segunda-feira, 7 de junho de 2010
Onde estão meus bebês?
O outro, dá sinais de que, em breve, teremos troca de dentes naquele lindo sorriso...
Como assim?
Como é que eles decidem crescer de uma hora pra outra e nem avisam a mamãe aqui?
sábado, 5 de junho de 2010
Viver com medo
Caio teve uma nova convulsão hoje. Focal, rápida, não precisou ser removido ao hospital. Recebeu suporte de oxigênio em casa e foi liberado para ficar em observação – observação essa feita pela mãe aqui.
Quando falo que sonho tudo para meu filho, ao mesmo tempo tenho profunda noção do quanto eu preciso tão pouco para ser uma mãe realizada. Sim, eu sonho com ele falando, andando, cursando uma faculdade. À medida que os anos passam, sei que meus sonhos cada vez mais podem se restringir somente à minha ansiedade emocionalmente envolvida de mãe e cada vez menos a respostas objetivas da trajetória da reabilitação do Caio, por melhor que ela seja. Ainda assim, teimo em sonhar. Como a famosa personagem cadeirante da novela recém terminada, vou questionar todos os dias de minha vida, se um dia será possível ver meu menino em pé.
Mas, se é pra ser bem pé no chão, eu ficaria feliz com muito menos. Queria que meu filho deixasse de ter epilepsia. Me conformo dele não andar, dele não falar, de nunca estudar e de, talvez, ser sempre o meu bebê. Quem me conhece sabe que reconhecer isso, me é extremamente difícil e dolorido. Mas eu aceito o que for. Consigo ver, em nossa história, a beleza e a verdade de nossa interação, de nossa sintonia. Caio não fala quase, mas se comunica perfeitamente comigo e com quem tem paciência e disponibilidade para ele. Tenho fé (ainda que esta também possa ser idealizadora demais) de que ele sempre terá algum anjo a zelar por ele, mesmo quando eu não mais estiver aqui. E também sei que de nada adianta fazer confabulações catastróficas sob um amanhã que nem sei se realmente existirá.
Agora, as crises convulsivas acabam comigo. Me matam um pouquinho por vez. Existe um texto ora atribuído à Marina Colasanti,ora à Clarice Lispector, que diz que a gente não devia, mas se acostuma. Se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Eu queria muito, no caso da epilepsia do Caio, me acostumar para sofrer menos.
Ele não tem crises multifocais, daquelas que a pessoa baba, se debate. A crise dele é quase silenciosa. É um olhar que para. Um dedinho que tremula. A língua que fica durinha no céu da boca. E a saturação dele começa a despencar... Já foi a menos de 60% e precisou de horas de suporte de O2 no hospital para se recuperar. Dizem que abaixo de 90% corre-se o risco de sofrimento e seqüelas.
Hoje, ele convulsionou enquanto lanchava. Mas já convulsionou durante uma sessão de fisioterapia. Durante a primeira mamadeira da manhã. Dormindo até! E eu preciso estar sempre muito atenta a padrão respiratório, tonalidade da pele, qualquer reflexo minimamente diferente. E reforço: não tem nada pior do que viver com medo. Com medo que aconteça de novo. Com medo que o nível de oxigenação dele caia demais. Com medo de não perceber imediatamente. Com medo de, numa dessas, eu perder meu filhote.
Sei que muitos convivem com a epilepsia a vida inteira. Sei de casos que ela pode regredir, embora, tecnicamente, não haja cura. Pesquisas recentes com células tronco estão à mil nesse segmento. Rezo todo dia para que eu nunca mais precise assistir meu filho tendo uma convulsão. Mas sei que vou assistir ainda, por um tempo ao menos. Essa é a única certeza que tenho. E a de que é muito triste viver com medo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Antes tarde do que mais tarde: 10 + 5 anos!
Os lindos aniversariantes...
A galera da escola: pronta pro futebol!
Hora do jogo: até a bola foi presente!
Meninos e meninas em ação!
Chegando pro parabéns...
Hora de cantar e desejar o melhor pros manos
Fôlego, Fifo!
Caio, se distraindo com os balões...

Com Dindo Dimi, Lu e Cecília à bordo

Comprometendo a Dinda Gabi... hehehehe
Caio, com os dindos Aline e Alessandro e a prima Rafa
Vó Ideli, corujando os dois netos
Yuri com Fabrício e dinda Fabi...
Com a Vó Carmelita: mas tava beijoqueiro esse menino...
A trupe completa!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Caio e a ACADEF

terça-feira, 18 de maio de 2010
17 de maio
SEJAM SEMPRE MUITO FELIZES, MEUS FILHOS!
sábado, 15 de maio de 2010
Lembranças doloridas
Sim, eu sei das várias e gigantescas vitórias de nossa história. Mas é impossível também não lembrar que por erro de quem deveria nos proteger a vida e a integridade, meu valente bebê tornou-se um PC, um deficiente.
É impossível pro meu coração materno não contar os anos, vê-los passar e as coisas não acontecerem na medida dos meus ansiosos - e talvez também impossíveis - sonhos.
AMO meu Caio. Morro de orgulho e admiração por ele.
Mas, por esses dias, eu sempre penso que tudo poderia ter sido bem diferente...
Ainda bem que logo o dia 17 chega e aí eu também me dou conta de que está tudo certo, que cada dia é uma benção e que cada ano é mais um round ganho, nesta luta de amor e dedicação. Amanhece o dia 17 e eu lembro que está tudo como estava destinado, que temos muito o que comemorar e que tudo o que sou, o que tenho, o que me transformei, eu devo ao meu amado guerreiro. E disso, eu não abro mão!
sábado, 8 de maio de 2010
Minha décima vez...
Nossa Princesa Guerreira
Princesa, em sua foto oficial do "retorno ao lar". Meio magrinha, abatida... mas nada que nosso amor não cure completamente ;)
Meu agradecimento especial à minha amigona Deca, que super me apoiou neste momento... Te amo, "miga"!
“Olhei para os animais abandonados no abrigo... os renegados da sociedade humana.
Vi em seus olhos amor e esperança, medo e horror, tristeza e a certeza de terem sido traídos. Eu me revoltei e rezei:
- 'Deus, isso é horrível! Por que o Senhor não faz nada a respeito?'
E Deus respondeu: -'Eu fiz. Eu criei você.'
Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
(Edward Everett Hale - 1823/1909)
terça-feira, 27 de abril de 2010
Mais um anjo no céu dos cachorrinhos...
Scott II
terça-feira, 20 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Parece que foi ontem...






sábado, 17 de abril de 2010
Várias variáveis
E o caminho do reencontro, da busca, embora seja o mais saudável, não é o mais fácil nem o menos dolorido...
Mas eu decidi que vou por ele.
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Na carona do "tô cansada de estar deprê", algumas coisas bacanas começam a acontecer...
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Exatamente hoje meus filhos completam "desaniversário", como costumo dizer. Daqui um mês, estarão completando 10 e 5 anos... E parece que foi ontem que eles chegaram para transformar minha vida, cada um do seu jeito...
Esse ano não deve rolar quase nada de festa, mas a gente já sabe que isso não é o mais importante. Só não vai ficar completamente em branco porque o Ito é doido por "parabéns à você". E, cá entre nós, ele merece!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu espero
Espero desde que nasci.
Que as coisas melhorem. Que me amem mais, que eu seja mais aceita ou que saiba, eu mesma, me aceitar melhor.
Espero ter mais conforto, mais alegrias, mais dinheiro, mais tempo.
Alguns dos sonhos que tive até realizei. Mas, na realidade, eles ainda assim são muito diferentes do que foi idealizado por tanto tempo.
Às vezes até acho que o maior problema é minha eterna e megalômana ansiedade. Então fico esperando que eu possa crescer e mudar.
Mas estou cansada de esperar...
Estou às vésperas de completar 38 anos. Pelas estatísticas, já devo ter vivido mais de 50% do tempo que me foi destinado. Acho que consegui ser feliz num percentual muito pequeno dele...
Estou cansada.
Triste em perceber que o tempo passa e nossos sonhos expiram.
Cansada de esperar alguém que me salve de mim mesma e percebendo que eu não tenho essa capacidade autodidata.
Frustrada de perceber que quase nunca consegui quem eu quis tanto ser.
Doída por ver que, provavelmente, nem o amor que tenho a alguns que me são preciosos, eu consegui transparecer na intensidade do que ele é: amor apenas.
Estou cansada.Na verdade, exaurida.
Sem fé. Sem motivação.
Ainda resta uma fagulha aqui dentro, teimando em acreditar que tudo vai passar e melhorar.
Mas eu já nem sei mais se consigo alimentá-la ou se tomo coragem para matá-la de vez.
E por essa indecisão, sofro também.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Renascimento
Quero, ainda mais preciso, renascer.
Renascer para a alegria, o sorriso, a leveza.
Quero renascer como criança, com curiosidade de explorar cada novo dia. Sem medos.
Quero renascer como adolescente, para o riso fácil, as amizades gigantes, os sentimentos intensos.
Quero renascer como a mulher que sou, para a luta, para a força.
Ando no escuro, me sinto só e isso dói.
Vivo como uma morta-viva, sem paixão, sem coragem, sem vontade.
Preciso de ajuda, mas sei que a mais importante delas está aqui dentro de mim. Como faço para despertá-la?
Quero renascer com olhos limpos, olhos justos. Que não enxerguem no meu espelho somente as sombras. Por vezes, até mesmo duvido – haverá luz?
Quero renascer para os que amo. Quero renascer para minha fé.
Mas preciso muito antes, renascer para mim mesma.
domingo, 21 de março de 2010
Menino High Tech



















