSFORMADORAS que a vida me trouxe... Tudo passou a fluir de uma maneira muito mais próspera e positiva.

Foram essas dificuldades que me ensinaram sobre resiliência, superação, fé, motivação, amizade, amparo espiritual, missão de vida. Me oportunizaram conhecer pessoas e ferramentas maravilhosas em um processo - contínuo, jamais acabado - de cura. A tudo isso aprendi a agradecer. Hoje, só mantenho este blog, dou minhas palestras, é justamente pelos aprendizados que a GRATIDÃO me trouxe.

Existe um vídeo bem bacana (link aqui) que mostra a ligação entre neurociência, coach e gratidão. Recomendo. 


Isso não significa que o valor da tua gratidão tenha relação direta com a quantidade ou nível de desafios enfrentados ao longo da vida. Cada um sabe dos seus (um dia venho falar da minha teoria da unha encravada). A gratidão está muito mais relacionada à SINCERA DISPOSIÇÃO em exercitar este sentimento.

Meu convite para a semana que está começando é este: seja grato. Mesmo e principalmente quando parecer que não é possível ser. É um dos melhores exercícios que podes fazer à tua alma, mente e coração. 
Um beijo,
Cláudia

domingo, 20 de novembro de 2016

A vida não foi feita para o piloto automático

Na vida, muitas são nossas obrigações. Os deveres que temos a cumprir. Trabalho, estudo, contas, contratos, compromissos. Deveres inclusive legais, éticos, culturais, até mesmo religiosos - específicos dos grupos aos quais pertencemos. A eles devemos dar o nosso melhor, para que os resultados venham no mesmo patamar. Mas existe uma diferença gigante quando se trata daquilo a que nos propomos.

Porque propósito é uma escolha. Você não tem o dever de ser um grande profissional, mas é possível que se proponha a isso. Provavelmente há a obrigação de trabalhar para garantir o seu sustento, mas você pode se propôr que este sustento virá de uma atividade totalmente fora dos padrões, por exemplo. Então, você deixa de trabalhar somente para se sustentar e passa a buscar o seu propósito.

Você não tem o dever de ser um amigo sempre presente e disponível, uma pessoa que ajuda a todos sem medir esforços. Mas talvez seu coração lhe proponha a ser. Então, você deixa de ser apenas mais um nos seus relacionamentos e passa a ser aquela pessoa que é esteio, alento e inspiração para as que estão ao seu redor. Porque isto é ao que você se propôs.

Ter um propósito dá muito mais trabalho do que ter obrigações a cumprir. Porque realizar nossos propósitos exige entrega, visceralidade. E o meu conselho, para fazer a diferença - nos seus propósitos, na busca dos seus sonhos, nas suas relações, é este: encontre seu propósito e entregue-se a ele. Mas seja coerente. Fazer meia boca, para cumprir protocolo não serve. Porque aí passa a ser apenas obrigação. Se em determinado momento a energia baixar e não rolar o coração motivado pelo seu propósito, respire, sente-se (e sinta), se compreenda e deixe essa fase - que acontece com qualquer pessoa - passar. Acredite: ela passa e a gente volta cheio de vontade outra vez.

Porque de gente a viver por obrigação, seguindo manuais, ligadas no piloto automático, o mundo e os consultórios terapêuticos estão cheios. O mundo precisa de pessoas que vivam com um propósito e vontade de brilhar e dar brilho. A essas, o baixo astral, os imprevistos e outros obstáculos, também chegam. Mas passam rapidinho, porque elas vieram para fazer diferente. Você topa ficar neste grupo?



Esse é o meu convite para a semana que está começando. Torço para você aceitar!
Um beijo,
Cláudia

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Todo dia pode ser domingo

Então que ontem, pulei a tradicional publicação de domingo à noitinha aqui no blog. E só me dei conta hoje. Estava em Caxias do Sul, palestrando em mais um evento Uma Tarde Especial no Parque. Primeiro, como é de meu feitio, fiquei entre triste e brava comigo mesma. É meu compromisso! Mas depois, relevei. Eu estava trabalhando, produzindo, criando elos e sendo feliz!

Pensei em não postar hoje, afinal teria perdido o timing. Mas aí me dei conta! Não é justamente disso que falo? Em aproveitar intensamente todos os dias!? Em lidar de forma positiva com o inesperado!? Pois ontem não consegui postar por um motivo maravilhoso, por ter chego em casa tão preenchida de bons sentimentos, num cansaço onde prevalecia o sentimento de plenitude. Então por que não publicar algo hoje? Segunda-feira! Mas ainda é início da semana. E ainda que não fosse, é um novo dia, uma nova oportunidade. E tem coisas na vida que é melhor demorar a fazer do que nunca realizar. Pensa nisso.

Hoje é segunda-feira. Mas podemos vivê-la com o mesmo entusiasmo do domingo. Poderia ser terça e ainda poderíamos ter o mesmo sentimento, de depositar nossas esperanças na nova semana que vai iniciar. Pois é sempre tempo de recomeçar. De tentar outra vez. E a determinação em como vão ser as coisas, a energia a nos conduzir... Isso mora aqui ó, dentro da gente. Olha que poder: tá nas tuas mãos! Como dizia aquele velho programa de TV: você decide!



É aquilo que falei sobre o sol que brilha dentro da gente. O calendário é um detalhe. Todos os dias podem ser um fardo, tediosos ou tristes. Mas todos também podem ser absolutamente incríveis, transformadores, oportunidades sensacionais de evolução e felicidade. Então, o que você prefere? Todo dia pode ser domingo aí dentro do teu coração! Bora?!

Uma semana repleta de dias leves e lindos pra todos!
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

10 anos de conexão com as pessoas

O blog Meus Frutos completou 10 anos em julho deste ano (10 anos neste provedor, 12 contando com o blog anterior). Nascido com um diário pessoal para receber os desabafos de um momento pessoal bastante difícil, posso dizer que os frutos cresceram e amadureceram. Não foram poucas as vezes em que pensei que já não havia mais sentido em manter um espaço unicamente falando de minha vida, meus aprendizados, medos, filhos. Daí me dei conta que Meus Frutos, como coloquei na descrição do blog, ia além dos meus filhos. São minhas ideias, meus textos. Tudo o que nasce de mim. E numa teimosia sem explicação, ele seguiu.

Até hoje foram 645 posts, com 2.772 comentários. 120.288 visitas, acessos crescentes, adesões nos canais das redes sociais. Tantas pessoas, tantas histórias, vidas entrelaçadas. Não tenho a menor sombra de dúvida que as partilhas feitas aqui também em muito me fizeram chegar onde cheguei. Uma mulher amadurecida, um ser humano mais consciente. Eterna aprendiz,reforço sempre.



Aqui passaram basicamente muitos amigos e mães procurando orientação, trocar experiências. Quando a deficiência do meu filho passou a ser entendida como apenas mais uma faceta de nossas vidas, os frutos mudaram. E ainda assim, as companhias por aqui seguem. Temos 37 seguidores cadastrados para receber os novos posts. Se tivesse um único, seria imensa a minha responsabilidade e igual o meu amor por este "lugar". 

Muito me honra receber o feedback de leitores dizendo que devo continuar por aqui, partilhando ideias e experimentações. Essa conexão de vocês comigo, que me permite estar perto de tantas pessoas fantásticas e singulares; me conecta ainda mais com a vida e com o que talvez seja meu propósito. No mínimo, me conecta mais com a felicidade.








E nesta, que chamo de nova fase, te convido de novo a me contar: O que te traz até aqui? O que esperas encontrar? O que te faz voltar? O que te guia até o Meus Frutos? Se quiser mandar uma resposta privada, email para claudiapalestrante@gmail.com 

Mais uma vez deixo minha gratidão e meu amor a cada um que, de alguma forma, fez ou tem feito parte dessa caminhada que já é uma história a ser contada. Vamos juntos!
Um beijo, 
Cláudia

domingo, 30 de outubro de 2016

Sobre ganhar e perder

Trabalho diretamente com política. No primeiro turno, meu vereador saiu vitorioso, como o mais votado do município. Alegria pelo reconhecimento a um forte trabalho de equipe realizado com muita dedicação. Hoje, ao término do segundo turno, nossa candidata à prefeitura não se elegeu. Tristeza e frustração pelo objetivo não alcançado, apesar de todos os esforços dispendidos. Muitos amigos me mandaram mensagens em solidariedade. A eles respondi o que se tornou a inspiração do que venho falar com vocês hoje. 

Só conhece o sabor da derrota, quem já experimentou a vitória. 
Felizmente, eu conheço os dois.

Hoje, as coisas não saíram como o planejado, como o esperado.
E quando não dão certo, é muito comum buscar os porquês da falta de êxito. Que bom, essa é a parte do aprendizado, da reflexão, do amadurecimento. Sempre ficam as lições para uma próxima vez.
O outro lado é justamente lembrar que se a derrota nos é amarga, é porque a comparamos com o deleite certamente já experimentado da vitória. Se temos o parâmetro do quanto é ruim perder, é porque lembramos a delícia que é ganhar. 

Esse é o jogo da vida. Inconstante porque mutável, surpreendente, sempre desafiador. Como escrevi recentemente, a soberba da felicidade pode ser perigosa. Por isso, às vezes, a gente perde. Para nos situarmos que nada é para sempre. 



Ah, mas olha só que bacana! Daqui a pouco começa um novo dia, um novo tempo. E o placar é zerado de novo. Bola no centro do campo, peças enfileiradas no tabuleiro, tudo contigo outra vez. Não é o máximo isso? Ter uma nova chance de fazer melhor do que hoje e vencer! Que tal? Eu aceito, super disposta a vencer amanhã. Vamos juntos?

Desejo uma semana corajosa para vocês e seus propósitos.
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Melhores dias, piores dias

Ontem completei dois anos da minha primeira formação em Reiki. Seu princípio básico diz: Só por hoje. Principalmente naqueles dias mais difíceis, quando nos sentimos sem coragem ou forças para seguir. Que saibamos e nos permitamos, afinal é "só por hoje". O amanhã sempre pode nos reservar novidades. Mas que quando formos esplendorosamente felizes também saibamos que é só por hoje, para que não criemos a soberba da felicidade, pois ela é uma conquista diária. 

Meus amigos, alguns leitores do blog, generosamente dizem que sou um exemplo de bom humor e positividade, apesar de minhas dificuldades. Primeiro que gosto de esclarecer: a deficiência de meu filho é apenas uma faceta dos desafios que vim enfrentar nessa existência. Apenas, talvez, a mais visível. Mas, tudo bem, tudo o que me veio foi para que eu estivesse aqui hoje. E não, não sou sempre positiva. Tenho meus piores dias, como todo mundo. Tenho minhas bads e por vezes choro junto a meu travesseiro. Me permito. Só por hoje. Mas essa não é a minha escolha de vida. E é disso que, sim, se eu pudesse, aceitaria ser exemplo: de que sempre dá pra virar o jogo, de que é tudo com a gente. 

A felicidade e a positividade são exercícios mais árduos do que a infelicidade. Muito mais simples, chorar sentado num cantinho, reclamando das injustiças do destino. Sei bem. Muito já fiz disso. Ser feliz de verdade, apesar de, é para os fortes. É olhar tudo o que também não está bom em nossas vidas e transmutar em combustível para, então, sair daquele lugar. Ou, por vezes, olhar, sentir as dores e acatá-las, com amorosidade e respeito, pois talvez seja o melhor que conseguimos fazer... Nem que seja só por hoje.


Que saibamos que a vida é isso: cair e levantar, sorrir e chorar, luz e sombra. Mas fica muito mais fácil quando a gente enfrenta nossas batalhas com um sorriso no rosto. Periga a gente se acostumar e conseguir todo dia, encontrar mais motivos para agradecer do que para lamentar. E fazer os melhores dias ganharem dos piores. Só por hoje. Só por amanhã. E por todo dia que pudermos. 

domingo, 23 de outubro de 2016

O que vou aprender esta semana?

Ouso dizer que passei a entender melhor a vida quando entendi que ainda havia muito a aprender, descobrir, conhecer. Se aos 20 anos eu acreditava que tinha em minhas mãos todo o poder concedido pela vitalidade da juventude, para conquistar o mundo; hoje meus mais de 40 me ensinam que o que tenho de mais poderoso e transformador é a capacidade de aprender.

Os últimos três anos me foram especialmente desafiadores. Uma montanha russa de emoções e experiências. Venci uma depressão profunda. Conheci a Programação Neurolinguística. Encerrei um casamento de 22 anos. Voltei ao mercado de trabalho após 7 anos. Iniciei um desenvolvimento mediúnico. Fiz cursos diversos. Me alegro em dizer que me transformei numa eterna aprendiz. Da vida e de mim mesma.

Durante muitos anos, uma das minhas fontes de renda era a formatação de trabalhos acadêmicos. Eu gostava muito, pois via ali a oportunidade de ler e aprender sobre assuntos diversos. E sabe? A vida é um eterno artigo a ser revisto, avaliado, formatado para o momento em que vivemos - e que pode, justamente, mudar a cada dia. As semanas se reiniciam, o calendário e as rotinas se repetem, mas nosso olhar pode sempre ser diferente. Reler a vida, as pessoas, as relações, nossas crenças. Acho que essa possibilidade é um dos maiores baratos da vida. 



Então, mais uma segunda-feira já está batendo às nossas portas. Eu sei dos vários compromissos e metas que tenho a cumprir e vou me esforçar para isso. Ainda assim, talvez não consiga todos e recentemente fui lembrada do poder positivo do fracasso. Uma faceta disso é a aprendizagem que cada situação nos traz, independente do resultado obtido. Não sei quais serão, mas acredito demais no tanto de coisa bacana que certamente terei a oportunidade de aprender nessa nova semana. 
Eu estou pronta e disposta. E você?

Desejo uma semana repleta de bons aprendizados.
Um beijo,
Cláudia

domingo, 16 de outubro de 2016

O sol de dentro da gente

Aqui no RS, passamos a semana passada em alerta metereológico de possíveis temporais. Muitas pessoas adiaram planos e ficaram invariavelmente já de mau humor aguardando as precipitações. O que só se confirmou hoje, domingo. Então, te pergunto: de que adiantou o sofrimento antecipado? E dias incontáveis de mau humor? Aliás, segundo a metereologia, agora que a chuva chegou, ela se estende por praticamente toda a semana. E aí, vamos ficar de cara fechada pra combinar com o clima?

Tenho um "mantra pessoal", que são falas que criei para mim mesma, para aguentar os solavancos da rotina e me fortalecer na caminhada. Entre eles estão, "eu só acordo para vencer", "viver é para os fortes", entre outros. Mas um dos meus prediletos é: "o que importa é o sol que brilha dentro da gente".

Nada é mais determinante do que a força do que vive em nosso peito e em nossa mente. Olhar a rotina e os acontecimentos da vida com o prisma da positividade e gratidão torna a caminhada mais leve e prazerosa, por mais íngreme ou estreito que seja o caminho.



Me vem à lembrança, um dia muito feliz que vivi. E sei que neste dia chovia muito. Porque alguém me alertou: "nossa, mas tu foste até lá e fizeste tudo isso, com esse tempo?" Ao que respondi: "Choveu? Nem notei". Obviamente que eu sabia da chuva, mas nada era mais importante do que vivenciar aquela alegria que acelerava meu coração naquele dia. Este sentimento era o sol que brilhava dentro de mim. Foi a ele que dei valor.

Podemos e somos convidados a fazer isso todos os dias de nossas vidas. Haverão os dias de sol, os dias nublados, os de refrescante chuva, os de temporais intensos. E haverão os arco-íris para nos lembrar que em tudo, pode-se ter cor e beleza. Não podemos pular o calendário para viver só os dias que nos agradam. Mas podemos manter sempre pulsando dentro da gente a força, a radiação, a luz de um sol emocional e mental.

Vamos juntos? Linda e iluminada semana pra vocês.
Um beijo,
Cláudia

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ouvir e falar

Quando me formei na faculdade, em 1995, o paraninfo foi o jornalista Ruy Carlos Ostermann. Seu discurso era: sobre: Saber ouvir. Dizia ele que nós, só haveríamos de exercer bem nossas profissões, em qualquer um dos três segmentos da comunicação -jornalismo, publicidade e propaganda (o meu) ou relações públicas, se soubéssemos ouvir. Ouvir para falar? Eu havia feito o curso para escrever, para me tornar uma capacitada redatora! A questão é que acreditava que eu poderia ter algum dom com a escrita. Sempre me apresentei como sendo melhor na escrita do que na fala. Eis as reviravoltas que o mundo dá, eu abandono minha carreira por 7 longos anos. Porém, não abandonei os textos, criei um blog... e lá fui alimentando este amor com as palavras. No entanto, no início deste ano, um convite inusitado: tu não quer dar uma palestra? Para mães de crianças com deficiência, contar tua experiência, teu aprendizado, teu ponto de vista. Perguntei: quem haverá de querer me ouvir, uma desconhecida “mãe”? Mas, topei. E me apaixonei por este caminho. E de lá pra cá, tenho falado mais e mais. As mães em especial, se emocionam. Se sentem compreendidas. Ficam a refletir. Me abraçam e agradecem. Na última palestra, em Farropilha, uma das mães mais emocionadas veio me dizer que não tem um filho com deficiência. E ainda assim, meu relato lhe caiu como uma luva. Então lembro do primeiro momento inesquecível da fala de meu paraninfo. Sobre quando temos coisas boas a partilhar: “Mas você precisa falar disso o tempo todo, você precisa falar para as pessoas”.


As minhas palavras que nascem sempre do papel ou do teclado, ganham asas. E minhas falas começam a ir além do evento inicialmente destinado. Estou começando a montar uma agenda com outros locais, outros públicos. Estou sendo convidada a falar também de outras facetas de minha vida, outros temas. Me honra ter quem queira ouvir. Caminho lindo, não de ensinar, mas de trocar. E mais uma vez relembro o paraninfo: “Vamos falar menos, vamos ouvir mais. E quando nós falarmos, que nos ouçam". Busquei a faculdade para melhor escrever. Hoje me vejo locutora dos meus textos. Como já entendi e compartilhei nesta nova fase da minha vida, a palavra é meu destino. E hei de cumpri-lo.

domingo, 9 de outubro de 2016

Gracias a la vida

Quinta-feira passada sofri um assalto à mão armada. O segundo de minha vida. Não existem palavras para descrever o que passa na cabeça e no coração da gente numa situação dessas. Agora fica o trauma por um tempo, a desconfiança de qualquer pessoa que se aproxime da gente, na rua, a qualquer horário. Com tudo que se tem notícia sobre a violência nacional, sei que devo agradecer por estar viva. E aí, me caiu a maior ficha.

Quatro anos atrás eu enfrentei uma depressão profunda. Um processo acumulado de uns 3 anos. Chorava quando acordava de manhã, pois abrir os olhos significava que eu estava viva, teria que tocar aquele dia que me tinha sido concedido mais uma vez. Mas, ao longo destes dias, eu ficava pensando em maneiras de acabar com minha vida, modo pelo qual eu acreditava, teria fim o sofrimento que machucava minha alma. A cada rua que eu cruzava, pensava em me atirar na frente de algum veículo. Felizmente, eu nunca tive coragem.

O assalto dessa semana me mostrou o quanto estou curada. Eu tive um medo tremendo de morrer. Porque eu quero demais viver! Porque amo minha vida. Porque fui lembrada de tantas pessoas as quais sou importante e faria falta, que me amam. Porque ainda tenho tantos sonhos e planos futuros a realizar. A vida não é fácil. Mas é linda. Apaixonante. Instigante. Descobri que posso sempre extrair mais dela do que ela me oferece. E é isso que tenho feito, nos últimos três anos, a cada agora abençoado amanhecer que me é presenteado.


Como eu disse, fica o trauma, o medo. Mas como adoro ver a metade cheia do copo, quero terminar essa semana que me foi de uma grande provação, te lembrando sobre gratidão na adversidade; sobre como até o que é ruim pode ser uma oportunidade de reflexão e crescimento. Te falar que até o fim do poço, tem saída. Falo com propriedade eu já estive lá. Hoje, sou grata à minha vida! Seja grato à tua, à incrível chance que vais receber amanhã, quando o sol nascer, de tentar fazer ainda melhor.
Vamos juntos!

Um beijo,
Cláudia

domingo, 2 de outubro de 2016

Gratidão e vitória andam de mãos dadas

Hoje o nosso encontro de final de domingo é um pouco diferente.

Escrevo este texto ainda no sábado, pois trabalho com um vereador e domingo (amanhã) ficarei o dia todo envolvida com as eleições. Escrevo sem saber do resultado do pleito. E quero te falar de vitória e gratidão, para inspirar a semana que vai começar. Não, eu não sei, não tenho como saber se sairemos vencedores. Se manterei meu emprego. Trabalhamos arduamente para isso, mas o eleitor é quem é o verdadeiro soberano. Mas, não é disso que quero falar.

Quero te contar que, independente do resultado de amanhã, estou grata. E sei que venci. Estou grata por todas as oportunidades que esta recente experiência profissional me trouxe. Grata pelos colegas, pelas pessoas que conheci, as situações que vivi, o conhecimento adquirido. E venci, pois a cada dia, aprendi algo novo. A superar alguma insegurança. A desejar novos objetivos. Talvez, na hora em que consiga publicar este texto, as notícias não sejam as que espero. Te digo: não mudarão meus sentimentos.
E essa é a dica, o convite para a próxima semana: seja grato. Independente da situação. Não espere garantias de sucesso da vida para depois agradecer por elas. Seja grato pelo agora. Seja grato por aquilo que parece difícil de agradecer, pois sempre há na dificuldade imensas oportunidades de evolução. E que saber? Eu acredito que esse é o segredinho daquelas pessoas que nós costumamos chamar de vitoriosas. Olhar absolutamente tudo com entusiasmo, confiança e gratidão te abrem novas perspectivas. Olhar com pessimismo só te incentiva a desistir. 

Eu sou grata pelo que vivi, independente do que o amanhã me reserva. Pois sei seguramente que a soma de minhas experiências – boas e más – me prepara para lidar de forma cada vez melhor com o que virá.

Se tua semana terminou de maneira difícil, agradeça. Ela te preparou para tirar de letra futuros obstáculos, se eles vierem. Ou te farão aproveitar ainda melhor as alegrias que te estão reservadas. Se ela inicia com boas perspectivas, agradeça! Certamente os dias bons são frutos daqueles não tão bons assim que tu já venceste.


Gratidão e vitória andam de mãos dadas. Junte-se a elas e tenha uma linda semana.

Um beijo,
Cláudia